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domingo, 24 de fevereiro de 2019

ACADÊMICOS DO BAIXO AUGUSTA 10 ANOS

Pré Carnaval
Acadêmicos do Baixo Augusta 2019: Apavora, mas não assusta! !


Nesse importante aniversário de "dez anos descendo a Consolação" no pré carnaval experimentei o Acadêmicos do Baixo Augusta esse que é o maior Bloco da cidade de São Paulo. Muito bom, muito lotado (o público é bem basicão de rolezinhos, gays, jovens, gente bebendo muito e tal). Eles têm 3 trios elétricos, todos cheios de convidadinhos 

(alguns q eu conheço, outros não) e muitas participações especiais (Wilson Simoninha, Maria Rita, Mariana Aydar, Emanuele Araujo, etc. O som dos DJs era aquele mesmo samba, muito Jorge Ben, Zeca Pagodinho, Wando ...
Alessandra Negrini, A RAINHA, é toda diva! Quem é, é!
Alessandra Negrini 

 A Leandra Leal, que era outra princesa do bloco, dessa vez não foi, deve ser porque o marido dela, Alê Yussef, deixo o cargo e assumiu cargo na secretaria da cultura, algo assim. Quando o presidente do bloco agradeceu ao prefeito Bruno Covas, o governante levou uma vaia poderosa ! AMEI


"Ainda bem que a gente tem Carnaval"( Emanuele Araújo) 

Não é? Em que outra ocasião teríamos vaia pro prefeito, multidão mandando Biroliro tomar naquele, tantos meninos de rosa e meninas de azul, tanta gente de laranjal,etc? CARNAVAL serve pra tirar o que empacou na garganta!
À 17:00, 32 graus de temperatura (segundo o rapaz do trio elétrico), começou a chover umas gotas grossas, e começou a tocar a música TEMPORAL do Art Popular (que eu estava ouvindo desde cedo), mas as pessoas não ligaram muito, seguiram curtindo o som e em menos de 5 minutos ela tinha passado...
Eu fui toda trablhada no LARANJA: O tema do bloco era "Que país é esse?" A resposta só podia ser essa... tinha muita laranja na folia!
Eu fantasiada de LARANJA
No melhor momento de todos, a multidão gritava: "ô Bolsonaro vai tomar %$#@@! Carnaval..
E nem começou ainda, Adoro!


sábado, 12 de novembro de 2011

O rancor contra a USP






O rancor contra a USP - Marcelo Rubens Paiva








“"Além de maconheiro, você deve ser viado.”
Curiosa associação.
Esta é uma das muitas reações de carinho que recebi ao falar do conflito entre alunos da USP e a PM.
Dos mais de 400 comentários abaixo, o índice de reprovação dos acontecimentos é altíssimo.
E, claro, as agressões pessoais foram a tônica dos leitores: sou maconheiro, esquerdóide, analfabeto, autor de um livro só, cujo acidente me deixou paraplégico e burro, e a quantidade de drogas que tomei queimaram meus neurônios.
Uma fofura…
Ou não se entendeu o que queriam afinal os alunos da USP, ou um rancor contra eles domina parte da sociedade.
Percebi como tem gente que acha um desperdício o investimento do orçamento estadual em uma universidade pública.
Uma, não. Três [USP, Unicamp, Unesp].
Frequentadas por “vagabundos, maconheiros, depredadores dominados por correntes da esquerda radical”.
Um desperdício de dinheiro público.
Imaginei que fosse uma unanimidade a proposta de que o Estado deva investir pesadamente em educação, se quisermos dar um passo, sim, de gigante.
Além de vendermos pedras com ferro, soja e alimentar o mundo, poderíamos nos transformar numa força industrial e tecnológica.
Imaginei que a essência de uma Universidade fosse desenvolver o livre pensar.
As mensagens que os estudantes me passaram foram:
1. Esta PM não nos serve.
2. A política de repressão à posse de entorpecentes faliu.
3. A reitoria abriu mão de resolver os seus problemas, como a violência no campus, desistiu e chamou o Estado.
Leitores reclamaram que estudantes da USP não devem ter privilégios, que esta PM é a que temos. E que eles não querem a PM lá para poderem fumar seus baseadinhos livremente.
O governador do Estado reclamou que deveriam ter aulas de democracia.
Mas continuo concordando com os estudantes.
Não é a PM que deveria voltar à escola e aprender a combater o crime?
Esta PM é falida.
Não consegue lidar com os índices alarmantes de violência urbana. A corrupção corrói da base à cúpula. O traficante NEM acaba de declarar que metade dos seus rendimentos ia para a polícia.
Em todas as cidades existe a sua cracolândia, sinal de que, como disse a revista THE ECONOMIST, perdemos a batalha para o tráfico. Como sanar tal doença?
O DCE da USP entregou à reitoria meses atrás a sua proposta para conter a violência: iluminar o campus, descatracalizá-lo, tornar a Universidade aberta e criar uma guarda universitária focada nos direitos humanos.
E reitoria desprezou. Preferiu chamar a força de repressão que fez de São Paulo uma das cidades mais violentas do mundo.
A cobertura de parte da mídia só alimentou o preconceito. Não se debateram ideias, mas a atitude de vândalos.
Prefiro uma Universidade que continue nos propondo novas ideias. Sim, gratuita. Aceito com orgulho que parte dos meus impostos vá para as universidades públicas.
Já estudei em duas e sei muito bem que elas não servem apenas à elite. Que há convênios com países africanos e latino-americanos. Que se estuda as raízes dos problemas e conflitos sociais. Que há núcleos de combate à violência. E que a força dos movimentos sociais é a alma da democracia e da justiça social.
E que numa Universidade livre, governador, repensa-se o papel do Estado.
Nem na época da DITADURA as ações dos estudantes eram unanimes.
Havia uma maioria silenciosa não engajada que não participava.
Isto não quer dizer que ela estava correta.
Muitos diziam que estudantes estavam lá para apenas estudar.
A História prova que dos estudantes veem as ideias de transformação.
É mais vantajoso escutá-los do que trancá-los ou reprimir com “borrachadas”.
No meio estudantil, longe das forças do mercado, nascem as grandes ideias.
Nasce o futuro. "