sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

PROTOCOLOS CIENTÍFICOS

Hoje, 08 de dezembro, eu estive no Instituto de Medicina Nuclear do HC, participando de uma pesquisa sobre imagens em processo de Esclerose Múltipla. Eu teria que realizar a tradicional Ressonância Magnética e também o novo PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons), dai a comparação das imagens geradas pelos dois, desenhariam uma ideia de limites para esses exames. Essa pesquisa está sendo realizada pela neurologia da USP e por um grupo de pesquisadores holandeses. Para atender aos critérios internacionais, todo o procedimento obedeceu rigorosamente e uma série de protocolos científicos, e como hoje não era nosso dia de sorte, acabamos nem conseguindo realizar o proposto. Ficou para o ano que vem, mas mas uma observação que não posso deixar de fazer é sobre a seriedade dos pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP, coisa que eu já sabia da minha experiência clinica (pois me trato com sucesso por lá há 13 anos). mas não os tinha visto atuar como pesquisadores. Achei sensacional !

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Retrospectiva 2017 (1o. semestre)

Como já é tradição no Pequenidades, lá se vai a retrospectiva do ano, dessa vez muito antes dele terminar (eu realmente acho que nada de muito interessante vai me acontecer por enquanto), mas mesmo assim ficou tão  grande que tive que dividir em 2 postagens,  então vamos lá com a do primeiro semestre, semana que vem posto a parte 2 :
 JANEIRO 
Comecei o ano ouvindo muita música no Instrumental Sesc Brasil e acho que o primeiro semestre a trilha sonora e as baladas foram a partir disso. Me apaixonei em janeiro, demais e realmente acreditei que ia dar namoro... enfim. Assisti a minissérie Dois Irmãos e fiquei imensamente tocada, especialmente com a participação do Irandir Santos, fazendo o papel do primeiro brasileiro, mistura de tudo, filho de ninguém, mas que observa tudo, sempre.
Irandir Santos em "Dois irmãos"
FEVEREIRO
Em fevereiro, enfim, eu vi um show do Beto Guedes, super emocionante, claro... abrindo os shows dos sonhos que assisti em 2017. 

Beto Guedes no Sesc Pinheiros
Depois teve o Carnaval, e o Bloco Tarado Ni você, espalhando Caetano pelas ruas do centro e também no Sesc Vila Mariana, me diverti super! 
Tarado Ni você no SESC Vila Mariana
Porque eu ainda estava concluindo o pós-doc, nesse mês eu também publiquei  alguns textos, fossem resenhas como  A Hora da História das crianças, que é do livro de Benjamin que eu amo! Ou artigos mesmo, como aquele sobre o conteúdo do curso que ministrei na UFMG em 2016, texto que eu chamei   A Indagação da História nos manuscritos literários de Guimarães Rosa, ou mesmo o artigo sobre a representação infantil  nas estórias  no artigo  Novas representações 'femeninas' de crianças  em Guimarães Rosa 
Março
2017 foi o ano dos shows. Continuando o percurso dos shows, assisti ao Baile do Almeidinha, com Hamilton de Holanda, que é um baita instrumentista, adorei, dancei, me diverti demais! Assisti, pela primeira vez, um show do violeiro Neymar Dias e foi um presente que a vida me deu, especialmente por descobrir como ele é uma pessoa amigável, carinhosa e de deliciosa convivência.
Chamada para o show do Neymar Dias no Espaço 91
Chorei muito  de saudade do meu pai. Se pudesse choraria todo dia por esse motivo, enfim.Vi o show do Hermeto Pacoal com Heraldo Dumont... fui muito feliz ouvindo música boa em março.
Abril
Aquela paixão de janeiro deu errado e eu fiquei muito ocupada escrevendo o relatório final do pós-doc, foi duro, eu escrevia e chorava porque não foi, mesmo, como eu gostaria que tivesse sido, mas foi... fiz um balanço da minha trajetória, percebi que foi sempre uma busca pela interdiciplinaridade, algo cada vez menos valorizado, infelizmente. Nesse mês fui a Aparecida, vem a Coongada invadir a basílica mais uma vez e tipo pirei... que coisa linda que é isso!
Congadas entrando no Santuário Nacional de Aparecida
Maio

Continuei maluca com Pedro Bloch e o relatório final do pós-doc, minhas postagens foram quase todas sobre isso em abril.

