CORINA (2025), México, direção de Urzula Barba Hopfner. O filme conta a história de uma revisora de livros de 28 anos que sofre de agorafobia (pânico de sair de casa) e é obrigada a circular pela cidade para tentar corrigir um erro que cometeu, contando com a ajuda de alguns amigos nessa jornada de superação.
Assisti no Prime, por indicação de uma querida que divulga filmes latino-americanos, e achei bem ok. Para mim, o maior impacto foi visual. Embora Corina recuse estar na rua e em contato com as pessoas, tudo ao seu redor é muito iluminado, quente e bonito. Os lugares e personagens são alegres, cheios de cores harmoniosas que não costumo ver com frequência no cinema disponível nos streamings, especialmente nos filmes norte-americanos. Ponto positivo.
Embora a premissa seja interessante, ela se desenvolve de forma um tanto truncada, talvez refletindo a própria limitação imposta pela fobia de Corina. O fato é que o roteiro abre vários caminhos narrativos, mas não desenvolve nenhum deles plenamente. Os amigos da lanchonete que a ajudam, por exemplo, encontram maneiras comoventes de se comunicar com ela, mas simplesmente passam por sua vida e logo são descartados. Não sabemos quem são nem por que se dedicam tanto a ajudá-la. É possível que a diretora esteja tentando reproduzir a experiência fragmentada de quem sofre de agorafobia, mas, para mim, isso não funcionou muito bem.
Mesmo sendo simpática a trama da revisora que é, no fundo, uma escritora frustrada e reescreve os finais dos romances que revisa, geralmente melhorando-os, no conjunto achei um filme apenas ok.

