Mais da metade do ano já passou, e junho de 2026 marcou o retorno do meu amado samba à minha vida. Para quem não passava uma semana sem ele, a abstinência não foi fácil, mas a pausa terminou e voltei com três sambas no mês mais gelado até agora.
O primeiro foi um churrasco em Niterói, meu primeiro samba no Rio de Janeiro, no dia 12 de junho. Foi do jeito que eu gosto: conduzido por um conjunto de excelentes instrumentistas, com ótimo repertório e muita expertise. Nessa roda, toda sublinhada pelo iluminado som da flauta como nas apresentações ao vivo do Rei Zeca Pagodinho, ouvimos muitos sambinhas do Chico Buarque, que toca pouco ou nada em São Paulo, clássicos como "Poxa", de Gilson de Souza, muitos Cartolas e "O Sol Nascerá", de Nelson Cavaquinho. Foi muito chique!
De volta a São Paulo, tive um fim de semana de Comunidade do Samba no Maria Zélia. No sábado, 27 de junho, mais um Terreiro de Crioulo. Mais um samba carioca, só que nos moldes do Cacique de Ramos. Muita coisa mudou no Terreiro. Já não vi nenhum dos instrumentistas que tanto admirava. Vieram outros. A roda ,de samba, gira e o samba permanece. Só sei que até sambei e cantei "a alegria de não estarmos sós".
No domingo, 28, foi o aniversário da sambista, cantora e amiga Silvana Truva, e também um tímido retorno do Encontro das Rodas de Samba dos Partideiros MZ. E foi no Maria Zélia. Muito tempo depois, tudo diferente, e eu nem vi nem ouvi os Partideiros. Mas voltei, e o samba me abraçou de novo.
AMO ❤️