Entrevista de Pedro Bloch para a Revista Veja em 8 de out 1997.
Afora isso, teve o falecimento do Antonio Cândido, o que eu lamentei profundamente, afinal ele é a alma da FFLCH.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Mamãe Oxum, desconhecimento e hipocrisia moral

Vou contar uma história meio absurda, mais um  caso de censura  hipócrita no Facebook. Esta manhã fui bloqueada por 24 hora por ter postado  a imagem deste quadro representando a orixá Oxum, de peitos vastos que amamentam e espelho. Eu queria pegar a referência do autor no grupo Filhas de Oxum, mas não consegui mais acessar. Só que o Face, desrespeitando as religiões afro brasileiras, julgou ser um atentado ao pudor. Quanto retrocesso e burrice!
Não se trata de uma ofensa, é uma bela  imagem de cunho religioso, nela o nu não aparece erotizado, mas a onda retrógrada que toma conta do Brasil dissemina a burrice, só isso! Mostrar os seios, só pode na TV, né? 
Eu apaguei a imagem para me desbloquearem, mas escrevi para eles explicando que considerei um desrespeito aos preceitos e símbolos da religião afro brasileira. Intolerância e desconhecimento religioso não!
Oxum

terça-feira, 21 de novembro de 2017

ORGULHO NEGRO E JORGE BEN

No fim de semana teve a festa Primavera eu te amo, na Casa das Caldeiras, super alto astral.

Nesta festa estavam  vendendo vinis.  Eu nem tenho vitrola, mesmo assim dei uma olhada e encontrei esse álbum original do Jorge Ben 
O Bidú  -silêncio no Brooklin  (1967)

Ai eu  peguei o disco e perguntei  quando custava, porque este é um dos albuns do Jorge que eu mais ouço e para mim esse álbum não tinha preço... Então  o  vendedor, negro como nós, respondeu todo emocionado algo assim :
"Para mim Jorge Ben também não tem preço."
E me mostrando fotos no celular, completou: 
"Eu estive lá no show dele na sexta feira, e a cada música que ele ia tocando eu ia chorando de emoção, mais e mais".
Eu me arrepiei toda nessa hora, e pensei que , ao contrário do que eu mesma supunha e que era a intenção de propagar, os negros sabem e sentem sim o tamanho da importância de Jorge Ben para a cultura negra do Brasil. 
Obrigada Jorge! Muito obrigada!

domingo, 19 de novembro de 2017

"Pletora de alegria Um show de Jorge Ben Jor" Caetano Veloso

Sexta feira dia 17 de novembro realizei um dos meus três desejos para o ano de 2017: Fui a um show de Jorge Ben no Espaço das Américas. E fui uniformizada, porque fã é um saco! kkkk Antes teve o show do Criolo, que também foi lindo, mas desse eu falo depois, agora é só o Jorge. Eu, que duvidava que ELE viesse para eu assistir, veio e foi delicioso , como nas palavras de Caetano: pletora de alegria! Em um momento, eu disse Eu : Não estou acreditando que o Jorge Ben está tocando guitarra em Mais que Nada, bem na minha frente! Larissa, ao meu lado, : Mas ele está! MORRI!

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

A semântica da nobreza negra de Jorge Ben


Lembra aquela história de que a  nobreza negra em Jorge Ben está cantada em pequenos detalhes quase que  imperceptíveis? Então...

Eis que me aparece Umbabarauma, o ponta de lança decidido:

Ai, quando ele canta junto com o Mano Brown narrando um gol do Serginho Chulapa pelo Santos , temos o ponta de lança negro em ação:  vários significados, toda uma mitologia ... a semântica de Jorge é um tesouro! <3 font="">