AI Artificial Inteligence : Eu tinha assistido a "AI" quando foi lançado e lembrava pouco, só do Pinóquio (amo) e de que chorei muito no final (como sempre quando envolve Spielberg e crianças). Desta vez, quase trinta anos depois, chorei novamente.
São muitas questões levantadas sobre robôs, amor e humanidade, pertencimento, direito à existência, temas caros à ficção científica, que nos relembram tantos outros filmes, como Blade Runner. Desde o início, o filme nos liga ao robô David (Harley Joel Osment, esse ator mirim excepcional que nem pisca nesse filme, o mesmo de O Sexto Sentido!), que foi projetado com amor incondicional e para todo o sempre e, depois, configurado para amar especialmente sua mãe, Mônica. Não consegue fazer outra coisa: mesmo depois de séculos, da morte e até do fim da humanidade, segue buscando ouvir dela "eu amo você, David", quase como se fosse um humano movido pelo desejo.
Gostei muito de reencontrar esse filme complexo e salientar que foi, sobretudo, uma grande homenagem póstuma de Spielberg ao seu amigo Stanley Kubrick, idealizador do projeto!

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