quarta-feira, 26 de agosto de 2026

PRÊMIO GRANDE OTELO 2026

 




Ainda não tinha dado tempo de comentar o quanto fiquei feliz com o Prêmio Grande Otelo 2026, no começo de agosto, a grande premiação do cinema brasileiro.

Minha alegria foi porque percebi que tinha assistido a quase todos os indicados nas principais categorias. Também me alegrou constatar que, em geral, os filmes são muito bons. A safra do cinema brasileiro após o reconhecimento internacional de "Ainda Estou Aqui" é salutar.

E ver que filmes que adorei, como "O Último Azul", "Homem com H" e "O Filho de Mil Homens", foram todos laureados foi uma delícia.

Sobre as atuações, os prêmios foram uma chuva de rosas para mim: meus queridos Rodrigo Santoro, Alice Wegmann, Jesuíta Barbosa, Alice Carvalho etc.

No prêmio de Melhor Filme, deu empate entre "O Agente Secreto" (tinha que ser) e "Manas", que vi depois e gostaria de ter gostado mais, mas está valendo.

Oxalá esse prêmio marque não mais uma nova revitalização do cinema nacional, mas um crescimento real e duradouro dele por muito tempo, como marcou o discurso de agradecimento de Rpdrigo Santoro .

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Pacarrete (2019), Allan Deberton

 



PACARRETE

Assisti ontem a este filme de 2019, dirigindo pelo cearense Allan Deberton, e achei que gostaria mais. Afinal, ele é livremente inspirado na história real de uma bailarina cearense, mas ficou faltando alguma coisa. Talvez essa história pudesse ter sido contada de um jeito mais engraçado, sei lá.

A atuação de Marcélia Cartaxo como Pacarrete é o ponto alto do longa. Nós, espectadores, a achamos uma graça; achamos ranzinza, grosseira e teimosa, uma chata até, como pode ser uma artista idosa fragilizada pelas vulnerabilidades da velhice. Isso a torna uma pessoa ainda mais difícil de lidar e, no fim, nos compadecemos dela, claro. Mas não dei uma risada com ela, o que salvaria a personagem e talvez o filme todo.

A maior parte do elenco de apoio fica no mediano, mas um ou outro ator é bem ruim. Para mim, o maior problema está no roteiro previsível porque, embora haja momentos de pura ternura, belas memórias e a emocionante cena da fita VHS, a belíssima cena final parecia estar praticamente prevista desde o início.

Queria tanto escrever maravilhas sobre este filme, mas desta vez não foi possível. Talvez pelo filme, talvez por mim, talvez pelas expectativas não alcançadas. Para mim, não funcionou tão bem. Seria a minha boca já muito amarga para esse cubo de açúcar cor-de-rosa choque, ou foi pelo riso que nunca veio? 

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

"1984" (1984), direção Michael Radford



Alertada de que o filme irá sair do catálogo do Prime Video em breve, assisti à adaptação inglesa de Michael Radford para o famoso romance 1984, escrito em 1949 por George Orwell.

Apesar de ser um clássico da literatura muito conhecido e de ter inspirado uma das minhas canções favoritas da vida, Como Dois e Dois São Cinco (1971), eu nunca me interessei realmente em ler esse livro, contentando-me em saber daquilo que ficou popularmente conhecido sobre ele: o Grande Irmão, a Guerra como continuidade, a Novilíngua e a sociedade do controle total.

Assisti ao filme para saber um pouco mais do que se trata, porque vou começar a ler 1Q84, de Murakami, cujo título faz referência ao livro 1984.

Achei o filme uma distopia sombria e cinzenta. Pareceu empenhar-se em ser fiel à obra original, mas nada além disso enquanto filme.

Na história, dentre tantos pontos interessantes e discussões ainda atuais, o que realmente me chamou a atenção foi a questão do controle das mentes, inclusive pela Novilíngua, a redução do vocabulário para dificultar e até impossibilitar o raciocínio próprio, permitindo assim maior controle.

O uso dos dicionários para o controle da linguagem me lembrou o filme Alphaville, de Godard, da década de 1960, outro filme sobre uma distopia mencionado em obra de Murakami, onde o controle se dá pela proibição dos sentimentos e pela limitação do vocabulário.

