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domingo, 26 de junho de 2016

"História. Ficção. Literatura." de Luiz Costa Lima



Quem esteve na defesa da minha tese ou me acompanhou durante o doutorado deve se lembrar como eu pirei com esse autor e esse livro, não é?
No caso dessa publicação, mais do que seu conteúdo - resultado parcial de longa pesquisa sobre Ficção que ainda está se desenvolvendo -, chamou  a minha atenção o título:



História. Ficção. Literatura.

Temos aqui representados, três tipos diferentes  de discursos, que de comunicam e  interagem, embora nenhum chegue a se transformar no outro (cada um tem seu próprio ponto final, que demarcando seu limite).


Se começamos admitindo que a  História é o discurso que se apresenta como verdade dos fatos. Terminamos na Literatura, que é o discurso que se apresenta como verdade da arte da palavra.
Entre elas está a FICÇÃO, que é um processo complexo  de INTERMEDIAÇÃO CRIATIVA entre a realidade histórica e a arte literária.

Eu ainda gosto dessa ideia e a considero mais complexa e respeitosa com as peculiaridades de cada discurso do que  tentar nivelar tudo em comparações grotescas.
Mas essa é apenas a minha opinião, não é uma verdade absoluta. 

sábado, 7 de março de 2015

Profissão : Historiador


E a profissão de historiador segue rumo à regulamentação...
NOTA DA DIRETORIA DA ANPUH/BR SOBRE A APROVAÇÃO DO PL 4699 PELA CÂMARA DOS DEPUTADOS
Prezados(as) associados(as) e colegas,
A última terça-feira, 3 de março de 2015, foi um dia memorável para a ANPUH e para os historiadores brasileiros. A Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, o PL 4699/2012, de autoria do senador Paulo Paim, que regulamenta a profissão de historiador (quando começou no Senado ele foi registrado como PL 368/2009).
Foi uma vitória de enorme importância. Um prêmio à nossa tenacidade e capacidade de articulação, e também um resultado da mobilização de todos que enviaram mensagens para os deputados manifestando apoio ao projeto. A presença de representantes da diretoria da ANPUH na Câmara foi fundamental para o sucesso, pois, ao conversarmos com várias lideranças partidárias esclarecemos dúvidas e mostramos a justeza da nossa demanda, o que viabilizou a manutenção do PL na pauta da sessão.
No momento da votação em Plenário, foi verdadeiramente um prazer ouvir discursos proferidos por parlamentares de diversos quadrantes políticos exaltando a importância do conhecimento histórico e o papel social dos historiadores. Mais notável ainda foi termos alcançado essa vitória em contexto de grave crise política, que tem ocupado o centro das atenções das lideranças parlamentares.
Não há dúvida que o virtual consenso favorável ao PL 4699 na Câmara dos Deputados deveu-se às negociações que empreendemos para aperfeiçoar o projeto original, o que gerou acordos com outras entidades interessadas no tema (como a Sociedade Brasileira de História da Educação e a Sociedade Brasileira de História da Ciência) e a ampliação do arco de apoiadores.
Neste momento, é importante registrar o nosso reconhecimento a todos os que nos apoiaram na Câmara dos Deputados, em especial os deputados historiadores Pedro Uczai, Alessandro Molon, Chico Alencar e Afonso Florence, e os assessores parlamentares e também historiadores de formação Marcus Antônio Braga, Márcio Pereira e Daniel Lemos, entre outros.
Também agradecemos aos ex-deputados Roberto Policarpo e Fátima Bezerra (atualmente senadora) por seus pareceres favoráveis ao projeto nas comissões da Câmara em que ele tramitou. Igualmente fundamental é prestar homenagem às diretorias anteriores da ANPUH que se empenharam nessa luta, especialmente as gestões presididas por Benito Bisso Schmidt e por Durval Muniz de Albuquerque Junior.
O nosso entusiasmo justifica-se devido às dificuldades que tivemos de vencer para chegar aqui. No entanto, a caminhada ainda não atingiu o objetivo final. A atenção se volta agora para o Senado Federal, que vai apreciar novamente o projeto de lei, e já começamos as articulações com lideranças daquela Casa.
Pelas razões anteriormente apontadas e também pelo fato de o projeto ser originário do Senado, que aprovou o texto apresentado pelo senador Paulo Paim, nossa expectativa é por uma tramitação tranquila. Porém, continuamos atentos e mobilizados.
A etapa seguinte e final do processo, a sanção presidencial, talvez implique desafios mais difíceis. Sabe-se que alguns segmentos do governo não veem com bons olhos as leis de regulamentação profissional, devido à suposição de que significariam “reserva de mercado”.
A resposta que devemos apresentar é semelhante ao que já manifestamos em outras ocasiões: o objetivo não é garantir privilégios, porém, fortalecer a formação profissional e receber o mesmo tratamento legal dispensado a dezenas de outras profissões no Brasil. Interessa-nos, em especial, criar condições legais para a abertura de concursos para o cargo de historiador nos órgãos públicos, o que não tem ocorrido devido à ausência da regulamentação.
Não custa reiterar, mais uma vez, que a aprovação da lei em nada vai alterar a atuação da ANPUH e o seu papel, já que não serão criados conselhos profissionais ou órgãos do gênero. Lembramos, também, que o registro profissional será uma atribuição dos órgãos públicos, e não da ANPUH. Entretanto, certamente esperamos que a lei contribua para o fortalecimento da nossa profissão, bem como para ampliação do mercado de trabalho e maior valorização dos historiadores.
Por isso, achamos que vale a pena seguir em frente, esperando contar com o apoio de todos(as).
Saudações, a Diretoria da ANPUH

