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terça-feira, 25 de agosto de 2026

Pacarrete (2019), Allan Deberton

 



PACARRETE

Assisti ontem a este filme de 2019, dirigindo pelo cearense Allan Deberton, e achei que gostaria mais. Afinal, ele é livremente inspirado na história real de uma bailarina cearense, mas ficou faltando alguma coisa. Talvez essa história pudesse ter sido contada de um jeito mais engraçado, sei lá.

A atuação de Marcélia Cartaxo como Pacarrete é o ponto alto do longa. Nós, espectadores, a achamos uma graça; achamos ranzinza, grosseira e teimosa, uma chata até, como pode ser uma artista idosa fragilizada pelas vulnerabilidades da velhice. Isso a torna uma pessoa ainda mais difícil de lidar e, no fim, nos compadecemos dela, claro. Mas não dei uma risada com ela, o que salvaria a personagem e talvez o filme todo.

A maior parte do elenco de apoio fica no mediano, mas um ou outro ator é bem ruim. Para mim, o maior problema está no roteiro previsível porque, embora haja momentos de pura ternura, belas memórias e a emocionante cena da fita VHS, a belíssima cena final parecia estar praticamente prevista desde o início.

Queria tanto escrever maravilhas sobre este filme, mas desta vez não foi possível. Talvez pelo filme, talvez por mim, talvez pelas expectativas não alcançadas. Para mim, não funcionou tão bem. Seria a minha boca já muito amarga para esse cubo de açúcar cor-de-rosa choque, ou foi pelo riso que nunca veio? 

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Assusti "Dia D" (2026), de Steven Spielberg



Assisti a Dia D (2026), mais um filme sobre extraterrestres de Steven Spielberg. Lançado neste ano, é, antes de tudo, um banho de nostalgia para quem passou a vida assistindo aos filmes do diretor, um dos grandes ícones da indústria cinematográfica. Em termos de referências à sua própria filmografia, Spielberg entrega bastante: a música, algumas cenas de mãos dadas e certas revelações emocionais remetem imediatamente a obras anteriores.

Na trama, a presença alienígena é descoberta e revelada pela televisão, causando espanto em escala global. Desta vez, a abordagem é mais crua e direta. Quase não há espaço para conspirações governamentais; tudo gira em torno de instituições privadas que denunciam décadas de exploração conduzida por setores militares.

O que mais me chamou a atenção foi o fato de que a grande revelação da presença extraterrestre precisava ser feita pela TV — aquela velha televisão do século passado. Há algo de deliberadamente analógico nesse filme.

Sem esperar nada muito mirabolante, achei a experiência bastante satisfatória. Foi um filme divertido de assistir.


segunda-feira, 9 de março de 2026

HISTORIADORAS NO OSCAR 2026




HISTORIADORAS NO OSCAR 2026

​Neste ano assisti a dois concorrentes ao Oscar de Melhor Filme Internacional, Valor Sentimental e O Agente Secreto. Escrevo aqui para observar um “detalhe” que ambos têm em comum: mostram historiadoras trabalhando em nossa profissão, pesquisando.

​Em Valor Sentimental, Agnes Borg Pettersen é a filha mais nova da família Borg e também é historiadora, aquela que realiza a pesquisa nos arquivos sobre o passado da avó, que se suicidou após ter tido vida intensa e ter sido perseguida por sua atuação na luta antinazista no século XX. No filme, quando vemos Agnes pesquisando em um arquivo a história da avó, essa trajetória já havia sido parcialmente apresentada em um dos pequenos filmes contidos nessa bela película. É interessante que, mesmo sendo todas personagens fictícias, a importância real do trabalho de pesquisa histórica, neste caso para dar bases a narrativas artísticas, aparece ressaltada. Afinal, sem o resultado de sua investigação mais técnica, nem ela, nem sua irmã Nora Borg, e talvez nem o próprio pai, o cineasta Gustav Borg, saberiam muito sobre as dores que atingiram a avó das duas. Foi ele quem a encontrou morta em casa, abrindo uma enorme ferida que passa a reverberar na relação com as filhas. O trabalho profissional de Agnes, que consiste em desvelar a trajetória de tantas pessoas que realmente atuaram no passado, aparece aqui como fundamental para se contar a História e para sustentar o próprio roteiro.

​Já em O Agente Secreto, percebemos uma espécie de homenagem de Kleber Mendonça Filho à sua mãe, que foi pesquisadora de História Oral. No filme, duas historiadoras aparecem trabalhando na investigação sobre quem foi Armando e por que ele teve de mudar seu nome para Marcelo no Recife da década de 1970. Ao contrário da primeira obra, nesse caso não ficou claro se essa pesquisa foi encomendada para a realização de filmes, nem mesmo este do qual ela faz parte. No entanto, trata-se também de uma “pesquisa” ficcional sobre personagens ficcionais.

