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domingo, 29 de março de 2026

O amante duplo (2017), François Ozon



O Amante Duplo, dirigido por François Ozon, conta a história de Chloé, uma jovem francesa que procura ajuda psicológica para resolver uma dor abdominal persistente. Ela acaba envolvida em uma trama psicológica complexa sobre gêmeos e segredos muito mais intensos que as dores iniciais.

​Assisti a este filme por recomendação do Prime Video, já que gosto de suspenses psicológicos e obras esteticamente interessantes. Sendo meu primeiro contato com o trabalho de Ozon, foi fácil identificar um cuidado visual meticuloso, característica típica de filmes com assinatura autoral. Diferente de outros títulos do gênero que vi até agora, o longa promete muito e quase entrega o suficiente.

​Achei a obra extremamente "psicanalítica" no sentido tradicional, pois aborda questões de identidade, projeções e o tema do duplo ou dos gêmeos, assunto que estudei brevemente em interpretação literária. Além disso, o filme traz para o centro da trama a força da pulsão sexual, temática central da psicanálise.

​Ainda que o enredo sejar labiríntico, não consegui me envolver ou me projetar na história. Em nenhum momento senti que a loucura da protagonista poderia ser a minha, que é o meu tipo de abordagem favorita no cinema. Por isso, não o considero o melhor filme do gênero, nem o mais sexualmente estimulante. As cenas de sexo não são belas ou instigantes; elas me pareceram mais próximas ao terror, superando até a crueza das imagens de exposição do corpo, seja em exames internos ou em estados de doença.

​No balanço geral, foi uma experiência válida e espero que venham outros filmes e séries sobre o tema.


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Quiromancia, livre arbítrio e gêmeos coloridos

Uma mulher "leu" minha mão no Natal e me disse que nela não está escrito que eu terei filhos, mas só que eu irei para fora do Brasil!
Que puxa! Peguntei se eu não podia "trocar" a viagem por filhos...? (rs)
Ela disse que tenho o livre arbítrio e as linhas podem mudar... achei ótimo, porque essa minha pesquisa sobre infância me faz pensar tanto em filhos!
Claro que não à qualquer preço, não sem pai, sem condições financeira e emocional para dar suporte a eles, mas eu ando me preparando tão bem e é a imagem de bebês que , já cerca de dois anos depois de produzida, sempre me arranca um sorriso é a dos gêmeos alemães, cada um de uma cor, como se dissessem: SOMOS TODOS IGUAIS, VEJA QUE NÓS VIEMOS DO MESMO VENTRE:

Para que brigar? Por quê, ao invés disso, não brincamos? (rs)