Vocês já ouviram alguma faixa destes discos com versões de músicas para bebês? Adoro esta capa, com bebês fantasiados ao modo barroco (rs) É que ouvir música de qualquer tipo é muito importante desde a gestação, pelo que pelo que eu entendi deste texto explicativo aqui. Já ouvi falar de estudos sobre os benefícios de ouvir música clássica para bebês, pois elas estimulariam o desenvolvimento cognitivo infantil. Por isso que agora já temos vários discos que apresentam versões de todo tipo de música para bebês! Nestes discos, escolhem algumas peças do tema escolhido (popular ou clássico) que poderiam melhor desenvolver a cognição dos bebês... é uma gracinha.Mesmo eu, já velha para isso, adoro escutar de vez em quando! Com esta gravação abaixo (que devo explicar para não causar confusão, não está naquele disco cuja capa ilustra este post, mas sim nesta capa que ilustra o vídeo) eu até vejo um bebezinho escutando e se deleitando com o clima mágico da música:
domingo, 9 de dezembro de 2012
Bach para bebês
Vocês já ouviram alguma faixa destes discos com versões de músicas para bebês? Adoro esta capa, com bebês fantasiados ao modo barroco (rs) É que ouvir música de qualquer tipo é muito importante desde a gestação, pelo que pelo que eu entendi deste texto explicativo aqui. Já ouvi falar de estudos sobre os benefícios de ouvir música clássica para bebês, pois elas estimulariam o desenvolvimento cognitivo infantil. Por isso que agora já temos vários discos que apresentam versões de todo tipo de música para bebês! Nestes discos, escolhem algumas peças do tema escolhido (popular ou clássico) que poderiam melhor desenvolver a cognição dos bebês... é uma gracinha.Mesmo eu, já velha para isso, adoro escutar de vez em quando! Com esta gravação abaixo (que devo explicar para não causar confusão, não está naquele disco cuja capa ilustra este post, mas sim nesta capa que ilustra o vídeo) eu até vejo um bebezinho escutando e se deleitando com o clima mágico da música:
Marcadores:
Bach para bebês,
Bebês,
CRIANÇAS,
MÚSICA
sábado, 8 de dezembro de 2012
O Amor acaba - Paulo Mendes Campos
Peguei o texto completo de Paulo Mendes Campos (que sempre adorei) e a imagem de Eleonora Campos deste site aqui.
"O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de
teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro
onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva
contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas
o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à
alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema,
como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de
solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia
dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do
colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do
cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços
torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no
elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de
casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas
ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se
habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o
amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois
de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado,
às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de
ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos
refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que
desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível
no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos
roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de
nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba;
no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor
pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo,
dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes,
e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma
música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas
vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas
encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra,
e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando
em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu
a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às
vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que
continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às
vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com
doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade;
o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no
abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os
lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor
acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor
acaba.
"
Texto extraído do livro "O amor acaba", Editora Civilização Brasileira – Rio de Janeiro, 1999, pág. 21, organização e apresentação de Flávio Pinheiro.
Marcadores:
crônica,
o Amor acaba,
Paulo Mendes Campos
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Como um simples mortal atige a perfeição?
Está claro que para se tornar perfeito só é preciso morrer. Se isso acontecer com impressionanes 104 anos, a pessoa vira mesmo quase um santo. Estive procurando, desde que recebi a notívia da morte de Oscar Niemeyer, um comentário crítico sequer sobre seus feitos. Quase não há. Mas achei este texo da Renata Falzoni no site da ESPN , com o qual concordo ...
Marcadores:
homenagens,
MORTE,
Oscar Niemeyer
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Literatura
"A literatura é hoje a fonte a partir da qual os mitos se fertilizam, brotam, da qual fluem e invadem as almas. Ela é a Grande Lira do homem moderno, tal qual Orfeu. Enquanto ela tocar, teremos conforto para o frio, o escuro, a solidão e a insônia dos tempos hostis. Ela nos conduzirá sempre para a vitalidade pujante dos inícios, lá onde o poeta proclama, a cada nova vez e sempre." ♥ N. Sevcenko. Dicionário de Mitos Literários . Org, Pierre Brunel, 1998.
