segunda-feira, 16 de março de 2026

Livros rESTANTEs

 

LIVROS RESTANTES (2023), disponível no Amazon Prime, dirigido por Rebeca Diniz, o filme  conta a história de Ana, interpretada por Denise Fraga,uma professora,que prestes a se mudar para o exterior, desmonta sua vida entre objetos e afetos em Florianópolis. 

A parte mais difícil é esvaziar sua estante de livros, por todo o simbolismo que carrega. Ela decide, então, devolver aos remetentes cinco obras que ganhou com dedicatórias. Ana pede que essas pessoas guardem os livros rESTANTEs, cheios de significado, como forma de preservar o afeto construído ao longo dos anos.

Um detalhe no filme é a mesma canção em forma de samba e de fado, representando a vida de Ana Catarina, catarinense de ascendência portuguesa, que viaja de Florianópolis a Portugal . Quantos livros nessa viagem?

Um filme lindo e super significativo para quem se formou como pessoa na cultura do livro. Super recomendo!



domingo, 15 de março de 2026

"Contos de Nova York", um passeio pelo bom cinema

 


"Contos de Nova York" (1989) é um filme dividido em três partes, cada uma dirigida por um renomado cineasta. 


Em "Lições de Vida", Martin Scorsese conta a história do pintor Lionel Dobie, vivido por Nick Nolte, um homem de meia-idade que sofre por ter criado uma dependência emocional de sua jovem assistente Paulette, interpretada por Rosanna Arquette. Marcadamente ambientada na década de 1980, com uma trilha sonora de excelente seleção, a trama é puro charme ao abordar medo, rejeição e criação artística.


No delicioso "Vida sem Zoe", de Francis Ford Coppola, conhecemos a história da precoce Zoe, interpretada por Heather McComb, que vive sozinha em um hotel de luxo em Nova York, cercada de conforto, mas carente da presença dos pais. Sua mãe, Charlotte, é vivida por Talia Shire, e seu pai, Claudio, um músico constantemente ausente, é interpretado por Giancarlo Giannini. Em meio às tentativas de reconciliação dos pais, Zoe é levada a lidar com a solidão e o amadurecimento. Com a colaboração de sua filha Sofia Coppola, Francis cria uma história leve e divertida sobre pequenos milionários.



Na hilária "Édipo Arrasado", Woody Allen interpreta Sheldon Mills, um advogado nova-iorquino atormentado por sua mãe superprotetora, vivida por Mae Questel. Após desaparecer durante um número de mágica, ela retorna de forma surreal no céu da cidade, visível a todos, passando a comentar publicamente a vida do filho e convidando toda a população a opinar sobre o que ele deve fazer.

Que experiência fantástica assistir a essa película tão marcante em suas três excelentes partes, relembrando o que há de melhor na experiência que o cinema pode oferecer.

sábado, 14 de março de 2026

"Meu amigo Tororo", O ponto de vista da criança em "Meu amigo Totoru"

 
          

MEU AMIGO TOTORO

Assisti ontem Meu Amigo Totoro (1988), dirigido por Hayao Miyazaki e produzido por Toru Hara. É um filme dos Studio Ghibli. A animação acompanha as irmãs Satsuki e Mei, que ainda na infância se mudam com o pai para uma casa no campo enquanto a mãe está internada em um hospital. As duas meninas gritam muito e se aventuram nesse novo ambiente. Nessa realidade rural, exploram a natureza e acabam fazendo amizade com figuras mágicas protetoras da floresta, como o mais fofo deles, o amigo Totoro.

É um dos filmes mais infantis, no melhor sentido, que já vi. Sobre o que realmente acontece com a família, qual é a doença da mãe ou em que hospital ela está internada, sabemos muito pouco. Apenas o mínimo que uma criança saberia. Sabemos muito mais sobre as figuras mágicas que habitam o entorno e que, na verdade, dão significado à história.

