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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Tela Brasil : My name is now, Elza Soares

 


TELA BRASIL

​Baixei a plataforma Tela Brasil no celular e o primeiro filme que assisti foi o curta-metragem MY NAME IS NOW, ELZA SOARES (2014), direção de Elizabete Martins Campos, um documentário autobiográfico e sensorial sobre a vida e a trajetória de Elza Soares, uma das maiores cantoras da música brasileira.

​Trazendo uma Elza já madura, mas ainda na passagem dos séculos XX para o XXI, o filme tem um clima mais sofisticado, como no álbum Do Cóccix Até o Pescoço (2002), período anterior àquela fase de seus álbuns consagrados A Mulher do Fim do Mundo (2015) e Deus É Mulher (2018), que a trouxe como referência feminina com mais de 80 anos!

​Como uma espécie de complemento audiovisual à biografia Elza (2018), escrita por Zeca Camargo, no filme sua história é contada e cantada por ela mesma, apontando momentos que ela selecionou como importantes sobre a música, a negritude, o feminino, as humilhações e superações, os amores pelos filhos, pelo samba, pelo futebol e por Garrincha.

​É um filme muito visceral. Ouvir bem alto e por tanto tempo aquela voz rouca, seu canto de lavadeira que carrega lata d'água na cabeça e que, magicamente, vira puro jazz no seu cantar, não é e nem deve ser confortável. Não o tempo todo. Chega a virar lamento e depois grito de dor.

​Que experiência assistir a esse filme! Especialmente para mim, uma mulher negra brasileira, que já me sentia tão bombardeada com imagens, sons e narrativas de mulheres brancas no audiovisual nos streamings, foi o "gostinho" de realidade que eu queria e precisava. 

Recomendo aos interessados! Obrigada por mais essa, Elza!

sexta-feira, 20 de março de 2026

Mercado play e o envelhecimento


 Gosto de usar a plataforma Mercado Play, que é gratuita e tem um catálogo muito interessante para quem tem mais de 40 anos. São filmes considerados bons ou ótimos quando foram lançados, há pelo menos 20 anos, ali na virada do século. Revisitar essas obras vale, no mínimo, para perceber se envelheceram bem ou não. O mais bacana é que todos os que assisti até agora, ainda poucos (Eu, Robô; Beleza Americana; Controle Total), continuam ótimos, mostrando que filme bom não tem idade.