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segunda-feira, 22 de junho de 2026

A janela indiscreta, Alfred



Acreditam que eu nunca tinha assistido ao famoso filme de Hitchcock? Fui ver esses dias. Já tinha começado a ler o conto "It Had to Be Murder"(traduzido como "A janela indiscreta"), de Cornell Woolrich, mas não quis terminar para não tomar spoiler, porque queria assistir ao filme primeiro. Foi uma decisão acertada, afinal agora posso terminar de ler o texto.

Uma questão que me chamou atenção no conto, mesmo eu só tendo lido as primeiras páginas, é a atenção dada ao ponto de vista do narrador. A história do homem imóvel, preso à janela do seu apartamento e que só pode observar a vida de seus vizinhos se desenvolvendo através daquela janela, é um ótimo recorte visual; quase pediu para ser filme.

Lembro que, no texto, ele começa observando que não conhecia nenhum dos vizinhos, não sabia seus nomes, nunca tinha ouvido suas vozes. No entanto, podia acompanhar, meio que de perto, o desenvolvimento de suas vidas. É como um experimento laboratorial, e os vizinhos, suas cobaias. Tudo isso é, de algum modo, explorado com imagens no filme.

Valeu muito a pena assistir, enfim, a esse clássico dos anos 1950, onde todo mundo bonito tinha os olhos extremamente azuis. Destaque para a exuberância inquestionável de Grace Kelly no papel de Lisa Fremont, noiva do fotógrafo L. B. "Jeff" Jefferies, personagem interpretado por James Stewart. Jeff é um fotógrafo indeciso sobre se deve ou não se casar com uma mulher tão performática, e que vai, aos poucos, se mostrando mais sensível e inteligente do que ele poderia suspeitar. E livre! Decide, por si mesma, dormir em sua casa. Para uma mulher solteira da época, isso deve ter sido um choque.

Agora vou procurar novamente o conto e terminar a leitura para ver se vale uma comparação mais aprofundada. Por hora, foi muito bom assistir a esse clássico de Hitchcock.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

SUSPIRIA (1977), de Dario Argento



​SUSPIRIA (1977): Dirigido por Dario Argento, Suspiria é um clássico do horror sobrenatural italiano. O nome vem do latim e remonta todo um clima sobrenatural sentido na película 

Explicação fornecida pela IA

O filme conta a históra da jovem e esfusiante bailarina estadunidense Suzy Bannion (Jessica Harper), recém-chegada a uma prestigiada academia de dança na Alemanha. Após uma série de assassinatos brutais, Suzy passa a suspeitar que a escola pode ser amaldiçoada. Ao seu lado estão Sara (Stefania Casini), sua principal aliada na investigação, além das enigmáticas Madame Blanc (Joan Bennett) e Miss Tanner (Alida Valli), figuras de autoridade da academia que parecem saber mais do que revelam. 

Helena Markos,  a bruxa negra,  Mãe Suspirium

Pensando em filmes do gênero de terror, há algo diferente: aqui as mulheres não são apenas mocinhas sofredoras, uma vez que a maldição da escola de dança tem origem na atuação de bruxas malignas, dentre elas a marcante Helena Markos, a bruxa negra. Diretamente inspirado no expressionismo alemão, o longa mostra uma fotografia exuberante e, com a trilha sonora atmosférica da banda Goblin, é um dos filmes mais lembrados do gênero. 


Embora haja um remake de 2018, a obra que tivemos a sorte de assistir no telão do cinema da UFF é uma versão remasterizada do filme original dos anos 1970, todo colorido em Technicolor, o que dá um tom todo especial.