Enfim, gostei de ter assistido e recomendo a quem puder e quiser aproveitar enquanto ainda está disponível no Prime Video.

sábado, 22 de agosto de 2026

"O ouvidor do Brasil: 99 vezes Tom Jobim", Ruy Castro

 


Li O Ouvidor do Brasil – 99 Vezes Tom Jobim, de Ruy Castro. A leitura foi mais demorada do que eu previa porque tive que pausá-la por causa da FLIN, mas nesta manhã a concluí. Mesmo sendo de Castro, desta vez não se trata de uma biografia: é uma coletânea de textos sobre Jobim publicados no jornal  ao longo de muitos anos, o que trouxe para a obra uma veracidade incomparável. Claro que fui ler para incensar Jobim e consegui, mas, além disso, entrei no ambiente em que ele viveu e produziu .

Através dessas croniquetas, que não foram originalmente escritas como livro, mas que nele foram divididas em quatro capítulos, vamos passeando por vários temas que se entrecruzam para contar quem era Antonio Carlos Jobim, suas incontáveis genialidades e carioquices, além de outros assuntos: o Rio e sua maravilhosidade, o piano, os pássaros, o Brasil, a ecologia etc.


 Vou tentar fazer um comentário sobre cada um.

1. O ouvidor do Brasil

É o capítulo no qual mais se enfatiza a figura pública de Tom Jobim, alguém que ultrapassou a música e foi se tornando um legítimo intérprete do Brasil. Ruy Castro sublinha como, na segunda metade do século XX, sua voz era ouvida em debates culturais, ambientais e até políticos, transformando-o em um símbolo respeitado nacional e internacionalmente.

2. As boas histórias

É um capítulo sobre memória, fama e legado, no qual o foco está na construção do mito. Nesses textos leves e engraçados, revisitamos histórias que circundam Tom Jobim, separando as verdadeiras das que se tornaram lendas e até desmentindo algumas delas.

3. Anos dourados

Nesta parte, o foco é o ambiente musical que formou Tom e sua obra. É o capítulo mais informativo e longo do livro. Entramos nos bastidores, o que é importante, mas que, para leitores menos familiarizados com aquele universo, pode parecer pouco envolvente do ponto de vista narrativo.

4. Vou te contar

Nesta seção final, voltamos às histórias, desta vez acontecidas com mais frequência após a morte de Tom. Algumas curiosidades me agradaram, como saber que o compositor, sempre interessado na natureza e  na lingua portuguesa, como  filho de poeta e leitor de poesia quase se candidatou à Academia Brasileira de Letras meses antes de morrer.

Sou historiadora e amo a história da MPB, mas, nesta leitura, meu foco foi Jobim como um dos artistas brasileiros mais importantes do século XX. Quando nasci, em 1979, ele era o "maestro soberano Antonio Brasileiro Jobim", um músico consagrado, embora seu auge já estivesse distante. Ainda assim, chegou até mim de duas formas: como esse mito construído nos dois primeiros capítulos do livro e, sobretudo, como o Jobim ecologista. Foi por causa dele que ouvi pela primeira vez essa palavra, tão fundamental para o mundo de hoje. Esse tema permeia, musical e sonoramente, seus últimos álbuns, justamente os que eu mais gosto.

Agradeço a sorte de ter conhecido Tom Jobim e  à biblioteca do Sesc Pompeia pela  oportunidade de ler este livro incrível.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Espíritos: a morte está ao seu lado

 


ESPÍRITOS: A MORTE ESTÁ AO SEU LADO (2004), de Banjong Pisanthanakun e Parkpoom Wongpoom
Esse clássico do terror oriental conta a história do fotógrafo Tun e sua namorada Jane, que, numa noite, atropelam uma mulher e não prestam socorro. A conta chega em seguida, justamente por meio das fotos estranhas que Tun começa a revelar e que acabam mostrando uma história que ele tentava esconder.
Aqui, o peso psicológico é o grande mote da trama, e o sobrenatural surge como metáfora bem direta de problemas muito reais. Para nós em 2026, alguns elementos podem soar até um pouco clichês, mas faço uma ressalva à idade do filme. Mesmo sabendo que existe um remake americano de 2008 (sempre isso), ele não me interessa em nada. Até porque  é na versão original que temos os AGRADECIMENTOS A PESSOAS QUE DISPONIBILIZARAMFOTOS REAIS DE ESPÍRITOS!  ADOREI 😝
Destaco a personagem Jane no papel  namorada sensata, que ama sem se comprometer a carregar os pesos do namorado. Muito diva! 😜
Para momentos de diversão, super funciona!


quarta-feira, 19 de agosto de 2026

CORINA (2005), México, dir. Urzula Barba Hopfner

 


CORINA (2025), México, direção de Urzula Barba Hopfner. O filme conta a história de uma revisora de livros de 28 anos que sofre de agorafobia (pânico de sair de casa) e é obrigada a circular pela cidade para tentar corrigir um erro que cometeu, contando com a ajuda de alguns amigos nessa jornada de superação.

