FRANKENSTEIN (2025): Assisti ontem, na Netflix, ao filme mais recente do meu queridinho Guillermo del Toro e gostei, claro, mas confesso que, entre seus trabalhos do diretor que assisti mais recentemente, esse foi o que menos me agradou. Inclusive do ponto de vista visual.
Não posso dizer nada sobre a adaptação, porque nunca li o romance de Mary Shelley. Falando apenas do filme, ele me parece mais um belo épico dramático do que propriamente um filme de terror. Aliás, o elemento de horror foi bastante suavizado.
Começando pela criatura, que, mais do que uma figura gótica composta por pedaços de cadáveres, é um LINDO (como as criaturas dos filmes de DelToro vostumam ser), construído para conquistar nossa simpatia, mesmo sendo algo que, em teoria, jamais deveria existir.
O foco desta adaptação está em outras questões centrais da história: a complexa relação entre criador e criatura, o sentimento de não pertencimento, a solidão e a busca por aceitação.
Muito para além de Frankenstein, o interessante de ter visto essa obra nessa deliciosa jornada de Del Toro que estou atravessando , foi me deparar com uma adaptação que privilegia menos o medo e mais a humanidade dos personagens.
