sábado, 28 de março de 2009

BOM EM "QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO?" É QUANDO TERMINA!



Como todos sabem, eu não ando emocionalmente muito bem: as “mortes” não acabam mais e o luto dói crescentemente. Aí ontem eu tinha que esperar a "bagatela "de 5 horas na Paulista, fazendo o quê? Restou o cineminha... Nem escolhi o filme, assisti o que o horário permitiu, nem pensei em escolher um melhor, nem nada... afinal eu estava no Playarte do Center 3, no qual SEMPRE TEM ALGUM ADOLESCENTE MALA, que fala e come pipoca o filme todo, não dando chance de você se concentrar no filme, puff! Mas eu ia ver "Quem Quer Ser um Milionário?", vencedor do Oscar, essa papagaiada toda, achei que ia dar até para ficar irritada com os teens... Nem deu, ao final concluí que ouvir o barulho das vozes e da pipoca na boca deles era mais legal que o filme! O filme tem todo um aspecto diferentão, admito, nele a pobreza aparece com cerca de um quilo a menos de maquiagem do que o normal, mas no fundo é um bom filme de Hollywood... (disse Hollywood, não Bollywood - onde são fabricados os filmes indianos – mundo que o filme ensaiou representar). Resumindo, o enredo é péssimo (mais um folhetim!), os atores são péssimos e feios quando adultos (o que foi claramente comentado pelos teens ao final da sessão), e além da pobreza com mais cara de realidade, o que se salvou do filme foi a dança indiana, meio Michael Jackson Trhiler brega e divertida no final, isso sem falar do belo lenço amarelo da mocinha!
Assim não dá pra uma moça que optou não ir ao cinema desde uns aninhos voltar ao hábito! Tô péssima, né? 100% fechada para a vida! Sorry!Se você está melhor que eu, encare o final do filme:

quinta-feira, 26 de março de 2009

Mais um link do Cadernos de Saramago

Desta vez ele escreve sobre a questão racial. O texto é excelente, mais uma vez...

quarta-feira, 25 de março de 2009

SE EU QUISER FALAR COM DEUS...

E no começo desse ano eu não queria mesmo, eu quase deixei de acreditar nele!
Eu achei que eu tinha chegado ao fim da estrada, pois o findar não deu em nada do que eu pensava encontrar...Foi só uma fase na nossa busca por Deus, que o Riobaldo explicou (nesse trecho que o Boldrin fala nesse vídeo), mas especialmente na música do Gil, que sempre me emociona:Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus
Sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar
Se eu quiser falar com Deus

segunda-feira, 23 de março de 2009

PORQUE A GENTE NÃO SABE O LUGAR CERTO DE COLOCAR O DESEJO...

Que eu pensei em estudar Nelson Rodrigues, há uns anos atrás...
Achei esse vídeo maravilhoso, com a música de Caetano para a obra de Nelson...
Vejamos:

domingo, 22 de março de 2009

PRETINHOSIDADE

De 2006 para 2007 eu ouvia muito o disco da Martinália... gostava demais da música Pretinhosidade, por causa dela eu queria, desde 2007, achar alguém que visse aqui uma pretinhosidade...isso eu ainda não achei, mas no ano passado eu vi em alguém a maior pretinhosidade de todas! Mas ser vista, ainda não fui. Quando eu ouço novamente essa música me dá até uma leve vontade de me abrir para isso de verdade de novo, mas aí olho aqui para dentro e tá tudo ocupado: tem que limpar e como eu falei para ELE ontem : NISSO DE DEIXAR ELE DE LADO EU SOU UM COMPLETO FRACASSO!
Então fico escutando:

sábado, 21 de março de 2009

JUSTO EU, QUE NUNCA GOSTEI DE CACHORROS...