Saber que esse filme foi lançado pelos Studio Ghibli simultaneamente ao lendario filme de animação  sobre o pós guerra japones  O Túmulo dos Vagalumes , s o qual comento aqui obre é uma informação interessante. São duas visões quase opostas da infância e duas animações essenciais. Nunca mais me esquecerei da musiquinha “tuturututuro tututurututu”… muito fofo!

Como outros trabalhos do Studio Ghibli, o filme está disponível na Netflix. Recomendo! 🎬🌿

Imagens de fofoca





segunda-feira, 9 de março de 2026

HISTORIADORAS NO OSCAR 2026




HISTORIADORAS NO OSCAR 2026

​Neste ano assisti a dois concorrentes ao Oscar de Melhor Filme Internacional, Valor Sentimental e O Agente Secreto. Escrevo aqui para observar um “detalhe” que ambos têm em comum: mostram historiadoras trabalhando em nossa profissão, pesquisando.

​Em Valor Sentimental, Agnes Borg Pettersen é a filha mais nova da família Borg e também é historiadora, aquela que realiza a pesquisa nos arquivos sobre o passado da avó, que se suicidou após ter tido vida intensa e ter sido perseguida por sua atuação na luta antinazista no século XX. No filme, quando vemos Agnes pesquisando em um arquivo a história da avó, essa trajetória já havia sido parcialmente apresentada em um dos pequenos filmes contidos nessa bela película. É interessante que, mesmo sendo todas personagens fictícias, a importância real do trabalho de pesquisa histórica, neste caso para dar bases a narrativas artísticas, aparece ressaltada. Afinal, sem o resultado de sua investigação mais técnica, nem ela, nem sua irmã Nora Borg, e talvez nem o próprio pai, o cineasta Gustav Borg, saberiam muito sobre as dores que atingiram a avó das duas. Foi ele quem a encontrou morta em casa, abrindo uma enorme ferida que passa a reverberar na relação com as filhas. O trabalho profissional de Agnes, que consiste em desvelar a trajetória de tantas pessoas que realmente atuaram no passado, aparece aqui como fundamental para se contar a História e para sustentar o próprio roteiro.

​Já em O Agente Secreto, percebemos uma espécie de homenagem de Kleber Mendonça Filho à sua mãe, que foi pesquisadora de História Oral. No filme, duas historiadoras aparecem trabalhando na investigação sobre quem foi Armando e por que ele teve de mudar seu nome para Marcelo no Recife da década de 1970. Ao contrário da primeira obra, nesse caso não ficou claro se essa pesquisa foi encomendada para a realização de filmes, nem mesmo este do qual ela faz parte. No entanto, trata-se também de uma “pesquisa” ficcional sobre personagens ficcionais.

​Seguindo os caminhos da metodologia histórica, a historiadora Flávia chega a procurar Fernando, o filho do protagonista Armando, para lhe mostrar tantas coisas sobre o pai, com quem ele próprio tivera contato intenso apenas na primeira infância, como é mostrado no filme. Já adulto, ele mal se lembra racionalmente de muitos episódios. A historiadora sabia mais sobre Armando do que seu próprio filho. Flávia aparece como agente do resgate racional do passado. Já Fernando nada sabia objetivamente sobre o pai, mas o recordava demais. Recordar é diferente de lembrar, pois passa pelo radical “cor”, que significa trazer de volta ao coração. Quantas vezes, como historiadores, não tivemos nossas pesquisas técnicas preenchidas pelo material humano dos depoimentos orais, em princípio tão fragmentários, até que tudo começa realmente a fazer sentido.

