Mostrando postagens com marcador Jorge Ben. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jorge Ben. Mostrar todas as postagens

sábado, 30 de dezembro de 2023

Minhas leituras de 2023 e uma recomendação para 2024: crianças, mulheres, samba e Jorge Amado!

 

Faltam alguns que devolvi na biblioteca 

Sim, esse conteúdo eu já tinha escrito no post de Melhores do ano 2023, mas resolvi copiar e colar aqui, como mais uma face da retrospectiva 2023. 

Esse foi um ano de de muito cansaço, pouco tempo e dinheiro para livros, o que foi parcialmente resolvido com  a presença da Biblioteca do Sesc Pompéia, que usei muito nesse ano!

Minha meta de ler um livro por mês foi cumprida com sucesso: 

Janeiro: África Brasil , Kamille Viola

Livro emocionante sobre Jorge Ben

 Fevereiro: O que é religião afro-brasileira,Mario A. Silva Filho

Comprei no carnaval!


Comecei fazendo ligações

Março: Modernismo - o lado oposto e os outros lados, E.T. Saliba (org.)

Livro com meu capítulo sobre Lima Barreto

Abril : Contos de Axé, Marcelo Mourinh, o livro do ano! Um livro da vida!

            Indicação de Socorro Acioly no Instagram, depois num sonho com Oxóssi. 
Comecei a ler exemplar da Biblioteca do Sesc Pompeia
Depois comprei meu exemplar na feira do livro virtual UNESP

 Maio : Contos da nova cartilha, Tolstói

Indicação do seminário de literatura infantil russa
que assisti em dez, 2022

Junho: Os da minha rua, Ondjaki

Meu primeiro Ondjaki: poesia e crianças 

 Julho : Avodezanove, Ondjaki

Aventura:  Estória contra História 


 Agosto:  Luanda, Lisboa, Paraíso , Djaimilia Pereira de Almeida 

Grande romance da diáspora africana, 
 vencedor do Oceanos - Prémio de Literatura em Língua Portuguesa
 A imigrante Djaimilia nasceu em Angola, mas cresceu, estudou e  escreve como uma portuguesa


Setembro:  O céu não sabe dançar sozinho, Ondjaki

Um Ondjaki para adultos!

 Outubro Logunedé, santo menino que velho respeita, Nei Lopes     

Livro que se quis lido por mim, li ao som de Menino Deus


 Invenção e memória, Lygia Fagundes Telles 

Acabando o ano com as sugestões dos contos de Lygia

Canção para ninar menino grande, Conceição Evaristo

Lendo Lygia, pensava que precisava ler Conceição, assim foi 

Para terminar eu deixo uma dica de leitura para 2024:  Estão dizendo que em 2024 teremos muita influência do orixá Omulu, por isso é possível esperar eventos relacionados à saúde, doenças e curas. Atotô!


Nesse contexto eu indico o SIMPLESMENTE INCRÍVEL romance "Tereza Batista, cansada de guerra",do Jorge Amado, que comentei longamente em posts como ESTE , onde Tereza, a defendida dos orixás ,uma heroína de cordel, vence a epidemia de bexiga com vacina e com "Omulu montado em seu lombo ", orixá que a designou "Tereza de Omulu na festa dos macumbeiros de Muticapeba"(p. 346)
Como sempre na vida, nós vamos precisar muito da coragem doce de Tereza Batista!

terça-feira, 15 de agosto de 2023

O jazz delicioso de Vanderlei Pereira no Sesc instrumental

 

Vanderlei Pinheiro : do Rio de Janeiro e Nova York  

Mais uma terça feira gorda de terapia  Instrumental. 

Era um dia ensolarado de inverno, fui toda de Jeans e rosa, com cachecol feito pela minha amiga Telma

                                      

Novamente fiquei na fila o caminho todo, de casa até a terapia no metrô Praça da Árvore, para conseguir o ingresso para o show do Vanderlei Pereira. Deu tudo certo. 

No caminho vim pesquisando sobre o músico de hoje e postei


A terapia não foi das mais leves, nem das mais pesadas, eu diria que eu estava muito resignada, falando de morte, finais, falta de esperança...

