sábado, 4 de julho de 2026

Comecei a ler "A moreninha", de Joaquim Manuel de Macedo

 


LENDO A MORENINHA (1844) Ousei parar para ler novamente o romance de Joaquim Manuel de Macedo. Não digo reler, porque só tinha feito leituras escolares dele. Agora sou uma leitora mais madura e a dúvida era se um texto de 1844, ícone do romantismo brasileiro, chamaria minha atenção.

Peguei um exemplar de uma coleção de leituras para vestibular que eu tinha em casa e certamente nunca tinha aberto para ler (quando li, na escola, foi um exemplar da biblioteca). Estava limpo de intervenções, mas já estou deixando minhas pegadas de leitora.

Amei fortemente o começo, “Duas palavras”. É uma introdução incrivel e divertida e parece muito "moderna" pra época,  com seu tom de conversa prosaica, um dedo de prosa, dividindo um café com o leitor . Nela , o jovem narrador se apresenta, explica os motivos da escrita e o tipo de texto: “algumas palavras escritas que ele ousou  chamar de romance”. Nesse tom ele se aproxima do leitor, cria uma intimidade para gerar empatia antes de afirmar que o livro é como uma filha, uma criança de seis meses de idade, pedindo tolerância com suas imperfeições. Nessas alturas, como pode o leitor fazer um julgamento duro? Kkkk Que malandrinho esse senhor Augusto! Kkk

Novamente estou lendo um livro e gostando mais do que eu esperava! Que matavilha, 2026!