​De duas formas diferentes, nós historiadores fomos presenteados por termos nossa profissão validada em dois filmes concorrentes a prêmio internacional. Seja lá quem ganhe o Oscar, pode até não ser nenhum desses filmes, ainda assim nós, historiadores, já ganhamos o prêmio de ver nossa profissão tão bem representada no cinema em 2026.


domingo, 8 de março de 2026

Cassanda e o Dia da mulher

 
  


CASSANDRA: Assisti hoje inteira à minissérie de ficção científica da Netflix. Fotografia impecável, pra gente perceber se estava no presente ou nos passados (anos 60/70)...Mesmo sendo bem de terror, me diverti bastante, sempre relevando o fato de que a família que vai morar na casa que tinha todo um equipamento para controlar tudo por uma IA dos anos 1970 é burra e tapada. A única exceção é a mulher que, claro, acaba indo parar no hospício.

Sem dar muitos spoilers, é claro que Cassandra é má e descontrolada, mas também fica evidente que há uma explicação trágica para ela ter se tornado esse monstro. E não é porque assisti no Dia das Mulheres, mas excetuando o filho gay,  os homens da série, são deploráveis ,bananas, idiotas, burros e covardes. Afff

Como disse um comentarista, já temos IA acoplada à nossa vida, mas a nossa Alexa é bem tapada. Cassandra, porém, não é. Ela está em todos os lugares da casa, sempre com aquele sorrisinho forçado. Terror total!

Passando por cima de vários furos, eu gostei e recomendo. 🎬

sábado, 7 de março de 2026

"SALVE ROSA" : Um thriller psicólogo nacional

 

SALVE ROSA - Assisti ao suspense brasileiro Salve Rosa, lançado em 2025 sob a direção de Susanna Lira, e a experiência foi muito positiva. O filme acompanha Rosa (Klara Castanho), uma influenciadora digital de 13 anos com milhões de seguidores. Por trás da imagem perfeita, a jovem vive sob o controle sufocante de sua mãe, Dora (Karine Teles). Aos poucos, o roteiro revela segredos obscuros nessa relação, transformando a vida da protagonista em uma encenação perturbadora e cruel.

Com atuações sólidas, a originalidade do enredo de suspense psicológico surpreende no contexto do cinema brasileiro. 


Inicialmente, a dinâmica familiar lembra o filme Run (2020), de Aneesh Chaganty, no qual as personagens de Kiera Allen e Sarah Paulson também vivem uma tensão entre mãe e filha marcada por segredos. Em Salve Rosa, porém, esse conflito é deslocado para um tema contemporâneo: a exploração e a hiperexposição infantil no ambiente digital. E embora no início sejamos avisados de que qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência, todo mundo lembra de algum caso semelhante!

Parte do público que esperava uma obra pedagógica, quase como um alerta direto sobre os perigos da internet, acabou se frustrando com a presença de cenas de sexo. No entanto, a proposta não parece ser didática. Esses momentos ajudam a construir o perfil psicológico de Dora, uma mulher que ultrapassa qualquer limite para satisfazer os próprios desejos.

Apesar de algumas falhas, a obra se sustenta bem. O grande destaque é a atuação de Klara Castanho, que convence ao interpretar a personagem em diferentes idades, elemento essencial para a credibilidade do roteiro. 😊


BE ATRIZ


 

BE ATRIZ

Tinha feito exame de sangue ali na Lapa e passei na biblioteca do Sesc Pompeia. Ainda estava comendo as torradinhas pós-jejum que ganhei no laboratório, em frente ao teatro, quando um homem me viu e comentou:

“Só faltou uma máquina de café para você agora.”

Eu sorri e apontei para o café do teatro ao lado.

Ele disse: “Ah, mas ali tem que pagar, daí não vale. Se bem que você é atriz e não paga.”

Respondeu em seguida: “Sim, já te vi em muitas peças aqui.”

Sem ter muito o que dizer, me calei.

O que será que ele quis dizer com “se bem que você é atriz”? Na história das mulheres isso nem sempre foi algo positivo, aliás, muito pelo contrário (rs).

Eu estava tão cansada, mas fiquei com a dúvida: que papel representava a “atriz” naquele momento? Sozinha, cansada, com fome?

