MUSEU DA INOCÊNCIA (romance: 2008; série: 2024)
Inspirada no romance homônimo do autor turco, Nobel de Literatura, Orhan Pamuk, que eu não li, a série da Netflix me desencorajou totalmente a ler. Não porque esteja mal feita, muito ao contrário: a exuberância estética da recriação de uma Istambul dos anos 1970, com imagens que contam a história de forma belíssima, foi o que me manteve até o último episódio, enquanto Geraldo largou logo no começo.
A trama conta a história do rico Kemal, que vou chamar de “Que Mal” (combina mais com o personagem), que, mesmo noivo da rica Sibel, se envolve de maneira doentia com a bela Füsun, uma prima pobre distante a quem manipula e tenta dominar o tempo todo. “Que Mal” é um vacilão e, mesmo tentando considerar as diferenças culturais entre Oriente e Ocidente e o período em que a história se passa, nada me empolgou ou envolveu.
Para esse tipo de narrativa, prefiro Dom Casmurro, que é do século retrasado. O livro eu não sei, mas a série eu não recomendo.