Assisti no Prime, por indicação de uma querida que divulga filmes latino-americanos, e achei bem ok. Para mim, o maior impacto foi visual. Embora Corina recuse estar na rua e em contato com as pessoas, tudo ao seu redor é muito iluminado, quente e bonito. Os lugares e personagens são alegres, cheios de cores harmoniosas que não costumo ver com frequência no cinema disponível nos streamings, especialmente nos filmes norte-americanos. Ponto positivo.

Embora a premissa seja interessante, ela se desenvolve de forma um tanto truncada, talvez refletindo a própria limitação imposta pela fobia de Corina. O fato é que o roteiro abre vários caminhos narrativos, mas não desenvolve nenhum deles plenamente. Os amigos da lanchonete que a ajudam, por exemplo, encontram maneiras comoventes de se comunicar com ela, mas simplesmente passam por sua vida e logo são descartados. Não sabemos quem são nem por que se dedicam tanto a ajudá-la. É possível que a diretora esteja tentando reproduzir a experiência fragmentada de quem sofre de agorafobia, mas, para mim, isso não funcionou muito bem.

Mesmo sendo simpática a trama da revisora que é, no fundo, uma escritora frustrada e reescreve os finais dos romances que revisa, geralmente melhorando-os, no conjunto achei um filme apenas ok.

Revi "Inteligência artificial " (2001)

 


AI Artificial Inteligence : Eu tinha assistido a "AI" quando foi lançado e lembrava pouco, só do Pinóquio (amo) e de que chorei muito no final (como sempre quando envolve Spielberg e crianças). Desta vez, quase trinta anos depois, chorei novamente.

São muitas questões levantadas sobre robôs, amor e humanidade, pertencimento, direito à existência, temas caros à ficção científica, que nos relembram tantos outros filmes, como Blade Runner. Desde o início, o filme nos liga ao robô David (Harley Joel Osment, esse ator mirim excepcional que nem pisca nesse filme, o mesmo de O Sexto Sentido!), que foi projetado com amor incondicional e para todo o sempre e, depois, configurado para amar especialmente sua mãe, Mônica. Não consegue fazer outra coisa: mesmo depois de séculos, da morte e até do fim da humanidade, segue buscando ouvir dela "eu amo você, David", quase como se fosse um humano movido pelo desejo.

Cabe lembrar que o filme começa com uma cena em que os cientistas discutem as questões éticas envolvidas na criação de um autômato feito para amar. Qual seria a real responsabilidade do objeto desse amor incondivional? A trama nos coloca justamente no olho desse furacão. 

Gostei muito de reencontrar esse filme complexo e salientar que foi, sobretudo, uma grande homenagem póstuma de Spielberg ao seu amigo Stanley Kubrick, idealizador do projeto!

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

BALANÇO DA FLIN 2O26

 

 

BALANÇO DA FLIN 2026: Como sabem, acompanhei a Feira Literária Internacional de Niterói, a FLIN. Eu estava em Niterói, mas apenas para isso, então não deu para acompanhar o evento o tempo todo. Mesmo assim, fiz questão de ir um pouco todos os dias.

Logo descobri que não conseguiria escolher as falas. Tudo muito concorrido, ingressos esgotados, especialmente os mais disputados, como Jefferson Tenório. Mas eu ainda tentei. Consegui assistir a Ana Maria Machado e Luiz Antonio Simas, e não me arrependi. Não consegui ver Ondjaki. Mas acompanhei mesas muito interessantes sobre arquivos de escritores, com o Fabrício Carpinejar, histórias para crianças e Guimarães Rosa, meu amor!

De tudo, destaco o autógrafo da Machado, que a menina leitora Camila esperou tantos anos e mereceu! 


Viva Camila!


Assisti Fabrício Carpinejar numa fala mais motivacional e menos poética do que eu gostaria, mas fez sucesso. 



Depois, a fala emocionante de Luiz Antonio Simas. Bateu uma saudade da História, de gostar de História,  da cultura popular, do Brasil! Chorei mesmo!


No último dia, Dunker e os questionamentos sobre sermos humanos: problemas do nosso século. De todos os séculos. 