Atriz ou não, fui vista, flagrada em um momento de vulnerabilidade, e ganhei mais uma historinha para o meu anedotário no Sesc Pompeia.

sexta-feira, 6 de março de 2026

Sussurros do coração: filme Ghibli feito "pra mim"

        

Lançado em 1995, Sussurros do Coração é uma animação do Studio Ghibli dirigida por Yoshifumi Kondō. Conta a história de Shizuku Tsukishima, uma estudante apaixonada por livros que descobre que todos os títulos que pega na biblioteca já haviam sido lidos antes por Seiji Amasawa, um jovem dedicado ao sonho de se tornar violinista e artesão de instrumentos. 

O filme é pontuado pela canção Take Me Home, Country Roads, em versões japonesas e também para violino.

"Suspiros do coração " é o nome da história que a nossa heroína escreve sobre a história de amor da estátua de gato Lord e sua amada gata perdida, quando ele ainda estava vivo...

É o filme que os estúdios Ghibli parecem ter feito para mim. Eu fui essa adolescente leitora e rata de biblioteca que, em 1994, estava pronta para sonhar novas narrativas e subir tão alto que quase alcançava o céu. 


Foi muito emocionante assistir a esse filme, que se tornou meu Ghibli favorito.







sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

"Túmulo dos Vagalumes", Isao Takahata

         

Lançado em 1988 pelo Studio Ghibli, Túmulo dos Vagalumes é dirigido por Isao Takahata e baseado no livro homônimo de Akiyuki Nosaka. A animação acompanha os irmãos Seita e Setsuko tentando sobreviver no Japão durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial, em uma narrativa delicada e devastadora sobre amor, perda e a fragilidade da infância em tempos de guerra.

Depois de muito adiar, finalmente terminei de assistir à animação e confesso que a primeira sensação foi de vazio e profunda tristeza, porque é uma história real. Akiyuki Nosaka realmente perdeu a irmã mais nova por desnutrição durante a Segunda Guerra, e é quase intolerável acompanhar a atrocidade destruindo a delicadeza do olhar infantil sobre a vida.

Mas o filme não é só isso. Ao recontar essa história, a animação a preenche com a magia do amor entre os irmãos. Quando Seita percebe que a guerra levou a família inteira, a mãe e o pai, e que restaram apenas ele e Setsuko, sofrendo de fome e desnutrição, o jovem cria pequenos milagres cotidianos para a irmãzinha: brinca na praia, faz malabarismos, mistura balas de fruta como se fossem um tesouro, brinca com os vaga-lumes, arranca risos dela. Tudo porque sabe que podem não sobreviver e que é urgente transformar cada momento em algo único. E consegue encher de encantamento seus últimos momentos de vida.

Essa história, que foi cruel e implacável, nos deixou, ainda assim, essa triste joia do Studio Ghibli. Sei que, por muito tempo, ainda vou ouvir o alegre riso de Setsuko chamando o maninho para brincar com os vaga-lumes, e isso é muita coisa.

 


O DRAMA MENSTRUAL DE JANE AUSTEN (2025): Indicado ao Oscar de Melhor Curta-Metragem no Oscar 2026, O Drama Menstrual de Jane Austen (2025), dirigido por Mariana Whitaker, está disponível no YouTube.

Nele acompanhamos a história da srta. Estrogênia Talbot, interpretada por Julia Romano, que menstrua justamente durante um pedido de casamento feito por Edmund Ashford, vivido por Thomas Ellery. Ao perceber o sangue, Edmund acredita que a jovem está gravemente ferida. Estrogênia, então, decide explicar o que realmente está acontecendo, o que dá origem a uma sucessão de situações cômicas impagáveis.

Muito bem produzido, com grande elenco para um curta, figurino impecável e imagens belíssimas da natureza, o filme é uma divertidíssima aula sobre questões femininas, tema sobre o qual ainda se fala pouco, até hoje.

A narrativa é sucinta e não necessariamente precisaria se estender mais. No entanto, caso houvesse alguns minutos adicionais, talvez até mesmo as piadas já incríveis alcançassem um efeito ainda mais potente. Recomendo vivamente que assistam.