Amo o Sesc Consolação.
Dessa exposição sempre vinha uma música ao longe 


Sopinha com gengibre e hortelã
A salada com manga e amendoim 

E o show? Como sempre, foi uma maravilha.

Começando pelo cartaz: 

                                     

Depois o palco quando entrei no Teatro




Se quiser pode conferir o show aqui



Durante tudo, fui gostando mais que demais. Quando ele comentou sobre quando perdeu a visão e achou que seria o FIM DE TUDO, mas na verdade foi só um rearranjo de rota e um novo começo, achei que foi um recadinho dos orixás para mim. Ao meu lado uma moça com foto de capa do celular com as ferramentas dos orixás, reparei logo na de pai Oxóssi, caçador e comprovei que nunca estou sozinha
Okê Arô Oxóssi

 
 Também no entorno do show reparei em algo :
rostSoedpng0hg7t sl52 e19813: 317à2gaf1agt6 7o10t5do30s43u34 
Compartilhado com Amigos, exceto: Conhecidos, Alcione Araújo, Adriano Di, Aline Carvalho Barbosa, Claudinei Ferreira Neidavila e outras 22 pessoas
Amigos, exceto...
JORGE BEN NO COALA FESTIVAL ❤️: Ontem no instrumental ouvia a conversa de dois homens sentados atrás de mim,as vozes eram jovens,mas não me virei para ver se eram mesmo. Chamou minha atenção que um disse que comprou ingresso para o show no Coala. O outro disse que não conhecia, aí ganhou a explicação: "é um festival no Memorial da América Latina. Eu vou só para assistir ao show do Jorge Ben Jor". Você pode dizer que sou maluco porque vou ter que pegar avião para vir e para voltar, mas Jorge Ben vale a pena".
E não vale? Nunca vou criticar ❤️#OmelhordoBrasiléJorgeBen

Em casa comentei :



Foi mais uma terça musical e especial, só tenho a agradecer!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Primeira leitura do ano: África Brasil -um dia Jorge Ben voou para toda a gente ver, de Kamille Viola,

Eu meu exemplar em 22.dez.2022

Então gente, a saga com esse livro vem de há tempos, começou quando eu comprei, de presente de aniversário atrasado para mim: 


 E a  respeito de livros sobre Jorge Ben:

Mas como, na época, eu estava presa na leitura do "Eu, Tituba",livro que acabei adiando ler para quando tiver paciência, guardei na sacola e nem  tirei saquinho.

Fiz até um vídeo, que não posso postar aqui, lendo o texto da última capa, uma declaração maravilhosa de Ben

Não é que, exatamente um mês depois da compra, abri o livro para começar a ler e tive uma surpresa desagradável?


Com tudo certo, comecei a leitura e ainda no ano passado já fazia comentários gerais sobre ela:

(a foto comentada é a que abre esse post)


Mas ai tive que dar uma pausa na leitura. Depois:




Enfim, rumei para o fim da leitura :



 Eu podia fazer comentários mais detalhados, capítulo a capítulo, emoção por emoção, mas francamente sinto pena de dar spoiler desse livro delicioso, que meio que destrincha certos aspectos da obra de Ben. 

Já sobre a repercussão, tinha comentado acima sobre o Mano Brown e a referência de Jorge para seu Boogie Naipe (que eu amo), mas não posso deixar de comentar também uma fala potente do professor de Direito  Marcos Queiroz (integrante das primeiras gerações de estudantes negros cotistas), que casa muito sobre o que venho pensando sobre representação do negro na cultura Brasileira, sobre a importância ímpar de Jorge Ben, de Lima Barreto:


Em geral é mesmo muito emocionante... Porque Jorge é auto estima de negros e negras do Brasil, é poder me fazer  acreditar por uns momentos que eu também posso ser, e sou, a Menina Mulher da pele preta! É maravilhoso, de  verdade, não precisa que ninguém escreva nada sobre sua obra, porém é significativo pensar que, mesmo nesse país iletrado ele, mestre da canção popular, teve dois livros escritos sobre dois de seus álbuns. Isso não é pouca coisa.