E, no final, a leitura de trechos de Grande Sertão: Veredas, incluindo a morte de Diadorim: "não escrevo, não falo, para assim não ser". E tocou "Na Primeira Manhã", do Alceu Valença. Chorei mesmo!



Que maravilha de festa, FLIN! Já me inspirou a comprar dois livros no sebo: A Audácia Dessa Mulher, da Ana Maria Machado (só 10 reais!), e A Reinvenção da Intimidade, do Dunker, para aprofundar questionamentos sobre nossa humanidade nestes tempos que vivemos.

Melhor que isso, impossível!

Algumas reflexões posteriores 









terça-feira, 4 de agosto de 2026

DEAR EX

 



Dear Ex (2018) é um drama taiwanês disponível na Netflix que aborda, com sensibilidade e certo humor, as tensões provocadas pela morte de um ator que deixa o seguro de vida para o seu amante, excluindo a esposa e o filho, o que acaba exigindo uma intensa reorganização familiar.

​É um filme muito legal sobre a temática gay e como ela ainda pode ser percebida de forma conservadora na sociedade de Taiwan. Contado a partir do ponto de vista do filho adolescente, é todo desenhado (literalmente) e insere o teatro na trama de forma  inteligente.  O mais interessante é ver cores diferentes na tela e, especialmente, ouvir outro idioma (o filme tem legenda, mas o áudio original é em mandarim!). Gostei muito e recomendo.

domingo, 2 de agosto de 2026

GRAVURAS DE REMBRANDT E PASSEIO NO CENTRO

 



Ontem eu e minha amiga Vera inauguramos o mês de agosto com um passeio delicioso pelo centro, para visitar a exposição de gravuras de Rembrandt do século XVII. E ver o espetáculo do centro de São Paulo.  A vida presta! 




Catedral da Sé 














quarta-feira, 29 de julho de 2026

Comecei a ler "Memorias de Adriano"

 

DIFICIL COMEÇAR 


ADRIANO : Leitura difícil de engrenar, mas  não vou desistir porque surgem trechos assim: 

 "Confesso que a razão  permanece confusa em presença do prodígio do amor, da estranha obsessão que faz com que essa mesma carne, que tão pouco nos preocupa quando  nosso corpo, limitando-nos somente a lavá-la, nutri-la e, se possível,  impedi-la de sofrer,  possa inspirar-nos  uma tal paixão de carícias porque é animada por uma personalidade diferente da nossa e porque representa certos traços de beleza sobre os quais, aliás,  os melhores juízes não estariam de acordo.  Aqui, como nas revelações dos , tudo se passa além do alcance da lógica humana. A tradição popular não se enganou ao ver no amor  forma de iniciação e um ponto onde o secreto e o sagrado se tocam. A experiência sensual equipara-se aos Mistérios quando a primeira aproximação provoca nos não iniciados o efeito de um rito mais ou menos assustador, escandalosamente desligado de todas as funções até então familiares,  como comer, beber e dormir, parecendo antes motivo de gracejo,vergonha, ou terror. Da mesma  que a dança das Mênades ou o delírio dis Coribantes, nosso amor arrasta-nos para um universo diferente,  onde, em situação normal, nos é  vedada a entrada e onde cessamos de nos orientar,  uma vez apagado o ardor e extinto o prazer. Cravado no corpo amado como um crucificado à sua cruz, penetrei certos segredos da vida que começam a desvanecer-se da minha lembrança por efeito da mesma lei que faz com que o convalescente, depois de curado , cesse de encontear-se nas misteriosas verdades do seu mal, e que o prisioneiro posto em liberdade esqueça a tortura, e o triunfador a embriagues da glória. " (Marguerite Yourcenar. Memórias de Adriano, p.21/2)

segunda-feira, 27 de julho de 2026

TOUCH (2024), Baltasar Kormákur

 


TOUCH (2024), dirigido por Baltasar Kormákur, é uma coprodução entre Islândia, Reino Unido e Estados Unidos. Baseado no  homônimo de Ólafur Jóhann Ólafsson. Na trama, Kristofer, um homem idoso que, ao perceber os sinais do avanço de uma doença  que ameaça sua memória, decide interromper a rotina e partir em busca de uma pessoa importante de seu passado, mesmo em plena pandemia de covid19. 