​Seguindo os caminhos da metodologia histórica, a historiadora Flávia chega a procurar Fernando, o filho do protagonista Armando, para lhe mostrar tantas coisas sobre o pai, com quem ele próprio tivera contato intenso apenas na primeira infância, como é mostrado no filme. Já adulto, ele mal se lembra racionalmente de muitos episódios. A historiadora sabia mais sobre Armando do que seu próprio filho. Flávia aparece como agente do resgate racional do passado. Já Fernando nada sabia objetivamente sobre o pai, mas o recordava demais. Recordar é diferente de lembrar, pois passa pelo radical “cor”, que significa trazer de volta ao coração. Quantas vezes, como historiadores, não tivemos nossas pesquisas técnicas preenchidas pelo material humano dos depoimentos orais, em princípio tão fragmentários, até que tudo começa realmente a fazer sentido.

​De duas formas diferentes, nós historiadores fomos presenteados por termos nossa profissão validada em dois filmes concorrentes a prêmio internacional. Seja lá quem ganhe o Oscar, pode até não ser nenhum desses filmes, ainda assim nós, historiadores, já ganhamos o prêmio de ver nossa profissão tão bem representada no cinema em 2026.


domingo, 18 de janeiro de 2026

Assisti "Retratos fantasmas" (2023) em dezembro e pq o "O agente secreto" não foi grande como poderia...

 


Em 30 de dezembro de 2025 eu assisti "Retratos Fantasmas" , do Kleber Mendonça Filho e fiquei muito emocionada.

É um documentário ficcional que mostra mais um pouco do amor do diretor pelo cinema e pelo Recife,como essas paixões surgem juntas e se auto alimentam,numa espécie de sinopse da biografia de Kleber.

Muito bonito.

O filme é dividido três partes , embaladas por 3 canções principais.

1- O BAIRRO SETUBAL : A história da família, a mãe historiadora, o apartamento cenário de memórias e cenografia dos primeiros filmes 🥰 

Aqui temos a canção "Happy End" de Tom Zé, embalando a história de amor ao cinema e ao Recife.

2 A segunda parte, o cinema, com suas marquises, como narrador da história do Recife e o hábito de ir ao cinema, de frequentar as salas , conhecer quem faz acontece, o projetista seu Alexandre e como os cinemas foram desenhando a cidade em direção oposta ao centro ... Como aconteceu em todas as cidade no século XX.

Pra essa parte a trilho sonora é O meu sangue ferve por você ,do Sidney Magal, sobre um amor que se declara e sofre , é paixão!

3 A terceira e última parte é sublime, fala de significados e ressifnificações: igrejas católicas que viraram cinema para se adorar cineastas e depois viraram igrejas evangélicas : o cinema templo,o  sagrado e o profano.

Pra esse final a trilha é Rise, do  trompetista Alpert Herb, que o taxista ouve pra treinar e tocar trompete no carnaval de Recife, outra declaração de amor, enquanto conversa com Kleber, um fazedor de cinema. Achei GENIAL.

Depois, ao assistir a essa RESENHA do PHSantos,me emocionei novamente e conclui que :

Ter assistido essa pequena jóia há tão pouco tempo, influenciou na minha recepção de O agente secreto: embora tenha entendido melhor muitas coisas, não posso negar que gostei imensuravelmente mais de Retratos Fantasmas ... 🥺




sábado, 9 de novembro de 2019

Moonlight, Sob a Luz do Luar : cores e luzes na descoberta de uma masculinidade negra



Super atrasada, enfim assisti Moonlight sob a luz do luar (2016), de Barry Jenkins, vencedor do Oscar de melhor filme em 2017 e, realmente, foda demais. O filme é todo muito lindo, estilizado, um espetáculo de luzes e cores para contar a trajetória de Chiron (Ashton Sanders; Ashton Sanders e Trevante Rhodes), um jovem negro, gay e por isso sofre muito bullying, morador de uma comunidade pobre de Miami, cuja mãe (Naomie Harris) é usuária de drogas e acaba sendo perfilhado pelo casal de traficantes Juan (Mahershala Ali) e Tereza (Janelle Monáe ), que o ensinam que “Não tem lugar no mundo sem negros.”
Batismo
Outra personagem importante é Kevin (Jaden Piner Jharrel Jerome e André Holland, ), amigo de infância, desejo proibido, que perpassa sua vida em vários momentos. 
beijo proibido