Um apontamento interessante: este é um filme sobre questões de mulheres, no qual os homens entram sobretudo para observar e aprender. Já em Cantores (2025), outro curta que assisti recentemente e que concorre ao mesmo prêmio, o tema é exclusivamente o universo masculino.

Eis mais uma disputa entre homens e mulheres na qual ambos saem ganhando, com filmes excelentes.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

RAINHA Charlotte: uma história de Bridgerton


RAINHA CHARLOTTE Uma História de Bridgerton

Depois de terminar a encantadora primeira temporada de Bridgerton lançada em 2020, com seu Duque inesquecível interpretado por Regé-Jean Page, em vez de continuar acompanhando a segunda temporada, decidi pular direto para o spin-off sobre a história de uma mulher forte na História, a Rainha da Coroa inglesa da era georgiana.

Foi uma decisão acertada. A minissérie lançada em 2023 não apenas mantém tudo aquilo de lindo que amamos nos primeiros episódios de Bridgerton, como cenários, figurino, atuações excelentes, como também se destaca especialmente por apresentar uma narrativa mais fechada, centrada no aprofundamento de temas apenas sugeridos na série original, como a possibilidade da entrada de nobres africanos no convívio social da corte inglesa da época.

A partir do foco em Charlotte, acompanhamos excelentes interpretações da personagem em diferentes fases da vida. A jovem Rainha Charlotte é vivida por India Amarteifio, enquanto a versão madura da rainha é interpretada por Golda Rosheuvel, personagem já conhecida de Bridgerton. Essa construção em duas temporalidades fortalece o drama e dá densidade emocional à história.

Destaco também a atuação das atrizes que viveram Lady Danbury. A personagem aparece jovem, interpretada pela LINDÍSSIMA Arsema Thomas, e mais madura, vivida por Adjoa Andoh. Com suas roupas coloridas e elegantes, Lady Danbury não apenas imprime um forte toque africano à série, como se torna um de seus eixos centrais, tanto político quanto emocional.

A aposta na ideia de que a Rainha Charlotte teria, de fato, traços africanos, hipótese levantada por historiadores contemporâneos, funciona muito bem como sustentação para a ficção. Ainda que seja impossível afirmar com certeza o que realmente ocorreu, para os propósitos da minissérie essa escolha foi acertada .

Gostei tanto que cheguei a me sentir  a própria Rainha Charlotte de COROA e roupas coloridas  kkkk.

Essa comparação ficou melhor kkk


terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

BRIDGERTON : Primeira temporada

 


ANTES TARDE DO QUE NUNCA Terminando a primeira temporada de Bridgerton (Netflix). Daphne Bridgerton (Phoebe Dynevor) e Simon Basset (Regé-Jean Page): um casal fofo numa Inglaterra georgiana possível. A temporada foi baseada no livro "O duque e eu", de Julia Quinn. A mocinha  é adolescente, tipo “Moça com Brinco de Pérola”, e ele… ah, como é lindo esse Duque! Nem ia  comentar detalhes, mas a carinha dela, (muito boa atriz) de olhos bem abertos na noite de núpcias é impagável 😂 😍




 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

GHIBLI FEST 2026

 


GHIBLI FEST 2026: Estamos em época desse festival de cinema dedicado ao lendário estúdio japonês responsável por animações mundialmente conhecidas como A Viagem de Chihiro. A mostra faz parte da celebração dos 40 anos do estúdio e exibe longas-metragens produzidos pelo Studio Ghibli nas telas grandes do cinema, muitas vezes em versões remasterizadas. Neste ano, entre 19 de fevereiro e 4 de março, em diversas salas de cinema do Brasil, acompanhamos a segunda edição do evento, com mais de 20 filmes preciosos.
Tive a oportunidade de conhecer a mostra e assistir ao filme Nausicaä do Vale do Vento (1984), de Hayao Miyazaki, que acompanha a história da princesa Nausicaä que é  uma pequena heroína e mesmo sem nenhum apelo erótico, vive  voando no vale dos ventos de sainha curta e sem calcinha, mostrando o bumbum eventualmente, em um mundo pós-nuclear, tenta proteger soeu povo de uma floresta tóxica habitada por insetos gigantes. Se pudesse, veria mais filmes.