Assisti na Netflix esse filme calmo, lindo de viver, ou como chamam, um filme conforto. Mais perto do final da vida e procurando apenas resgatar uma memória,  Kristofer volta a Londres onde cursou a universidade e isso o leva a outro país,  onde descobre algo surpreendente sobre seu próprio passado. 

domingo, 26 de julho de 2026

Terreiro de crioulo, novamente


Ontem, 25 de julho, voltei ao Terreiro de Crioulo, no Maria Zélia. Já virou agenda mensal... Desta vez não foi tão maravilhoso como no mês passado. Também estava frio, mas eu estava com a autoestima bem lá embaixo. Saí toda de marrom dourado, mas não brilhando como poderia. Acontece.

No meio do caminho tinha um XOU DA XUXA no Allianz Parque. Como seria um show dela hoje? Não consigo imaginar! Lembrei que um dos três a que fui, nos anos 1980, quando era criança, o primeiro deles, foi ali no estádio do Palmeiras. Eu estava com outras crianças, era pequena e a Xuxa mesma não me encantava. Só lembro dela como um pontinho pequeno, como uma formiguinha no palco. Mas eu me diverti muito, como sempre, dançando na arquibancada, como fazia com minhas vizinhas ouvindo o LP em casa.

Estranho 

Não sei o que a Xuxa fez nesse show agora, só sei que tinha muita gente. Nenhum baixinho, só gente véia da minha idade, algumas vestidas de Paquita. Achei algo meio falha na Matrix... mas não me tocou nem causou saudade. Envelheci. Ainda bem.

Corta para a minha vida atual, no Terreiro de Crioulo. Não cheguei muito atrasada, mas até esqueci do meu ingresso. Sorte que a moça resgatou no app Sympla. Deu tudo certo, mas novamente fiquei bem longe da roda de samba. Pela primeira vez, eles atrasaram o início. Começou só depois das 17 horas! E eu, juro, fiquei até com sono no samba. Nesse samba carioca? Sentir sono? Pois foi...

Abel do bandolim e eu


Quando começou, reparei no retorno do Abel. O samba, pontilhado pelo som do bandolim que tanto amo, me alegrou muito. Como acompanhei pelo Instagram, ele passou todos esses meses em Paris tocando seu bandolim e foi recebido com o amor que merece.


O fato é que logo saí da roda. Estava com frio, estava angustiada e fui procurar amigos. Encontrei a deusa Sté Oliveira, com quem troquei um abraço muito apertado e cheio de saudade. Saudade dela, de quando a gente se encontrava todo fim de semana no samba. Saudade de um tempo bom. Foi lindo! No samba sempre encontro abraços 


Aí voltei para casa e encantei duas idosas no metrô, que me elogiaram muito: "Como você é bonita, esse sorriso ilumina tudo" rsrs.


Uma delas disse: "Todo dia dê bom dia para o Sol e se vista de laranja. Você veio para iluminar o mundo." ADOREI KKKK.

Enfim, aconteceu o de sempre: o samba foi minha cura! Gratidão!

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Assusti "Dia D" (2026), de Steven Spielberg



Assisti a Dia D (2026), mais um filme sobre extraterrestres de Steven Spielberg. Lançado neste ano, é, antes de tudo, um banho de nostalgia para quem passou a vida assistindo aos filmes do diretor, um dos grandes ícones da indústria cinematográfica. Em termos de referências à sua própria filmografia, Spielberg entrega bastante: a música, algumas cenas de mãos dadas e certas revelações emocionais remetem imediatamente a obras anteriores.

Na trama, a presença alienígena é descoberta e revelada pela televisão, causando espanto em escala global. Desta vez, a abordagem é mais crua e direta. Quase não há espaço para conspirações governamentais; tudo gira em torno de instituições privadas que denunciam décadas de exploração conduzida por setores militares.

O que mais me chamou a atenção foi o fato de que a grande revelação da presença extraterrestre precisava ser feita pela TV — aquela velha televisão do século passado. Há algo de deliberadamente analógico nesse filme.

Sem esperar nada muito mirabolante, achei a experiência bastante satisfatória. Foi um filme divertido de assistir.


terça-feira, 21 de julho de 2026

BACKROOMS : O NÃO LUGAR DO INCONSCIENTE LUR

 AVISO: Só depois que assusti so filme e escrevi esse comentário que eu soube sobre a origem do Backroom, em jogos online e etc. Como sobre isso não posso opinar, comento apenas minha impressão sobre o que vi no filme.