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A importância da História

Quando foi publicado o último livro do historiador Darnton no Brasil até agora, se não me engano no final de 2013, como sempre eu li com muito prazer, até citei na tese que estava terminando de escrever. Lembro-me de ter estranhado o contexto do livro, achei que só mesmo em uma sociedade bem diferente da nossa (como era a da Europa na época moderna, como Darnton sempre afirma) , que a polícia iria investigar, buscar e prender, cantores de rua que haviam composto CANTIGAS SATÍRICAS CONTRA O REI, isso me pareceu algo tão estranho, na sociedade da Liberdade de Expressão. Mas infelizmente, segundo os últimos acontecimentos com o Charlie Hebdo, minhas impressões estavam um pouco equivocadas.
História é fundamental, entendem?

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Presidente Dilma recebe o relatório da Comissão Nacional da Verdade em 10 de dezembro de 2014


Nesta manhã a CNV entregou  a presidente o Relatório da investigação a respeito das sérias violações dos direitos humanos cometidas pelo Estado em regimes ditatoriais no Brasil do século XX. Na ocasião a presidente se emocionou, como podemos ler nesse link. Nas palavras da presidente :

"Nós, que acreditamos na verdade, esperamos que esse relatório contribua para que fantasmas de um passado doloroso e triste não possam mais se proteger nas sombras do silêncio e da omissão. Na cerimônia de instalação da Comissão Nacional da Verdade em maio de 2012 eu disse que a ignorância sobre a história não pacifica, pelo contrário, mantém latente mágoas e rancores, disse que a desinformação não ajuda a apaziguar, apenas facilita o trânsito da intolerância . Afirmei ainda que o Brasil  merecia a verdade, que as novas gerações mereciam a verdade, e sobretudo , mereciam a verdade aqueles que perderam familiares, parentes, amigos, companheiros e que continuam sofrendo (pausa e aplausos) como se eles morressem de novo e sempre a cada dia ..." Dilma Rousseff 10 de dezembro de 2014



Mas merecemos a verdade mesmo. Enquanto eu estava na graduação em História  entre 1999 e 2003, o tema ditadura era ao mesmo tempo presente - até porque pessoas que tinham vivido intensamente aquilo ali se encontravam 
presentes-, mas  também  era assunto velado tantas vezes como tema de debate ou mesmo de aulas, salvo especialmente as inesquecíveis  aulas da professora Maria Aparecida de Aquino. Talvez aquele silêncio se deva ao fato de que  ainda havia pouca produção sobre isso e a história, como processo,  requer algum  distanciamento mínimo,  mas o fato é que eu só fui saber mais sobre o tema (que me interessou sempre) depois de formada, e independentemente da ligação com a minha instituição de origem, a USP. Com as informações divulgadas pela  CNV, eu e todos os brasileiros, temos a chance de corrigir esse lapso em nossa formação.

É possível saber mais e até mesmo baixar o relatório no link da CNV.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

http://www.youtube.com/watch?v=WxCz9SdpWJE

No show do Elomar esta foi a primeira música que ele tocou, então já comecei chorando de emoção, especialmente porque ele disse ao final "Quando eu toco esta música sempre tenho a sensação que estou indo para um lugar muito longe no espaço, vocês também não sentem isso?" E eu disse ao Caio que eu também sinto isso, não só no espaço, mas também no tempo, com tal cantiga tão "medieval"... Estudar infância em Guimarães Rosa, pela História é, para mim, abrir novas possibilidades de espaço e tempo, estas ainda não totalmente comprometidas com as linguagens, assim como são as crianças ou os sertanejos...