É verdade, nunca gostei de cachorros ( barulhentos, invasivos e fedorentos demais...)
Entretanto eu tenho pensado que talvez eu estivesse há longos vinte e nove anos espeando a vinda do CÃO CONTANTE, personagem da Jangada de Pedra, o que leva embora a ponta do fio de lã azul da meia que Maria Guavaira tecia e quando volta, trás consigo Joaquim Sassa, o homem que consegue enxergá-la a partir de dentro, e descobre a mulher mais bonita entre todas, tão bonita que só mesmo ele ele poderia ter visualizado!
Novamente estória de Conto de fada, porque sem imaginação a vida só tem gosto amargo!
E também, os cachorros devem ter alguma coisa de bom, né?
Sei lá, por enquanto em minha vida, nada de cachorro, fio azul muito menos príncipe que descubra algo de realmente belo no meu mundo!

terça-feira, 17 de março de 2009

DEIXANDO AS MARCAS DO PROCESSO...

Ainda sobre a revisão da minha dissertação de mestrado, assistindo ao vídeo da defesa e lendo as considerações à margem da cópia da professora Susana, percebi que eu não defendi uma idéia maravilhosa que eu tentei exercitar, mas não me ocorreu explicar no dia. Vejamos do que eu estou falando:
A professora dizia que eu levantava muitas questões, mas não me aprofundava em nenhuma delas! Isso eu esperava que alguém dissesse e tinha a resposta pronta na língua : Uma dissertação de mestrado tem como objetivo indicar portas possíveis para a continuidade nas pesquisas sobre o tema e não entrar em alguma delas para aprofundamento, até pelo pouco tempo disponível. Desenvolver as hipóteses ficaria para outos trabalhos, meus (ao que tudo indica meu doutorado vai ser o desenvolvimento de uma das possibilidades levantadas em meu mestrado), mas também podem ser idéias para o trabalho de outras pessoas, eis a pesquisa científica. Certo, ela compreendeu.
Mas uma coisa que ela perguntou e eu achei tão surpreendente que nem respondi direito foi: "Você escolheu as três estórias de tutaméia sobre as quais se debruçar porque elas tratam do tema da migração?"
Eu respondi que não, e não mesmo eu só fui descobrir que elas três tratavam da migração depois de longo caminho de tradução e interpretação do texto de Rosa, inicialmente os meus motivos foram outros... Aí, como eu vejo no vídeo, expliquei porque tinha escolhido aquelas estórias e o assunto foi para outro lado, então acabei deixando de responder algo legal: O que aconteceu foi uma coisa que seria esperada de uma historiadora ginzburginiana (como um dia eu irei ser): Não parti com idéias previamente definidas (tipo escolher os textos porque sei que eles apresentam determinado elemento...) , fui descobrindo seus elementos e estabelendo conexões ou rupturas ao longo da pesquisa. Claro, como boa aprendiz de Ginzburg, não apaguei essas marcas no meu texto. A idéia era que não restasse dúvida nenhuma sobre o fato daquilo ser uma narrativa produzida em um determinado momento de uma pesquisa na área de história, por isso comento abertamente as dificuldades encontradas, as perguntas que não foram respondidas ainda e a narrativa não é propriamente linear, com começo meio e fim concebidos previamente e com ligações previamente demarcadas...como ela é um texto científico, suas conclusões são sempre passíveis de questionamentos ou mesmo de superação.
É por isso que algumas recomendações feitas pela professora eu não acatei (como a indicação de algums obras que, no momento em que pesquisa estava sendo feita eu não tomei contato e seria leviano da minha parte indicá-las como se eu as tivesse estudado e considerado que não eram passíveis de comentários maiores...
Como estamos vivos para que possamos formular nossas narrativas pessoais, bastente singulares, que também chamamos História, esta dissertação deve ser precisamente um retrato da Camila, a moça que entre os anos de 2000 e 2009 estudou História e Tutaméia e ninguém mais a faria como eu a fiz, com os mesmo momentos brilhantes e rasos, com a mesma paixão ou indignação.
Tenho dito.