Observando agonia de Maria no cartaz🤣


BACKROOMS: UM NÃO-LGAR (2026), de Kane Parsons
​Assistimos ontem à noite a esse terror absolutamente psicológico. O filme conta a história de Clark (Chiwetel Ejiofor), dono de uma loja de móveis que descobre, no porão do estabelecimento, uma passagem para uma espécie de outra dimensão: bege, abandonada, infinita e labiríntica, repleta de restos e ruínas, onde parecem habitar nossos próprios monstros. Como ninguém acredita em seu relato, ele decide levar algumas pessoas até lá para provar que está dizendo a verdade e registrar na tecnologia dos anos 1990 (VSH , Disquetes) o local. Entre essas pessoas está sua traumatizada terapeuta, Mary, vivida por Renate Reinsve (Valor Sentimental). Logo todos descobrem que entrar é muito mais fácil do que sair.
"Ganhei" um beijinho de Clark


​Geraldo comentou essa ideia de blackroom para a arquitetura, a ideia de local de passagem, mas sobre o filme , é claro que percebemos que as backrooms representam a própria mente inconsciente: seus vazios, seus excessos, seus medos e tudo aquilo que insistimos em esconder de nós mesmos. Apesar da premissa simples e de não ser um filme particularmente original, a direção cria uma atmosfera inquietante  e claustrofóbica.
Para mim as ​cenas de terror puro foram as da escada sobre um despenhadeiro (meus traumas!). É um terror psicológico bem legal. No final, já fora da sala  de cinema, alguém abriu uma porta do nada e eu, imersa na atmosfera do filme, levei um susto tão grande que simplesmente joguei longe a sacolinha que eu segurava. Nunca é fácil mexer com os nossos monstros, kkkkk!
Conhecemos Cali Buritis, 
Viramos fregueses 


Um último registro. Estamos na metade da sexta e última temporada de Better Call Saul e, no mês que vem, chegaremos ao fim da nossa viagem pelo universo de Breaking Bad, que tem povoado nosso imaginário e os simbolismos da nossa relação. Já estamos com saudades.
Antes do cinema, passamos em uma lanchonete de burritos para fazer um lanche, sempre lembrando do México, de Albuquerque e do Cartel dos Salamanca. Como havíamos acabado de assistir à cena em que Nacho Varga se suicida, comemos deliciosos nachos em "in memoriam"...

segunda-feira, 20 de julho de 2026

A cela : terror psicológico com imagens deslumbrantes



A CELA (2000), de Tarsem Singh

​Nesse filme, uma psicóloga que utiliza uma tecnologia capaz de entrar na mente de outras pessoas é convocada para penetrar no universo psíquico de um serial killer em coma, na esperança de descobrir o paradeiro de sua última vítima. A partir dessa premissa interessantíssima, nós assistimos a um filme de terror psicológico com forte apelo visual, em que pesadelo, beleza e violência nos levam a um passeio pela mente humana.

​A única ressalva é o tempo longo dedicado à investigação policial; no decorrer da trama, isso acaba cortando o fluxo do que realmente interessa, que é o que passa na cabeça daquele homem perturbado. Para quem, como eu, gosta muito de histórias de suspense ou terror psicológico e de imagens de encher os olhos, super recomendo!


domingo, 19 de julho de 2026

Devoradores de estrelas, ET ao contrário

 

 

DEVORADORES DE ESTRELAS (Project Hail Mary, 2026), dirigido por Phil Lord e Christopher Miller: Foi por recomendação que, enfim, assisti a essa ficção científica delicinha e emocionante, com uma trilha sonora muito boa. São duas horas de muita ciência, imagens incríveis e um roteiro cheio de graça, lambuzado de afeto e humor. Claro que me lembrou E.T. – O Extraterrestre, só que ao contrário. Como alguém disse nas redes, fazia tempo que a iminência do fim do universo não deixava na gente essa sensação de leveza.

sábado, 18 de julho de 2026

ARAIAL COM FEIJOADA E DIREITO À ÁRVORE

 



FEIJOADA COM SAMBA E DIREITO À ÁRVORE 

No sábado 18 de julho fomos a um arraial/festa da firma em Niterói, no mesmo lugar que tem aquela árvore pela qual sou apaixonada e voltei a cobiçar muito ela...


Como era quermesse, teve doces e eu.me diverti muito. 







A feijoada foi legal, mas a roda de samba foi melhor,  cheia de gente preta linda...e nesse clima eu até sambei, tanto que nem registrei, somente os rapazes!




Esse ano estou aproveitando a chance de aproveitar samba no RJ. Quem sabe um dia não vamos ao Cacique de Ramos?

Sonhar pode!