O filme, de elenco 100% negro, é dividido em três partes, cada uma referente a uma fase da vida do protagonista : Little  (infância) Chiron  (adolescência) e Black (adulto)

três luzes, três momentos

 
Em todos os três momentos, nos deparamos com uma personagem que “não é de falar, mas é bom de garfo”, então  não pode, não quer ou não consegue falar muita coisa, tornando o trabalho dos atores mais difícil, pois as informações aparecem em sutilizas, expressões, cores e jogos de luzes, o que transforma o filme numa pequena obra prima.
Logo na primeira parte Juan conta ao garotinho sobre o que ouviu de uma senhora quando pequeno, que “À luz do luar, negrinhos ficam azuis”, que explica o título do filme e também o investimento intenso na iluminação azul, para retratar a tristeza (em inglês blue, além de azul, também significa tristeza)  da vida negra em Miami e alguém fala para Chiron “Corre por aí refletindo toda a luz.” É o que ele tenta fazer.
Sua relação de amor com Kevin é sensual, dolorida e  linda, cheia de quem nunca?, de agressões, abraços quentes e memórias. Marcada por essa cenas maravilhosas, como a longa cena de quando Kevin cozinha para Chiron, ou esta aqui, marcada por uma canção (aliás, a trilha sonora desse filme, muito bem cuidada, vai de clássico até Caetano Veloso!) : 




 Dentre tantos temas interessantes, Moonlight, me ajudou a repensar profundamente sobre um que é dos mais importantes para meu 2019: a masculinidade negra. quantos negros como Kevin conheci ? Mesmo estando envolvida, me orgulho em dizer que nunca os julguei, sempre poder ter oferecido ao abraço que todos precisamos nesta vida.
carinho 

Quem sabe um dia alguém não ofereça o meu ?

SOBRE A ESTÉTICA BLUE DE MOONLIGHT



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sexta-feira, 5 de julho de 2019

Santiago Itália: Moretti faltou ao encontro, mas a História compareceu

cartaz


Eu gosto do  Nanni Moretti, seja como ator ou diretor de cinema, posso dizer que seus filmes pontuam momentos fortes da minha vida, a ele associo narrativas leves.  

Apenas inspirada nesse histórico, fui assistir ao seu novo filme como uma naufraga que precisa sobreviver. Eu queria uma  uma narrativa ficcional para não morrer de excesso de realidade, como a personagem Cecilia de  A Rosa Púrpura do Cairo , de Woody Allen. A esse encontro, Moretti não veio, mas a História compareceu.

 Logo no início do filme, percebi que se tratava de um  documentário. E era um tradicional, composto quase que exclusivamente por depoimentos de ex presos políticos na ditadura chilena na década de 1974, sem muitos diálogos com o diretor, como tão bem fazia Eduardo Coutinho, ao qual mal comparo com seu Edifico Master, cujo tema e cenário era um prédio e o conteúdo centrava-se nos depoimentos de deus habitantes.
No caso do filme de Moretti, o tema e também personagem principal da película, é a embaixada italiana durante a ditadura chilena. Moretti parece querer extrair dos seus depoentes falas sobre como aquela instituição foi importante para que conseguissem passar por aquela realidade autoritária extrema, porque, ao contrário do que nos contam os noticiários atuais, nem sempre a Itália foi hostil aos refugiados.
Pensando na História do mundo,  esse filme é muito importante, pois discute um tema atualíssimo. Analisando como brasileira, ele também tocou fundo, não tanto pela dureza de seu conteúdo, pois, como historiadora, conheço muitos depoimentos de antigos presos políticos que foram torturados na ditadura civil militar brasileira muito mais duros e intragáveis, inclusive colhidos pela Comissão Nacional da Verdade,  mas no filme italiano,  a História do golpe de Estado no Chile, os primeiros momentos, as dinâmicas da população e reações relembradas se parecem tanto com algumas coisas que vimos acontecer aqui no Brasil, não mais na ditadura, mas agora, desde 2016. Lamentável e preocupante.     


Enfim, recomendo que assistam a esse filme. e assistam agora, porque é do momento atual que ele está tratando.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Pantera Negra

Cartaz Pantera Negra


PANTERA NEGRA - Além de recomendar super o filme, só tenho duas coisas a dizer sem spoiler:

1 - Eu chorei. O que, para quem me conhece não diz muita coisa, mas para quem quiser saber o motivo do meu choro, não posso contar sem spoiler e sem falar um pouco da minha história, a História deste país e as coisas que venho pensando sobre os negros no Brasil ...
Elenco Pantera Negra

2- Como eu já imaginava, não consegui escolher qual é o preto mais bonito desse filme. Que é isso, gente? Todos tão lindos, enormes e ao alcance das minhas mãos (viva o 3D). Por mim veria de novo todos os dias ...