O CINE UFF perguntou minha opinião e eu respondi :
"Gostei de "Nausicaã do vale do vento"( 1984), primeiro filme de Hayao Miyazaki que assisti. Não é tão sublime quanto outros clássicos do Studio Ghinli como "a viagem de Chiriro", mas interessantíssimo , afinal mostra um futuro possível pós apocalíptico (no caso do Japão, pós ataque nuclear) onde a possibilidade de permanência só se consolida com o combate a elementos tóxicos/ contaminados, o que infelizmente é mais verdade para os anos de 2020 do que gostaríamos."


domingo, 22 de fevereiro de 2026

"Morro dos ventos uivantes" 2026 Emerald Fennell

 

Cartaz ao modo "E o vento levou"


Assistimos ontem a  adaptação dessa história trágica, mais sombria do que romântica, e esteticamente bela. Apesar de ser um filme assumidamente sensual, passa a sensação de  possibilidade erótica o tempo todo, é fato que não há nudez, nem nada muito explícito, tudo sempre muito elegantemente contado. Muito mais do que ventos uivantes, temos chuva /tempestades. A fotografia é belíssima e melancólica, como combina com a história.
Nada como pegar um cineminha 

Os protagonistas estão muito bem em seus papéis e o filme cumpre o que se espera de uma tragédia no desfecho: a sensação de que, seja lá o que for o amor, ele não é essa relação intensa marcada por paixão, dominação e controle.
Um ponto positivo é atuação das duas atrizes principais. 
A pupila Isabella ,de Alison Oliver ,é o respiro cômico e ao mesmo tempo a manutenção da crueldade e domínio de poder. E especialmente a  protagonista Cath, de Margot Robbie, sempre dramática, linda ,perfeita e cruel, especialmente em seus tons de vermelho.
Um ponto negativo é a trilha sonora pop chiclete, que pode distrair e comprometer toda a construção da densidade do filme.




sábado, 21 de fevereiro de 2026

SINGERS: Homens sendo homens e músicas sendo músicas

      

Descumprindo minha promessa de não assistir mais indicados ao Oscar 2026, assisti Singers , na Netflix, que está indicado  na categoria “documentário de ficção”.  É um filme fantástico.

Em 18 minutos, entramos em um bar noturno, onde vários homens fogem de uma nevasca, cada um carregando suas próprias feridas. 

As músicas tocadas no filme 

Em dado momento, decidem fazer uma competição para saber quem canta melhor. Quando as canções tomam a frente, nasce uma comunhão até então inimaginável, e a música passa a cumprir o papel de guia. Que filme sensacional!


 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

CRÔNICA DO PÁSSARO DE CORDA E O FUNDO DO POÇO

Imagem criada pelo GEMINI 


Na resposta a uma carta enviada ao protagonista do romance :

 "... fiquei bastante surpreso ao saber que o senhor entrou no poço. Devo confessar que também continuo sentindo forte atração por poços. (...) Chego a ter vontade de descer ao fundo quando percebo que está seco. Provavelmente espero encontrar alguma coisa lá dentro. Acho que tenho esperança de poder encontrar alguma coisa no fundo, ao ficar em silêncio, esperando. Naturalmente, não acho que poderei superar a minha vida fazendo isso . Estou velho demais para esperar algo assim. O que busco é algum significado para minha vida que se perdeu. Quero saber por que ela se perdeu, e o que a levou a se perder. Quero descobrir isso com meus próprios olhos. Se eu  obtivesse essa resposta, aceitaria me perder mais ainda do que já estou perdido. Não sei quanto tempo ainda tenho pela frente,mas chego a pensar que se eu  conseguisse obter essa resposta , aceitaria carrega esse fardo pesado pelo resto da vida . (" Carta do primeiro-tenente Mamiya a Toru Okada em "Crônica do pássaro de corda ", Haruki  Murakami,p. 429-20)

Não sei bem,mas suponho que isso é um livro filosófico de verdade, onde a literatura nos leva a pensar e sentir, nada da filosofia de botequim de "A insustentável leveza do ser " ... Só acho!

