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domingo, 15 de novembro de 2009

Sarau na Casa das Rosas, com Claudio Willer e a planta dos pés...

Ontem eu estive no Sarau mensal da Casa das Rosas. Desta vez tivemos um convidado super especial - o poeta Claudio Willer- que leu alguns poemas dele.
Um deles, quando expressos por ele, por aquela voz, aquilo tudo que ele é, se toranram definitivos para mim, eu posso colá-lo aqui:
"Após uma manifestação em defesa da reserva florestal de Caucáia do Alto por mim teria ficado por lá mesmo no altiplano onde tudo começou bem acima destes bolsões de pânico bem longe deste mundo coagulado na devida distância desta fantasia sulfurosa na qual moramos teria ficado por lá mesmo mergulhado na lagoa de reencontro escavada na superfície do planeta em sua primitiva forma ficar por lá mesmo encontrar o mais puro rastro vegetal entre samambaias sem memória cipós de sabedoria e círculos de névoa ficar lá mesmo buscar o segredo do arenito a linguagem da pedra percorrer o avesso da consciência ficar por lá mesmo nunca mais sair deste planeta frio e luminoso e sempre celebrar a redescoberta do corpo pela planta dos pés"
Certo, vocês podem ler, podem até gostar, mas o que eu senti na hora que ele leu, dificilmente alguém terá... quando aquela voz, aquele tom, aquilo tudo que ELE entoou "...sempre celebrar a redescoberta do corpo pela planta dos pés.", foi o meu corpo que reagiu, ali sozinho, pulsando pois percebeu estar de novo na frente de um homem inteiro - que sabe a glória do saber querer -e eu relembrei aquilo que parece que é melhor que eu esqucesse: existe uma ligação energética direta da planta dos pés com todo o corpo,que faz ser tão gostoso tocar e ser tocado nos pés... mas não pode esquecer esses detalhes (que são coisas muito grandes pra esquecer).
Uma das pessoas que quiseram muito que eu me esquecesse de que eu sou, sim,tudo isso voltou a me procurar, dizendo que eu era tudo o que eu sou - tudo de bom -, mas eu não preciso mais ouvir isso, porque eu sei, também sei que quero muito mais...
Recentemente eu senti algo relacionado à planta dos meus pés, mas a ligação com o meu corpo redescoberto só foi feita pelo poema de Willer... o resto é segredo!
Suspiros...

domingo, 1 de março de 2009

Mil e uma noites: Refinamento da sexualidade!


Na semana passada eu assisti a defesa do mestrado de uma amiga em Letras Orientais. Ela estudou o discurso da sexualidade nas Mil e uma noites e outros textos da época, seu objetivo era enxergar como esses textos formaram uma idéia de sexualidade na cultura árabe... ela percebeu que para seu olhar ocidental, era evidente a diferença de perspectiva, pois naquela cultura não havia tantos pudores, desde os mitos de fundamento da cultura árabe...
Um lance bacana pacas...
Um tema me chamou a atenção especialmente, a busca por um refinamento da idéia de corpo que procurava o prazer -claro - mas o objetivo final era sempre tocar uma espera além do corpo, quando não se desejava um corpo, mas se desejava AQUELE CORPO... eis a paixão!
Bonito, clichê, óbvio, mas poucos buscaram pelo nascimento da expressão desse sentimento como elemento fundador de toda uma cultura!
Só o que eu tenho a dizer sobre isso é : MAS COMO DÓI!