Mostrando postagens com marcador ilusão contra realidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ilusão contra realidade. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Trechos das Cartas de Vicente Van Gogh ao seu irmão Theo

"...As cores se sucedem como que sozinhas e ao tomar uma cor como ponto de partida me vem claramente a cabeça o que deduzir, e como chegar a dar-lhe vida. Não posso entender, por isso, a grosso modo, que um pintor faz bem quando parte das cores de sua palheta em vez de partir das cores da natureza. Interessa-me menos que minha cor seja precisamente idêntica, ao pé da letra, a partir do momento em que minha tela ela fique tão bela quanto na vida. A cor, por si só, exprime alguma coisa, não se pode prescidir disso, é preciso tomar partido. O que produz beleza, beleza verdadeira, também é verdadeiro e isso realmente é pintura e é mais belo que a imitação exata das próprias coisas." Vicent Van Gogh


Sobre cores! É por isso que entendo as palavras de Renè Schèrer quando ele escreveu que a cor é proprimante a linguagem das crianças, pois através da cor (da "encorporação" da cor) que justifica a existência da ficção (um mundo além do nosso mundo, como escreveu Antonio Candido). Se é além do nosso mundo, por que precisamos copiá-lo tal e qual os percebemos através de nossos limitados 5 sentidos ?
A criança sabe disso, mesmo sem saber que sabe! Genial !

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Meditações sobre um cavalinho de pau E.H. Gombrich

Foi Carlo Ginzburg, em seus livros Mitos Emblemas sinais e Olhos de Madeira (Ginzburg, 2005; 2007) que indicou um caminho remeteu às idéias de E.H. Gombrich, em seu texto Meditações sobre um cavalinho de pau, como um caminho possível de decifração de imagens pelo historiador. Em meu doutorado, pretendo interpretar símbolos referentes à infância não sónos textos escritos de Guimarães Rosa, mas também coleção de desenhos produzida em sua correspondência com as netas.
Gombrich trabalha sempre com a idéia de representação como produtora de "substitutos" da realidade- com a ajuda da imaginação criadora, que tem função de comunicar- pois “toda imagem será de algum modo sintomática de seu criador, mas pensá-la como uma fotografia de uma realidade preexistente é compreender mal todo o processo de feitura de imagens(...) na linguagem do quadro de criança, continua a ser reconhecida a função psicológica da ‘representação’. A criança recusará uma boneca perfeitamente naturalista em favor de alguma ‘bruxa’ monstruosamente ‘abstrata’ que seja mais ‘fofinha. É possível até mesmo que prescinda totalmente do elemento ‘forma’ e tome o travesseiro ou o edredom por sua chupeta predileta-um substituto ao qual quer entregar o seu amor. Mais tarde na vida, dizem os psicanalistas, pode entregar esse mesmo amor a alguém vivo, digno ou indigno dele."

E.H. Gombrich. Meditações sobre um cavalinho de pau. P. 04)

Isso é lindo, não é?

sexta-feira, 6 de março de 2009

MEMÓRIA E CANÇÃO...

Ontem eu fui a terapia de manhã e depois fiquei esperando uma amiga no sofá do café da Livraria Cultura, por volta das 13 horas. Fazia muito calor, como sempre, e eu estava com uma energia levemente alegre, depois de muito tempo, nem lembro dede quando e não sei o que me trouxe essa brisa leve... só sei que ontem eu me dei conta dela quando no MP3 tocava a música que adoro da Elba Ramalho,como se alguma coisa me dissesse: "Você tem o mundo nas mãos, usufrua!"
Pena ter durando tão pouco, mas a memória e a canção (E por que não a ilusão?) permanecem: