Pela manhã acompanhei
uma mesa redonda sobre a pesquisa em torno da autora Carolina Maria de Jesus e
foi maravilhoso acompanhar o trabalho de três excelentes pesquisadoras, quase
uma tentativa de fazer um mapeamento genético de Carolina, na mais condizente
com um evento de Crítica Genética
O simpósio da tarde foi
bastante enriquecedor acompanhar trabalhos de pesquisadores sobre crítica
genética e processo de criação nas artes. Observei nesse grupo como, algumas
vezes, dependendo do objeto a ser investigado, apenas as referências da critica genética não dão
conta de, sozinhas, oferecer uma base teórica robusta para discussões como
sobre a origem da criação, por exemplo, onde se pensa em elencar teóricos mais
pesados, como Walter Benjamin e Martin Heidegger.
Mais à tarde fiz minha primeira
aula da Oficina “Arquivos e processos de criação: literatura, teatro e dança”,
ministrada pelas arquivistas Mabel Mota e Ivana Severino. Claro que eu, como
pesquisadora do arquivo pessoal de Guimarães Rosa, usava sempre as
categorizações indicadas pelo pessoal do IEB, mas foi muito bom saber como se
faz para pensar em categorizar um arquivo
que não foi catalogado, foi muito útil.
DIA
26 de março
Na primeira parte do
dia eu achei que não ia poder ver nada, pois tive que acompanhar minha mãe no
ICEPE , mas como o evento é online, consegui ouvir a palestra do professor e
escritor Luis Antonio de Assis Brasil (PUCRS). Essa eu estranhei um pouco,
porque o congresso é de Crítica Genética e arquivologia,
estava tudo indo bem na analise dos processos de criação e queremos ouvir sobre
trabalhos com acervo e manuscritos, uma palestra sobre gênero literário achei
fora do Tom. Mas tudo bem. Depois, já no caminho de
volta para casa, fui acompanhando o congresso via celular e tive o que eu
queria ver em doses cavalares no simpósio da tarde, quando começamos ouvindo
uma pesquisadora portuguesa falar do acervo do poeta Pedro Homem de Melo. Em
seguida ouvimos pesquisadores do Piauí, como a professora
Começamos
com a professora Raimunda Celestina Mendes da Silva (UESPI-PI/NEMA) e seus
alunos pesquisadores do acervo do poeta Antônio Francisco da Costa e Silva, representante
da bela cidade de Amarante, no interior do Piauí.
Depois assisti a aula
final da oficina sobre arquivologia, o que foi delicioso! É sempre a minha intenção
voltar a trabalhar em arquivos, no arquivo de Rosa, especificamente, pois é um
trabalho delicioso.
Mas tínhamos ainda a palestra de encerramento do
evento e foi com chave de ouro: os meus mestres em crítica genética Phillipe
Willemart e Roberto Zular, que me ensinaram tudo sobre a área. Na palestra de Willemart
sobre a ideia de rasura como uma forma de repensar e nos proteger no mundo dos algoritmos,
muito bonito. E foi ótimo ouvir novamente Zular, meu ex professor e componente
da minha banca de doutorado, fazia tanto tempo! Foi muito emocionante
No final, o evento artístico
cultural nos trouxe uma apresentação do músico Zé Roraima, residente em
Teresina, que tocou um repertório local muito bom.
Fique bem cansada em
acompanhar o congresso, mas foi delicioso, eu realmente gosto dessa vida de
pesquisadora!
CERTIFICADOS 22 de junho
No dia 22 de junho chegaram meus certificados. Fiquei muito feliz de ter participado desse congresso em abril, falando de novo sobre minha paixão (cadernos literários de G. Rosa e as Meninas), mas apresentando material ainda inédito (um desenho infantil muito expressivo) que tinha guardado da pesquisa do doutorado! Acho que gostaram, eu gostei muito.
O mais interessante foi que assisti todo o Simpósio, do começo ao fim, mesmo que muitas vezes, acompanhava minha mãe no hospital, fazendo consultas e exames pré cirúrgicos, tomando vacina... foi excelente ter podido fazer tudo simultâneo.
Sobre o mini curso de arquivologia, sempre aprendendo um pouco mais. Claro que não vou classificar nenhum documento de arquivo (os arquivologistas já fazem isso), mas serviu para que eu entendesse melhor as classificações dos documentos do arquivo IEB.
É uma área que eu adorei conhecer no doutorado, quem sabe um dia ainda volto a me dedicar a ela!
Obrigada a Universidade Federal do Piauí, obrigada ao Nema! No próximo, quem sabe, posso ir presencialmente!
