Há alguns dias, critiquei AQUI o início da segunda temporada de Monstros (de Ryan Murphy e Ian Brennan), sobre os irmãos Lyle Menendez e Erik Menendez, e disse que não continuaria assistindo. Pois bem: continuei, terminei e preciso voltar atrás.
Assistir com as vozes originais salvou minha avaliação das atuações de Nicholas Alexander Chavez (Lyle) e Cooper Koch (Erik).
Fui injusta ao criticar o roteiro. Ele mergulha fundo na dinâmica dos irmãos, no impacto do pai José Menendez (Javier Bardem) e nas frustrações da mãe Kitty Menendez (Chloë Sevigny).
A série ganha muita força na fase dos tribunais, especialmente pela atuação marcante de Ari Graynor como a advogada Leslie Abramson.
A produção não nega a brutalidade do crime cometido pelos irmãos, mas humaniza a história ao trazer à tona os anos de abuso que sofreram. O roteiro levanta dúvidas incômodas: o abuso justifica o assassinato? Terem passado décadas de sua juventude na prisão bastam como punição?
No fim, a experiência também me trouxe uma lição pessoal: nunca mais comento séries, filmes ou livros antes de terminar.
Dito isso, o veredito para a história dos irmãos Menendez é: APROVADA.

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