Essa música é citada nessa parte do livro pois toca na lavanderia  quando Toru Okada entra. Pedi a IA Gemini uma imagem sobre esse trecho, explicando que a carta foi escrita por um ex tenente japonês idoso a um japonês de 30 anos e como o conteúdo é simbólico e filosófico, misturando "fundo do poço " com procura pelo sentido da vida, a imagem não precisava ser muito literal. Eu adorei.  Vocês gostaram do resultado?

Uma interpretação do chatgpt 



quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

FILMES DE JANEIRO 2026

 

No Streaming 


Comecei o ano lendo o calhamaço de Murakami, vai demorar meses pra termina. Isso abriu espaço pro áudio visual e vi muita coisa esse mês .

Já no começo do ano passei uma semana em  Niterói e talvez porque seja temporada de prêmios , assistimos 8 filmes com Geraldo! Que maratona ! Contando : 



Streaming em Niterói 


1 Sharper: Uma vida de trapaças ⭐ Apple TV

Esse adoramos, nos divertimos, tiramos fotos com a tela, criamos um drinks lindo chamado Sandra, uma personagem "parecida comigo".


2 O agente secreto (CINE) 

Em geral gostamos, eu que me decepcionei um pouco porque esperava mais de Kléber Mendonça Filho 

3 Valor sentimental  (CINE) ❤️ (Joachim Trier)

Desse gostamos muito,claro ! O filme mais lindo do mês, todo especial, com muitas camadas, muitas linguagens, muita interpretação! Sai chorando de emoção pela beleza e sensibilidade.

4 Canto do cisne ❤️

Esse assistimos não porque foi selecionado ao Oscar, mas porque achamos que ele é uma versão ampliada do primeiro episódio da série SOZINHOS da Prime,uma história de ficção científica que faz as questões humanas se destacarem. Amamos esse filme.

5 A ostra e o vento (eu gostei,Geraldo não)

É um filme que foi um fantasma na minha juventude, anos depois assisti achei lindo. Geraldo não gostou, achou arrastado e o tema pesado para uma atriz tão jovem.

6 Birdman (Geraldo gostou, eu não) 

Eu não gostei, achei meio claustrofóbico, o protagonista que deseja voar, na verdade desce, desce, desce ... Talvez eu não tenha muita familiaridade com  o ritmo frenético de filmes norte americanos...mas Geraldo gosta.

7 A pior pessoa do mundo (Joachim Trier)

Esse assistimos porque gostamos de Valor sentimental e quisermos conhecer mais da obra do diretor. Gostamos!

8 Thelma (Joachim Trier)

Outro filme do diretor de Valor Sentimental, esse de terror e muito bem feito e encenado. Grande diretor!

Só fotinhas no cinema


Depois assisti mais  três sozinha 


Podia levar Oscar Melhor filme 2026


9 Hamnhet ❤️ (CINE)

Essa eu fui assistir sabendo que todo mundo sai chorando e também sai. O cinema não aplaudiu o filme, estava todo mundo chorando. No fim eu ainda ganhei um abraço da moça que assistiu ao lado. Esse filme devia ganhar Oscar de melhor filme, é uma força da natureza, como disse o PH no YouTube.