terça-feira, 19 de junho de 2012

INFÂNCIA E HISTÓRIA VÃO AO CINEMA COM WALTER BENJAMIN




No fantástico volume A Infância vai ao cinema (organizado por larrosa, Jorge; lopes, José miguel; Teixeira, Inês) há muito Walter Benjamin. O que não é de se estranhar, já que Benjamim  que era bastante interessado no olhar infantil sobre o mundo e também  um encantado com linguagens visuais novíssimas em sua época e, por isso, considerou seriamente estes fatores na hora repensar os modos de se escrever a  história (eu não sou especialista em Benjamin, apesar de tê-lo como base teórica desde o mestrado e ter escolhido para a banca que me deu título de mestre em história, doi estudiodos de W. Benjamin - Willi Bolle e Susana Kampff Lages), mas acho que todos esses interesses "avulsos"  de Benjamin serviram diretamente  como componetentes enriquecedores na hora de pensar o melhor modo para escrever  sua historiografia. Considere que, pensando em Benjamin, 'historiografia' não significa um texto fluído, mas uma fragmentação de IMAGENS (vide o livro Passagens). Esses flashs de revelações, ao que me parece, são bem característicos do modo da criança ver o mundo, Um modo diferenciado e cada vez mais valorizado pelo mundo adulto.Em um livro que procura abordar infância e cinema não poderia deixar de considerar Benjamin. Aliás, um parêntese:  Walter Benjamin conseguiu algo interessante de ser observado: alguns de seus textos  -  sobre infância, sobre narrativa- não ficam datados,  continuam valendo como se o tempo não tivesse passado por eles, mesmo que os contextos tenham mudado muito : Walter Benjamin ainda é a referência para se falar de História e Infância (como eu me proponho a fazer) e os novos autores que se debruçaram sobre isso, trazem apenas releituras das ideias originalíssimas de Benjamin. Fechando o parêntese e voltando a pensar neste livro, ele também não poderia deixar Walter Benjamin de fora, tem muita história ali também. Nele  lemos algumas interpretações  de filmes interessantes (como a de  A língua das mariposas ), mas o mais interessante é como a infância procura aparecer, nos diversos textos de leitores diferentes, como componentes da própria linguagem cinematográfica: se a criança é  o infante (o que não fala), a linguagem do cinema seria a que melhor a que melhor poderia representá-la, já que para o cinema a palavra não ganha maior destaque. Sobre isso, podemos ler no prefácio de  Sonia Kramer coisas belas como :

"...falando sobre infância e história, Walter Benjamin já nos alertava para o fato de que O HOMEM FAZ HISTÓRIA, DE QUE EXISTE A POSSIBILIDADE DE SE FAZER HISTÓRIA, PORQUE TEMOS A INFÂNCIA." Sonia Kramer

ESTA É MINHA DICA.
P.s. - o livro saiu pela editora Autêntica, de Belo Horizonte.




segunda-feira, 13 de abril de 2009

HOJE É DIA DO BEIJO

No dia do beijo o UOL soltou uma enquete: "Qual beijo de cinema é o seu favorito?"
Eu votei no do filme "Bonequinha de Luxo", que é o que acontece no ambiente dos meus sonhos românticos : Na chuva!
Vejam que beleza:

sábado, 28 de março de 2009

BOM EM "QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO?" É QUANDO TERMINA!



Como todos sabem, eu não ando emocionalmente muito bem: as “mortes” não acabam mais e o luto dói crescentemente. Aí ontem eu tinha que esperar a "bagatela "de 5 horas na Paulista, fazendo o quê? Restou o cineminha... Nem escolhi o filme, assisti o que o horário permitiu, nem pensei em escolher um melhor, nem nada... afinal eu estava no Playarte do Center 3, no qual SEMPRE TEM ALGUM ADOLESCENTE MALA, que fala e come pipoca o filme todo, não dando chance de você se concentrar no filme, puff! Mas eu ia ver "Quem Quer Ser um Milionário?", vencedor do Oscar, essa papagaiada toda, achei que ia dar até para ficar irritada com os teens... Nem deu, ao final concluí que ouvir o barulho das vozes e da pipoca na boca deles era mais legal que o filme! O filme tem todo um aspecto diferentão, admito, nele a pobreza aparece com cerca de um quilo a menos de maquiagem do que o normal, mas no fundo é um bom filme de Hollywood... (disse Hollywood, não Bollywood - onde são fabricados os filmes indianos – mundo que o filme ensaiou representar). Resumindo, o enredo é péssimo (mais um folhetim!), os atores são péssimos e feios quando adultos (o que foi claramente comentado pelos teens ao final da sessão), e além da pobreza com mais cara de realidade, o que se salvou do filme foi a dança indiana, meio Michael Jackson Trhiler brega e divertida no final, isso sem falar do belo lenço amarelo da mocinha!
Assim não dá pra uma moça que optou não ir ao cinema desde uns aninhos voltar ao hábito! Tô péssima, né? 100% fechada para a vida! Sorry!Se você está melhor que eu, encare o final do filme: