segunda-feira, 6 de novembro de 2017

História africana sobre a criação do mundo


Ilustração de Valéria Saraiva, para o livro
 Bruna e a galinha d'angola, de Gercilga de Ameida

"- Vó, por que a Conquém (galinha d'angola) está junto com o pombo e o lagarto neste panô?
-Bruna, minha querida,conta a lenda da minha aldeia africana que estes foram animais que vieram ajudar a Conquém na criação do mundo e de meu povo. Conquém espalhou a terra quando desceu do céu para a Terra, o lagarto desceu para ver se a terra estava firme e o pombo foi avisar aos outros animais que já podiam descer para habitar naquele lugar. Esta é a história da criação do mundo que minha avó já me contava enquanto eu pintava panôs como este." 
Gercilga de Ameida no livro "Bruna e a galinha d'angola" (Rio de Janeiro, EDC e Pallas Editora, 2011)

sábado, 4 de novembro de 2017

Rappa Mundi, 20 anos depois


Ganhei esse disco quando completei 18 anos, há 20 anos e ouvido hoje percebo que ele  continua DEMAIS! É um disco para ouvir inteirinho, ainda agrada do começo ao fim.  Ouvindo todo eu percebendo que as críticas sociais continuam valendo tanto quando há 20 anos : a miséria da mendicância, o racismo, a violência do uso de armas... se fosse um disco lançado hoje, estaria super atual. Raridade isso!

domingo, 29 de outubro de 2017

Experiência da fé contra Intolerância religiosa



"A experiência do sagrado é uma experiência muito profunda, muito sincera, tem a ver com o sentido da vida, então quando você é limitado, quando você é violentado simplesmente por exercer a sua fé, é o seu íntimo que está sendo violentado, é a sua verdade mais profunda" Henrique Vieira (pastor e professor)


COMPARTILHE ESSA IDEIA!

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Leituras de Jessé Souza


Não vou entrar no debate a respeito do pensamento do Jessé Souza ou o seu papel como interprete do Brasil ou mesmo na História da esquerda brasileira, mas compartilho esta entrevista porque, como historiadora, acho sempre válido ler. Dela, me chamou especial atenção essa parte 
"Qual o tamanho da redução da desigualdade no Brasil durante os governos Lula e Dilma, período que você também dirigiu o IPEA ?A redução pra mim foi real, especialmente quanto aos aumentos reais do salários mínimo. Isso é que foi decisivo. E principalmente aqui no Nordeste, com o bolsa-família. Mas essas coisas, quando você só pensa no dado econômico, tornam pesquisas sempre mancas. Porque você não percebe coisas muito mais importantes. Mais importantes do que dinheiro é você abrir espaço para quebra de privilégios, romper privilégios. Por exemplo, você romper o privilégio do acesso ao ensino universitário é muito mais importante do que qualquer medição monetária dessa, porque você está abrindo espaço novo para o futuro e importante porque o conhecimento é o único capital efetivamente democratizado no contexto capitalista. E o fato do Governo do PT ter feito 400 escolas técnicas, várias universidades, aumentar de 3 para 8 milhões os estudantes, obviamente foi o motivo dele ter caído. Não tem nada a ver com corrupção. Se fosse corrupção essa classe média coxinha tinha saído agora às ruas. É óbvio, isso é método comparativo das ciências sociais. Se fosse corrupção agora, com comprovações muito mais explicitas… mas pessoas continuam soltas e a coxinhada estaria em peso nas ruas. Cientificamente não foi a corrupção. O que foi então ? Foi a redução da distância entre as classes. A corrupção é um mero pretexto."

Essa pergunta e a resposta certeira (porém dolorosa) de Jessé, evidenciando aquilo que vemos acontecer todos os dias no Brasil de Temer: a crise na educação brasileira é um projeto, como disse Ribeiro ... E foi ela, através da expansão e da facilidade de acesso ao ensino superior por classes mais baixas nos governos Lula e Dilma, que Jessé julga ter sido a responsável pelo maior esgarçamento da hierarquia social. 

É muito terrível ver que, pelo menos nessa parte, Jessé tem razão.

domingo, 15 de outubro de 2017

Os samples do Boogie Naipe

Gente, alguém já fez didaticamente o trabalho que venho tentando fazer artesanalmente desde dezembro de 2016, que é descobrir no disco solo do Mano Brown o que eu chamo de citações de canções clássicas do universo soul, da black music! Claro que esse vídeo  trata apenas de samples, e as citações vão além disso, estão nas letras, no discurso, etc, e para eu tentar  identificar  isso, tenho que ouvir muita black music, no Brasil e fora, e é uma delicia identificar porque esse disco do Brown não é brincadeira, não ... divirtam-se!

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

TAREFA : Seleta de canções de Jorge Ben


Esta manhã me pediram uma lista com as 12 músicas de Jorge Ben que eu mais ouço. Tarefa difícil já que nem o melhor disco consigo escolher, então precisaria ser cirúrgica... no fim, a muito custo,  consegui uma lista 36 canções (sim, 3 vezes mais do que foi solicitado)A lista bruta , sem hierarquia, saiu assim. Nos nomes têm os links no Youtube e ao lado anotei as versões dos álbuns e a data.
Divirtam-se!

1 - Mas que nada (versão Samba Esquema Novo 1963)


2 - Zumbi/ África Brasil (versão África Brasil 1976)


3 - Umbabarauma (versão A Banda do Zé Pretinho 1978)


4 - Zagueiro (versão Solta o Pavão 1975)


5 - O telefone tocou novamente (versão Força Bruta 1970)


6 - Se segura malandro (versão Solta o Pavão 1975)


7 - Que nega é essa (versão Ben 1972)


8 - Chica Silva (versão África Brasil 1976)


9 - O homem da gravata florida (versão A tábua de esmeralda 1974)


10 - Amor De Carnaval (versão O Bidú- O Silencio No Brooklin 1967)


11- Nascimento De Um Príncipe Africano (versão O Bidú- O Silencio No Brooklin 1967)


12 -Jovem samba (versão O Bidú- O Silencio No Brooklin 1967)


13- Tôda colorida (versão O Bidú- O Silencio No Brooklin 1967)


14 - Cuidado com o Bulldog (versão Solta o Pavão 1975)


15 - O namorado da viúva (versão A tábua de esmeralda 1974)


16 – Zazueira (versão Jorge Bem Jor acústico MTV 2002)


17 -Negra zula (versão Negro é lindo 1971)


18 -W Brasil (versão Jorge Bem Jor acústico MTV 2002)


19 - Menina mulher da pele preta (versão A tábua de esmeralda 1974)


20- Quem mandou (pé na estrada) (versão Ogum Xangô 1975)


21- Jorge da Capadócia (versão Solta o Pavão 1975)


22- O vendedor de bananas (versão 10 anos depois 1973)


23 -Minha menina (versão sinlge 1968)


24 - Cadê Tereza (versão Jorge Ben 1969)


25 –Criola (versão Jorge Ben 1969)


26 -As rosas eram todas amarelas (versão Ben 1972)  


27 - A minha estrela é do oriente (versão A Banda do Zé Pretinho 1978)


28 - Amante amado (versão A Banda do Zé Pretinho 1978)


29 - A banda do Zé Pretinho (versão A Banda do Zé Pretinho 1978)


30 - Jazz Potatoes (versão Jazz potatoes – Rarity 1973)


31- Cosa Nostra (versão Single Jorge Ben e Trio Mocotó 1971)


32- Por causa de você menina (versão Samba Esquema Novo 1963)


33 - Que pena (versão Jorge Ben 1969)


34 - A tamba (versão Samba Esquema Novo 1963)


35- Ualá Ualalá (versão Samba Esquema Novo 1963)


36- Charles, anjo 45 (versão Jorge Ben 1969)