Marcadores:
literatura,
mitos,
Nicolau Sevcenko
domingo, 2 de dezembro de 2012
Ainda sobre Steven Pinker
Para escrever meu projeto de doutorado em 2009 meu orientador me recomendou a leitura deste livro. Sobre ele escrevi este post, destacando que tantas vezes lembrava dele nas aulas de Semiótica de Luiz Tatit. Mas agora, apesar do nome sedutor e da intenção de parecer descontraído, o que me lembro é que esta foi uma das leituras mais árduas do doutorado todo! (rs) Não só porque o livro é enorme (ele para de pé sozinho na estante), mas também porque estranhei sair do ambiente mental das ciências humanas, pareceu mais pesado. Apenas depois de algum tempo que fui ler Oliver Sacks e outros que resgataram a graça da reflexão sobre o cérebro humano, fazendo tudo parecer realmente delicioso.
Agora, já na fase final, resgatei algum suco no livro de Pinker (pouquíssimo em meio a um livro de 560 páginas), como quando ele aborda a língua dos bebês (foi o primeiro autor que li tratando deste tema, mas não foi o melhor). Para ele, criança ao falar faz escolhas dentro do que foi experimentado, pois não pode repetir todas as frases que ouviu, precisando
“extrair um conjunto de regras que lhe permitirá compreender e expressar novos pensamentos." (Pinker, 2008. p. 44-5)
Você, adulto, pode dizer que isso é um dos postulados mais básicos da linguística, né? Mas não chama a atenção que bebês, que nem entraram ainda no mundo oral, o exercitem ? Ainda citando Pinker:
Realmente uma questão para se pensar, porque nós adultos tendemos a achar (e às vezes até a exigir) que as crianças possuam a mesma percepção e condição que nós temos, o que é uma violência! As crianças são livres do comprometimento com a gramática dos adultos, e talvez seja por isso que elas conseguem desenvolver a linguagem tão rapidamente. Vejamos uma tirinha usada por Pinker:
Acho que comecei a torcer um pouco menos o nariz para este livro, o que pensam?
sábado, 1 de dezembro de 2012
Abraçaço (do e no) Caetano Veloso!
A capa do mais novo álbum de Caetano Veloso, assinada por FernandO Young
(não confundir com Fernanda Young, please), que representa o título do disco: um abraçaço!
Divulgando a capa tão significativa e carinhosa e a lista de faixas :
1. A Bossa Nova É Foda
2. Um Abraçaço
3. Estou Triste
4. Império da Lei
5. Quero Ser Justo
6. Um Comunista
7. Funk Melódico
8. Vinco
9. Quando O Galo Cantou
10. Parabéns
11. Gayana
2. Um Abraçaço
3. Estou Triste
4. Império da Lei
5. Quero Ser Justo
6. Um Comunista
7. Funk Melódico
8. Vinco
9. Quando O Galo Cantou
10. Parabéns
11. Gayana
Caetano Veloso, aquele lindo, comemora agora seus 70 anos, recheado de homenagens merecidíssimas e lançando seu último álbum intulado Abraçaço, termo que ele mesmo explica lindamente assim:
"— Abraçaço é uma palavra muito bonita e tem essa reverberação, parece um eco, mais ainda quando escrito, esse a-ce-cedilha duas vezes. É como se fossem círculos concêntricos de abraços, que vão se expandindo. Não é apenas grande ou maravilhoso como é um golaço, por exemplo. É expansivo. No disco, o abraçaço abarca desde cena íntimas até o fato que "o império da lei há de chegar ao coração do Pará". Caetano Veloso, entrevista ao Globo em novembro 2012.
Adoro quando Cae comenta música a música como nesta entrevista (coisa que ou ele nem sempre faz, ou eu que acabo nunca tendo acesso). Eu ouvi poucas coisas do novo disco por enquanto, mas quando ouvi a música "O Império da Lei" claro que identifiquei de imediato a referência ao assassinato da missionária Dorothy Stang em 2005 e, consequentemente, isso me fez relembrar do alerta do Willi Bolle na época : esse universo sem lei, onde até Deus, se vier, que venha armado, do Grande Sertão : Veredas, não está morto no Brasil do século XXI. É o Caetano tocando o dedo na ferida novamente, colocando-se, sem querer agradar...
Acho ótimo, e sintomático, termos um artista como Caetano no Brasil, que tem suas opiniões e não tem medo de remodelá-las, nem de ser polêmico em alguma parte do processo de reflexão. Pensa e faz pensar. Penso que precisamos de gente assim, por isso ele é meu "ídolo", afinal com ele não preciso concordar com tudo o que ele pensa ou faz (não é um modelo de vida), é um incentivador da reflexão ... e é um puta de um poeta! Agrada tantos e também desagrada na mesma medida. Quem precisa de unanimidades?
Marcadores:
Abraçaço,
Caetano Veloso,
canções,
Dorothy Stang,
entrevista,
POESIA,
Willi Bolle
Assinar:
Postagens (Atom)


