Com muita sorte consegui assistir algumas aulas do livro mais importante para mim o "Primeiro Caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade":
Na gare da infância temos expressão muito infantil, só algumas lembranças inesquecíveis - memória dos camisolão, do jarro, etc; na adolescência o sintético Oswald nos deixa sem saber o que dizer: é um poema pelo não dito (reforçado pelo casal de aparência não muito jovem e de costas); a gare da maturidade apresenta um poema ready-made (que utiliza um convite real onde o poeta Oswald enxerga o lirismo existente na vida adulta "sr + sra e bebê") com um desenho de bercinho e, enfim, a velhice, onde vemos um desenho muito intrigante : todo mundo relaciona o chinelo ao avô, mas se olharmos bem, ele é todo desenhado, como se fosse infantil... seria uma junção das duas "gares"? Genial!
Afinal, estamos falando de um Caderno Escolar... que começa com o poema que Haroldo de Campos teria chamado de o mais sintétic da Literatura brasileira (rs), o famosíssimo:
Acho muito bom e sinto muito que Oswald seja um renegado entre os modernistas... é preciso muita humildade e inteligência para compreendê-lo minimamente.Acho que precisamos devorar Oswald, não?