ERRO E CORREÇÃO : Sobre este post, acabo de publicar no Facebook

Vamos concluir essa postagem cheia de história e negritude ouvindo Jorge Ben?


domingo, 10 de julho de 2022

Aniversário de 13 anos do Partideiros do Maria Zélia

 

Cartaz

Antes da Pandemia eu já tinha ido ao aniversário da Comunidade do Samba Maria Zélia, em novembro, mas agora em julho é o dar oda de samba mais família de São Paulo, lá estava eu, curtindo muito!

Eu nem estava com minhas melhores produções, mas sempre a Camila. Ia ia encontrar e conhecer meu amigo virtual Luis, que por sua vez tinha convidado também outras amigas, então como quase nunca acontece, não estava curtindo o rolê complemente só, como eu sei fazer como poucos. 



Amigos e amigas: à cima Luis, Fabi e Camila
Abaixo : Luis e Camila, Patrícia Camila e Luis 


Figurino dos sambistas

Uma oferenda com flores

Lua romântica no Maria Zélia














No fim, ganhei uma cantada

Eu: De vermelho e dourado




quinta-feira, 28 de abril de 2022

#omelhordoBrasiléJorgeBen

 



Essa coleção é sublime, esse livro é lindo e eu tentei, sem muito sucesso, ler sem me emocionar. Aliás, eu poderia ler vários trechos desse livrinho lindo e me emocionaria igualmente!Obrigada Paulo da Costa e Silva, obrigada Jorge Ben 


terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Jorge Ben : 50 anos de "Negro é lindo" (1971), por Mauro Ferreira




