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domingo, 9 de julho de 2023

"Mergulhando nos Cinemas Africanos durante a Pandemia, Camila Rodrigues

 

Oportunidade de ficar em casa na Pandemia 🙏🏾

Durante a quarentena , devido a Pandemia de Covid19, tínhamos que ficar em casa.

Eu aproveitei a oportunidade ofertada pelo Cine África em 2020, de assistir a 11 filme africanos online e gratuitamente, além de participar de livres de discussão sobre eles. Aprendi muito sobre filmes, sobre África e sobre mim mesma:

Divulgação pela Revista Círculo de Giz no Instagram 

Depois, como a quarentena continuou,  continuei assistindo filmes africanos e comentando aqui no blog Pequenidades, é só procurar os comentários sobre cinema africano em 2020 e 2021.

 Esse ARTIGO, publicado na Revista Círculo de Giz, aborda essa experiência maravilhosa naqueles assustadores primeiros meses da Pandemia.

Posto novamente sobre isso,porque agora eu sinto que nada do que eu fiz ou pesquisei tem algum valor, que foi tudo inútil. Mas nem sempre foi assim, porque minha especialmente sempre foi a capacidade de me adaptar. Só que agora não estou mais conseguindo. 

Espero que seja uma fase!

sábado, 12 de dezembro de 2020

Quarentena em casa : Mergulhando nos cinemas africanos



Convidada a falar sobre minha experiência em passar a quarentena em casa durante a Pandemia de Covid19, só pude falar na oportunidade ímpar de mergulhar nos cinemas africanos, em uma fala longa demais, mas muito apaixonada, que vocês podem ver aqui:


 

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Notas sobre a penúltima aula do curso sobre Cinemas africanos

 

Cena do filme Rafiki, Quenia, 2018


Minha intenção é escrever direito sobre o curso Cinemas Africanos : desdobramentos e perspectivas só no final, mas não resisti a publicar essa nota escrita após uma das últimas aulas. Volto só assunto em breve, por hora:

"PENÚLTIMA AULA DO CURSO SOBRE CINEMAS AFRICANOS  - Na excelente aula de hoje falamos sobre os contextos de produção dos cinemas africanos contemporâneos e algumas discussões foram bem interessantes: filmes africanos não são a mesma coisa que "cinema negro", filmes africanos podem abordam mulheres, suas histórias, são dirigidos e escritos por elas, mas também podem não ser; na contemporaneidade a antiga relação de dependência  com os outros países "financiadores" ou "mantenedores" europeus ou americanos continua em certa medida, mas já existem muitas propostas e tentativas de incentivar o surgimento de um cinema feito por africanos e africanas e essa é uma das graças da contemporaneidade! 
Tem muita treta, muitos problemas, mas sai  da aula bem feliz, acreditando, sim, que exitem saídas para uma certa "independência" dos cinemas africanos, que não deve ser totalmente restritiva, mas deve trazer de forma mais carregada os tons de África, porque é para isso que a gente vai ver filmes africanos, se não fosse, veríamos algum Blockbuster qualquer."

terça-feira, 13 de outubro de 2020

" E não havia mais neve... ”, Senegal, 1965, direção Ababacar Samb-Makharram


O filme conta a história de um jovem senegalês que regressa da França e se vê diante de todos os dilemas dos que um dia deixaram sua terra natal. Ainda pertence àquele lugar? Aquele país ainda lhe atrai? Mais que a Europa?
Em preto e branco, e filme é bem agradável de assistir, adorei a trilha sonora, em alguns momentos me lembrou os sons de clássicos de Hollywood (como o E o Vento Levou), em outros mais sessentista, um som mais animado, gostei muto de ouvir o filme. 

Quando assisti lembrei muito do belíssimo,musical, colorido, mas também angustiante pelo sentimento de estrangeiridade na terra natal,  "Heremakono" (2002) de Abderrahmane Sissako, filme que comentei aqui ,mas mesmo tão antigo, o filme de  Ababacar Samb-Makharram me pareceu muito mais leve, tem certo humor de fundo, o que eu realmente gosto nos filmes e na vida, afinal nada é tão sério assim! 

Pelo que entendi esse tema do sentimento de estrangeiridade é comum na história dos cinemas africanos, muitos realizadores não saíram, depois voltaram a terra natal? Pois ...

Ouvi falar desse filme no curso sobre Cinemas Africanos, com o professor Marcelo Ribeiro e fiquei bem feliz em saber que ele está disponível no Youtube, ai assisti e gostei muito. 

 ALERTA DE SPOILER 
 Adorei a interpretação do professor para o desfecho do filme, quando a antiga namorada, que provavelmente nunca saiu de Senegal, pergunta ao que está de regresso se existe neve negra, então ele lhe responde que não existe, mas se ela quiser, ele fabricará para ela!  Para o professor, a partir desta cena, podemos pensar que não há  origem alguma que não na invenção constante desta origem, que segundo ele, é a proposta mesma dos cinemas africanos  emergentes. Achei belíssimo.  Lembro que no fim da aula aplaudi aqui sozinha no meu quarto, foi muito especial aquela aula!


Ainda não sou capaz de analisar um filme africano como ele merece, mas tô aprendendo, e muito !