sábado, 7 de março de 2026

"SALVE ROSA" : Um thriller psicólogo nacional

 

SALVE ROSA - Assisti ao suspense brasileiro Salve Rosa, lançado em 2025 sob a direção de Susanna Lira, e a experiência foi muito positiva. O filme acompanha Rosa (Klara Castanho), uma influenciadora digital de 13 anos com milhões de seguidores. Por trás da imagem perfeita, a jovem vive sob o controle sufocante de sua mãe, Dora (Karine Teles). Aos poucos, o roteiro revela segredos obscuros nessa relação, transformando a vida da protagonista em uma encenação perturbadora e cruel.

Com atuações sólidas, a originalidade do enredo de suspense psicológico surpreende no contexto do cinema brasileiro. 


Inicialmente, a dinâmica familiar lembra o filme Run (2020), de Aneesh Chaganty, no qual as personagens de Kiera Allen e Sarah Paulson também vivem uma tensão entre mãe e filha marcada por segredos. Em Salve Rosa, porém, esse conflito é deslocado para um tema contemporâneo: a exploração e a hiperexposição infantil no ambiente digital. E embora no início sejamos avisados de que qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência, todo mundo lembra de algum caso semelhante!

Parte do público que esperava uma obra pedagógica, quase como um alerta direto sobre os perigos da internet, acabou se frustrando com a presença de cenas de sexo. No entanto, a proposta não parece ser didática. Esses momentos ajudam a construir o perfil psicológico de Dora, uma mulher que ultrapassa qualquer limite para satisfazer os próprios desejos.

Apesar de algumas falhas, a obra se sustenta bem. O grande destaque é a atuação de Klara Castanho, que convence ao interpretar a personagem em diferentes idades, elemento essencial para a credibilidade do roteiro. 😊


BE ATRIZ


 

BE ATRIZ

Tinha feito exame de sangue ali na Lapa e passei na biblioteca do Sesc Pompeia. Ainda estava comendo as torradinhas pós-jejum que ganhei no laboratório, em frente ao teatro, quando um homem me viu e comentou:

“Só faltou uma máquina de café para você agora.”

Eu sorri e apontei para o café do teatro ao lado.

Ele disse: “Ah, mas ali tem que pagar, daí não vale. Se bem que você é atriz e não paga.”

Respondeu em seguida: “Sim, já te vi em muitas peças aqui.”

Sem ter muito o que dizer, me calei.

O que será que ele quis dizer com “se bem que você é atriz”? Na história das mulheres isso nem sempre foi algo positivo, aliás, muito pelo contrário (rs).

Eu estava tão cansada, mas fiquei com a dúvida: que papel representava a “atriz” naquele momento? Sozinha, cansada, com fome?

Atriz ou não, fui vista, flagrada em um momento de vulnerabilidade, e ganhei mais uma historinha para o meu anedotário no Sesc Pompeia.