quarta-feira, 22 de abril de 2026
IAs comentando minha tese/livro
segunda-feira, 20 de março de 2023
Aquecendo o coração: Lembrança das meninas de Rosa
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| Detalhes das imagens da meninas: Acima a da etiqueta no caderno à esquerda a do meu pingente e à direta a da capa do meu livro. |
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| Capa do caderno com o desenho da menina etiquetado embaixo, à esquerda |
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022
Primeira resenha do meu livro no jornal
A primeira resenha do meu livro "Escrevendo a lápis de cor: Infância e História na escritura de Guimarães Rosa" foi publicada no Jornal da USP. Escrita por Leila Kiyomura, com uma sensibilidade ímpar, eu e Guimarães Rosa nos sentimos lisonjeados.
Mais que uma resenha, é praticamente uma matéria sobre Rosa e o trabalho que eu fiz e você pode acessar nesse link Quando o mais erudito e popular escritor brasileiro é o menino Joãozito
Fiquei muito feliz, que venham outras leituras, Rosa merece!
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022
PAZER DO TEXTO, ESCRITURAS, HISTÓRIA COM ROLAND BARTHES E GUIMARÃES ROSA
| BARTHES, Roland. O prazer do texto. Trad. J. Guinsburg. 5a. ed. São Paulo: Perspectiva, 2010. |
| O prazer vem da ESCRITURA |
Não foi ocasional eu ter falado da ESCRITURA de Guimarães Rosa no subtítulo do meu livro sobre Guimarães Rosa, eu já tinha lido Barthes.
| livrinho delicioso |
Em "O grau zero da escritura"[escrito em 1953], Barthes defende :
"Não é dado ao escritor escolher sua escritura numa espécie de arsenal intemporal das formas literárias . É sob a pressão da História e da Tradição que se estabelecem as escrituras possíveis de um determinado escritor : Existe uma História da Escritura; mas essa História é dupla: no exato momento em que a História geral propõe - ou se impõe - uma nova problemática da linguagem literária , a escritura continua ainda cheia da lembrança de seus usos anteriores, porque linguagem nunca é inocente: as palavras têm uma memória segunda que se prolonga misteriosamente em meio às significações novas. A escritura é precisamente esse compromisso entre uma liberdade e uma lembrança; é essa LIBERDADE LEMBRANTE que só é liberdade no gesto da escolha, mas já não é mais na sua duração. " (BARTHES, Roland. O grau zero da escritura. Trad. Anne Arnichand e Álvaro Lorencini. 3a. ed. São Paulo: Cultrix, 1972. p.125)
sexta-feira, 24 de dezembro de 2021
Presente de Natal: Meu livro chegou
Véspera de Natal, eu preparando a ceia com minha mãe e, de repente, chegou meu livro, que esperava só para o ano que vem! Veio grande e parquinho, com prefácio do Elias Thomé Saliba, de presente de natal! Muitas emoções!
Claro que namorei ele um pouquinho e tirei fotinhas, porque dia 24 de dezembro não "nasceu" só Jesus, mas meu livro, primeiro livro, também!
Se você tem interesse em adquirir um, está à venda nesse link
| Eu e Ele! |
| Leitores recebendo |
| Divulgação pela Editora |
quarta-feira, 3 de novembro de 2021
Minha pesquisa sobre Rosa publicada
É com imenso prazer que divulgo que minha pesquisa sobre infância nas estórias de Guimarães Rosa foi publicada, com um belo prefácio do professor Elias Thomé Saliba, como eu sempre sonhei. Sobre meu "acordo" firmado com o Rosa em 2005 (de estudar seriamente sua obra), acho que a publicação significa que minha meta foi cumprida! O link para a pré venda acaba de ser divulgado é ESSE .
O lançamento será em 3 de dezembro
domingo, 7 de janeiro de 2018
Cores de Van Gogh
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| Noite de versão - Sol com pontilhado , 1888 - Vincent van Gogh |

"Um dia , o pastor Theodorus (pai de Vicent) lhe escreveu palavras que ficaram gravadas no seu espírito, e ele retoma numa carta (ao irmão Théo) de outubro de 1875: 'Papai me escreveu um dia: Mas não esqueça a aventura de Ícaro, que quis voar até o sol e, tendo atingido certa altura, perdeu as asas e caiu no mar'.Espantosa persistência do pastor ou conhecimento da personalidade do filho, a menos que se suponha da parte deste uma conduta inconsciente tendendo a se conformar a um destino anunciado. Vicente Van Gogh é ícaro; ele de fato se elevará nas asas da pintura até o amarelo, até o ouro absoluto do final do verão de 1888, reencontrará a figura brutal do pai que quis ver em Gauguin, para então, após a queda através das formas rodopiantes de Saint-Rémy, se abismar nos azuis de Auvers-sur-Oise.
David Haziot. "Van Gogh". Trad. Paulo Neves. Porto Alegre: L&PM, 2010, P. 52
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
O tempo nos Cadernos Manuscritos de Guimarães Rosa
"Destaca-se nesse material, especialmente para nós que desejamos repensar os questionamentos da História ali executados, que, tal qual acontece na experiência vocal, o tempo cronológico não é decisivo ali: na maioria dos Cadernos não encontramos nenhuma data, embora esses documentos, ainda assim, possuam sua historicidade . De qualquer forma, também é possível localizar neles algumas sutis marcas temporais, como quando Guimarães Rosa cita a neta Ooó (Vera Tess) ou algum dos textos que escreveu para a revista Pulso, indicando que aquelas inscrições foram feitas por volta da década de 1960, período no qual o autor contribuiu para tal periódico. Mas esse tipo de referência não cristaliza o tempo no manuscrito: não podemos dizer, por exemplo, que todo ou parte do Caderno no qual a data aparece foi preenchido naquele mesmo período, porque não podemos nos esquecer de que, na verdade, estamos defronte de um manuscrito literário e que seu tempo é aquele não linear da criação. Como o escritor possuía grande quantidade de Cadernos e poucos foram preenchidos até a última página, podemos cogitar que eles não eram usados de forma contínua, mas sim que seu emprego obedecia a alguma regra de utilização que desconhecemos. É justamente por causa de tal indeterminação temporal do manuscrito que é possível que coexistam ali as várias temporalidades distorcidas do processo de criação: a de quando a enunciação vocal foi ouvida, a de quando o autor a registrou, a de quando ele a reenunciou; a de quando ela foi revisada; e a de quando foi reinventada pela escritura."