No Streaming em casa


10 Sonhos de trem ❤️

Esse está disponível na Netflix, eu vi, não me interessei pela sinopse (a vida de um lenhador), mas Geraldo disse que queria ver porque o brasileiro Adolpho foi Indicado ao Oscar por melhor fotógrafia. Ainda bem que assisti, adorei. Filme lindo, fotografia deslumbrante. Adorei. Daria uma aula de Teoria da História sobre esse filme 😛

11 A garota canhota ❤️

Esse foi a fofura do mês . O filme sobre a garota canhota de Taiwan  é tão fofo quanto ela. Muito moderno e frsnetico como os filmes chineses costumam ser, tem partes gravadas em iPhone...

Muito bom, né?

Mas também teve a temporada de SÉRIES 

Três séries ,para um mês

1 Bon Apetit, vossa majestade 

Comecei "Bon Apetit vossa majestade", que achei lindinha e a história interessante: um chef de cozinha coreana vai estudar culinária na França, na viagem de volta viaja no tempo até 1500 e vira cozinheira real de um rei tirano . É uma espécie de Master Chef histórico, de uma antiga dinastia. depois descobri que era um Dorama, que terminei de assistir em Niterói. Não vou dizer que não foi divertido...


2 A Caçada (Hunters)

A melhor que assisti esse ano . É sobre um grupo de justiceiros  que, na década de 1970, procuram nazistas nos Estados Unidos . É uma série muito vibrante, ao modo de Tarantino, muito tiro, porrada e bomba .Vi um episódio com Geraldo em Niterói, depois maratonei as duas temporadas em casa. Ela é perfeita, fotografia, figurino, atuação e trilha sonora. Tem até playlist no Spotify.

3 All her fault 

Essa terminei de ver no fim do mês e é a série mais vista da Netflix. Fala sobre o desaparecimento de um garoto de cinco anos que faz desmoronar muitos disfarces de família. Eu achei divertida, tem várias camadas, mesmo não sendo nada no nível de A Caçada. Que venham outras.


 Amei 

Tá de bom tamanho pra um início de ano?

Metas 2026

 


Vontade, vontade de escrever metas pro ano eu não tenho. Tanto que quase deixo passar janeiro sem elas. Mas é tradição no blog, vou dar uma forçadinha.

 

1 - CONTINUAR VIVA 

É a básica e costumo me sair bem.Torço pra não ficar doente, triste ou passar por necessidade . Que eu consiga respiros quando pesa.


2 - AMOR !  AUMENTAR MEU AMOR PRÓPRIO 

Como ano passado essa meta foi destaque, esse ano espero continuar cultivando.


3- ME REINVENTAR PROFISSIONALMENTE 

A de sempre. Tomara que surja uma luz no fim do túnel, ou as outras podem  nem se cumprir.


4- CONHECER E CURTIR SAMBAS E ROLÊS

Essa não sei se vai se desenvolver, ano passado foi fraco bem janeiro nem fiz nada... vamos ver se melhoro essa meta tão rejuvenescedora. 


5- CONTINUAR TREINANDO O QUANTO PUDER          

Ano passado dei.uma diminuída e nas "férias" passei mais de 20 dias sem treinar , sinto as consequências negativas no corpo e na mente :meta é  diminuir o impacto e voltar a pegar firme.


6 -CUIDAR DE MIM E DE QUEM AMO 

A mais importante e a maus difícil . Espero ter força e disposição pra cumprir . 


7- LER PELO MENOS UM LIVRO POR MÊS

Meta mais importante. Sem ler não respiro. Espero encontrar livros ótimos nesse ano. E também filmes e séries podem ajudar. Assim seja! 

8- Escrever

Em 2025 eu escrevi bastante. Até textos ficcionais e secretas. Que eu continue assim.

9- CONTINUAR A BUSCA PELA MINHA ACESTRALIDADE E ESPIRITUALIDADE

Enquanto estiver viva vou em busca da ancestralidade: Essa é a meta da existência! 

10- PROSPERAR PARCIALMENTE CUMPRIDA 

Que tenha amor, viagens, saúde, estímulos intelectuais,trabalhos.

Assim seja!