Divulgando o evento com minha amiga e também historiadora da Cultura da criança Patricia Tavares Raffaini ... que estiver no Rio e se interessar pelo tema não deve perder .
terça-feira, 5 de abril de 2016
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Toc Bloc, Toc, Bloc
Depois do espetáculo do Crianceiras eu ouvi um pai brincar com seu pequenino : toc ploc toc ploc e ambos riram muito, compartilhando diversão! Coisa mais linda do mundo!
Me lembro do texto "Diversão partilhada: humor e ironia" publicado no livro "Explorando o discurso da criança", no qual vários pesquisadores analisam o surgimento do humor. Em um exemplo, um menino de 2 anos na época, interage muito com o pai para produzir humor e o texto afirma que isso acontecia facilmente muito porque o pai é uma pessoa de extremo bom humor, estava sempre soltando uma piada, dai eles se unirem muito na diversão compartilhada ). Amo demais!Em tempo, o poema de Manoel de Barros :
Prefiro as linhas tortas como Deus - Manoel de Barros
Prefiro as linhas tortas como Deus. Em menino eu sonhava de ter uma perna mais curta (Só pra poder andar torto). Eu via o velho farmacêutico de tarde, a subir a ladeira do beco, torto e deserto... toc ploc toc ploc. Ele era um destaque.
Se eu tivesse uma perna mais curta, todo mundo haveria de olhar para mim: lá vai o menino torto subindo a ladeira do beco toc ploc toc ploc.
Eu seria um destaque. A própria sagração do Eu.
Não é por me gavar
mas eu não tenho esplendor.
Sou referente pra ferrugem
mais do que referente pra fulgor.
Trabalho arduamente para fazer o que é desnecessário.
O que presta não tem confirmação,
o que não presta, tem.
Não serei mais um pobre-diabo que sofre de nobrezas.
Só as coisas rasteiras me celestam.
Eu tenho cacoete pra vadio.
As violetas me imensam.
Se eu tivesse uma perna mais curta, todo mundo haveria de olhar para mim: lá vai o menino torto subindo a ladeira do beco toc ploc toc ploc.
Eu seria um destaque. A própria sagração do Eu.
Não é por me gavar
mas eu não tenho esplendor.
Sou referente pra ferrugem
mais do que referente pra fulgor.
Trabalho arduamente para fazer o que é desnecessário.
O que presta não tem confirmação,
o que não presta, tem.
Não serei mais um pobre-diabo que sofre de nobrezas.
Só as coisas rasteiras me celestam.
Eu tenho cacoete pra vadio.
As violetas me imensam.
Espetáculo Crianceiras e Manoel de Barros
No sábado, dia 02 de abril, assisti ao sensacional espetáculo da trupe Crianceiras, a partir da poesia de Manoel de Barros. Foi muito mais que lindo, o trabalho é muito bom, eles tocam, cantam, atuam... alimentam a imaginação da melhor forma. Imagina uma criança!
A maioria das crianças era pequena e tiveram que colocar uma almofada na poltrona para elas sentarem e poderem enxergar! Me encantou que todas tivessem ficado bem comportadas, como se já estivessem habituadas a esse tipo coisa.
No espetáculo o condutor Marcio de Camilo toca, conversa, dança... o cenário é composto pelo que ele chamou de iluminuras, com as quais a trupe toda interage o tempo todo, tornando os desenhos ainda mais mágicos para os olhos infantis.
Eles tocaram todas as músicas do disco sobre Manoel de Barros, e também outras músicas lindas. Os momentos que as crianças mais interagem são aqueles que os desenhos saem para o palco, viram garça, viram jacaré - como a da garça que sai do desenho e vira uma moça vestida de branco, quando Sabastião aposta corrida com os peixes e com jacarés, esse que aparece no final, para interagir com as crianças ... muito belo, muito divertido.
O espetáculo vai ficar em cartaz por todas as manhãs de sábado no Sesc Consolação.
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domingo, 3 de abril de 2016
"Viagem numa peneira" Edward Lear
Sobre as canções nonsense de Lear eu já tinha comentado aqui...
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sábado, 2 de abril de 2016
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Literatura Infantil na Alemanha e no Brasil
Ouvir alemães e germanólogos falarem sobre Max e Moritz de Wilhelm Busch na última sexta lá no Instituto Goethe me mostrou que, embora a tradução do livro para o português de Olavo Bilac nos trouxe o Juca e Chico e esses também fortemente marcados na memória de infância de muitos brasileiros, aqui nós não temos relatos de uma importância cultural fundamental como os dos alemães (que leram Bush em um exemplar herdado , que já tinha sido lido por outras crianças da família)... essa cultura livreira tão arraigada eu não vejo acontecer por aqui. Posso estar enganada, mas continuo defendendo que, embora o livro infantil seja importante, no Brasil acontece de outra forma. Que forma? Eu não sei, mas se eu estudasse literatura infantil pensaria muito mais nisso...
quinta-feira, 31 de março de 2016
Documentário Vala Comum de João Godoy (1994)
Assisti na aula da professora Maria Aparecida de Aquino e nunca me esqueci da sensação de desolação ... é preciso que as pessoas conheçam essa verdade terrível.
Logo no começo, se alguma coisa lhe parecer familiar na descrição do contexto do golpe NÃO É MERA COINCIDÊNCIA.!
#BrasilContraOGolpe
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