 "MEMÓRIA – Oitavo álbum de estúdio de Jorge Ben Jor, lançado em novembro de 1971 pela gravadora Philips, Negro é lindo é fruto dos movimentos sociais que institucionalizaram o black power nos Estados Unidos ao longo dos anos 1960 e, por isso mesmo, o disco completa 50 anos em 2021 conectado e afinado com o grito pela reafirmação da importância de vidas negras que ecoa forte no mundo em tempos atuais. Nos Estados Unidos, os movimentos sociais dos anos 1960 tiveram como trilha sonora sobretudo o soul e o funk que reverberaram no Brasil a partir do fim dos anos 1960, projetando artistas como Tim Maia (1942 – 1998) e Tony Tornado no início da década seguinte. Ben, que já vinha pavimentando obra autoral desde 1962 com orgulho negro e boa dose de soul no toque do violão (mas sem se prender ao gênero norte-americano), explicitou o brado do movimento racial, em bom português, no titulo desde disco lançado no mesmo ano em que Elis Regina (1945 – 1982) popularizou o soul Black is beautiful (1971), marco da adesão dos irmãos compositores Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle ao movimento pela valorização do povo negro. “Negro é lindo / Negro é amor / Negro é amigo”, reforçou Ben Jor em versos da letra da pacifista música-título Negro é lindo (Jorge Ben Jor, 1971), formatada no estúdio com cordas orquestradas pelo maestro Arthur Verocai – cordas também proeminentes também na faixa Porque é proibido pisar na grama (Jorge Ben Jor, 1971) e na regravação de Que maravilha (1969), parceria de Jorge Ben com Toquinho apresentada há então dois anos e revivida por Jorge no disco de 1971 em registro também pontuado pela leveza do toque de um piano. Em que pesem as cordas, o motor do álbum Negro é lindo é o violão de Ben Jor. Com toque alquimista que sintetiza ritmos negros do Brasil e dos Estados Unidos, criados a partir de matrizes africanas, o violão do músico carioca é a veloz máquina de ritmo que eletriza Cassius Marcelo Clay (1971). Outra parceria de Jorge com Toquinho, Cassius Marcelo Clay é tributo dos compositores ao engajado pugilista norte-americano Cassius Marcellus Clay Jr. (1942 – 2016), rebatizado como Muhammad Ali desde que se converteu ao islamismo com o incentivo de Malcom X (1925 – 1965), líder norte-americano do movimento negro nacionalista que mobilizou os Estados Unidos nos anos 1960. A homenagem de Ben Jor a Cassius Clay mostra como o álbum Negro é lindo está impregnado do poder negro importado dos EUA, mas adaptado, inclusive musicalmente, à realidade brasileira. Tanto que o disco é o terceiro de trilogia fonográfica em que Ben Jor é acompanhado pelo balanço singular e brasileiríssimo do Trio Mocotó, grupo de samba-rock formado em 1968 por Fritz Escovão (cuíca), João Parahyba (bateria) e Nereu Gargalo (pandeiro). É no balanço do Trio Mocotó que Ben Jor cai no suingue de Rita Jeep (Jorge Ben Jor, 1971), samba-rock que abre o disco com homenagem a Rita Lee (“Sujeita, você é um barato / Terrivelmente feminina / Com você, eu faço um trato / Um trato de comunhão de bem”), com quem Ben convivia nos estúdios paulistanos em que gravou o álbum, muitas vezes voltando para casa de carona no carro da cantora. Com capa que expõe Jorge Ben em foto de Wilney, enquadrada na arte de Aldo Luiz, o álbum Negro é lindo foi produzido em estúdio sob direção do compositor e violonista Paulinho Tapajós (1945 – 2013), hábil ao organizar e harmonizar os elementos de disco composto e gravado com fidelidade ao universo de Jorge Ben. Como o título já explicita, Negro é lindo é disco político, mas Jorge faz política com a sintaxe peculiar de cancioneiro pautado mais pelo ritmo do que pela letras, escritas a serviço desse ritmo. Celebrar o baterista do Trio Mocotó João Parahyba em Comanche (Jorge Ben Jor, 1971) e exaltar a beleza negra em Zula (Jorge Ben Jor, 1971) são armas usadas por Ben para entrar na luta e ostentar orgulho negro sem fazer letras explicitamente engajadas. Coerente com a própria ideologia, o compositor celebra musas em Maria Domingas (Jorge Ben Jor, 1971) e Cigana (Jorge Ben Jor, 1971) – outra faixa em que foram destacadas as cordas orquestradas por Arthur Verocai. No fecho do disco, Palomaris (Jorge Ben Jor, 1971) esboça certa sofrência indicada pelo tom melancólico dos versos, mas logo diluída pelo ritmo, motor da obra do artista. Negro é lindo está longe de ser o álbum comercialmente mais bem-sucedido de Jorge Ben Jor. O disco tampouco rendeu um grande sucesso para o repertório do cantor e compositor. Contudo, Negro é lindo conserva frescor musical e, por estar embebido em orgulho negro, faz 50 anos em 2021 com forte conexão com o atual e oportuno movimento que propaga a importância das vidas negras."

 por Mauro Ferreira

#OMelhorDoBrasilÉJorgeBen  

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

DJ Killa: um presente de verão !


Na Casa das Caldeiras tem sempre tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo que a gente sabe que, por mais que a gente aproveite, perdeu mais da metade do que aconteceu ali. No cado do DJ Killa, esse boy novinho acima (parece um dos garotos da minha aula de hip hop), só fui parar para ouvi-lo (deixando Desculpa qualquer coisa e funk lá embaixo) quando começou a tocar uma seleção só de  Jorge Ben, adorei ... nem deu pra gravar muito , dancei demais 



 Claro que aquilo foi só uma introdução, mas o Killa  é  DJ do Rap e Hip Hop, pincelado com o melhor do suingue da música brasileira, ele tocou muito, muito tempo, adorei tudo. Tocou Stive Wonder. Sabotage, Mano Brown, Bob Marley, Sean Paul, Dawn Penn,mil coisas ... queria mesmo ter trazido pra casa para tocar só para mim! 




domingo, 29 de dezembro de 2019

Art Popular - Agamamou (ft. Jorge Ben Jor)


Eu tinha o áudio, mas agora temos o vídeo, com Jorge Ben dando uma canja no show do Art Popular: AMO MUITO TUDO ISSO! (coloquei as duas versãoes, em MP4 e em link do Youtube, para nunca perdemos essa relíquia!
#OMelhorDoBrasilÉJorgeBen



<3 p="">