sábado, 7 de março de 2009

PROCURANDO O SENTIDO DA VIDA EM OUTROS PLANETAS ...


Essa imagem deslumbrante, traz a sensacional legenda :
"O foguete Delta II partiu levando a Kepler em busca de outros planetas como a Terra".
Isso me lembrou o Pequeno Príncipe, que viajou por outos planetas em busca do que era seu, de um lugar ao qual pertecesse, mas descobriu que o sentido de dua vida estava mesmo no seu país, no que ele sentia como dele.

Eu gostaria de viajar pelo espaço, em busca de ou outro planeta que fosse semelhante ao meu pessoal, quem sabe um dia, não é?

sexta-feira, 6 de março de 2009

POR QUE FOI TÃO BOM?

Daqui alguns dias eu defendo meu mestrado em História, sobre Tutaméia.
Termino com certa melancolia, saudade grande de tudo de bom que foi. E foi viu!
Com meu mestrado eu mergulhei fundo no universo de Guimarães Rosa, aquele autor que eu amava mas que, quando me formei em História, achava impossível estudá-lo, a não ser que eu mudase de departamento, ou que ficasse tentanto relações diretas entre Literatura e História. Como a segunda opção eu não faria de jeito nenhum, eu tentei a primeira e entrei no mestrado em 2005, pela Teoria Literária, mas logo vi que precisava voltar para casa e pedi transferência, a partir disso achei meu ninho com os pesquisadores de História da Cultura e comecei a viver toda a graça de estar no Mestrado: Apresentações, eventos, discussões, leituras inesquecíveis, O CEPE/USP,cursos fundamentais e, sobretudo, contatos, pois além de cérebros pensantes, somos também seres humanos.
Foram muitas risadas, muitas lágrimas (de emoção e de tanto rir), muita energia positiva e agora estou concluindo tudo e como disse eu orientador : AGORA É SÓ FESTEJAR !
E ESSA VISTÓRIA, SÓ EU SEI DE QUE TAMANHO É!

MEMÓRIA E CANÇÃO...

Ontem eu fui a terapia de manhã e depois fiquei esperando uma amiga no sofá do café da Livraria Cultura, por volta das 13 horas. Fazia muito calor, como sempre, e eu estava com uma energia levemente alegre, depois de muito tempo, nem lembro dede quando e não sei o que me trouxe essa brisa leve... só sei que ontem eu me dei conta dela quando no MP3 tocava a música que adoro da Elba Ramalho,como se alguma coisa me dissesse: "Você tem o mundo nas mãos, usufrua!"
Pena ter durando tão pouco, mas a memória e a canção (E por que não a ilusão?) permanecem:




terça-feira, 3 de março de 2009

URGENTE: ato contra a Folha de S.Paulo em 7 de março às 10 horas

"Em 17/02/2009, a Folha de S. Paulo publicou o editorial “Limites a Chavez” (http://www1.
folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1702200901.htm) desqualificando a Revolução Bolivariana de Hugo Chávez, em favor do regime militar no Brasil. Segundo o texto, “as chamadas ‘ditabrandas’ — caso do Brasil entre 1964 e 1985 — partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça”.

Uma enxurrada de cartas e e-mails de protesto foram enviados ao jornal. Segue trechos dos que foram publicados na coluna Painel do Leitor, e em seguida, a nota da redação, reiterando a sua posição em defesa da ditadura, e inclusive desqualificando as manifestações de indignação dos professores Fábio Konder Comparato e Maria Benevides.

Ditadura

“Golpe de Estado dado por militares derrubando um governo eleito democraticamente, cassação de representantes eleitos pelo povo, fechamento do Congresso, cancelamento de eleições, cassação e exílio de professores universitários, suspensão do instituto do habeas corpus, tortura e morte de dezenas, quiçá de centenas, de opositores que não se opunham ao regime pelas armas (Vladimir Herzog, Manuel Fiel Filho, por exemplo) e tantos outros muitos desmandos e violações do Estado de Direito.
Li no editorial da Folha de hoje que isso consta entre “as chamadas ditabrandas -caso do Brasil entre 1964 e 1985″ (sic). Termo este que jamais havia visto ser usado.
A partir de que ponto uma “ditabranda”, um neologismo detestável e inverídico, vira o que de fato é? Quantos mortos, quantos desaparecidos e quantos expatriados são necessários para uma “ditabranda” ser chamada de ditadura? O que acontece com este jornal?
É a “novilíngua”?
Lamentável, mas profundamente lamentável mesmo, especialmente para quem viveu e enterrou seus mortos naqueles anos de chumbo.
É um tapa na cara da história da nação e uma vergonha para este diário.”
SERGIO PINHEIRO LOPES (São Paulo, SP)

Nota da Redação - Na comparação com outros regimes instalados na região no período, a ditadura brasileira apresentou níveis baixos de violência política e institucional.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1902200910.htm


Ditadura

“Lamentável o uso da palavra “ditabranda” no editorial “Limites a Chávez” (Opinião, 17/2) e vergonhosa a Nota da Redação à manifestação do leitor Sérgio Pinheiro Lopes (”Painel do Leitor”, ontem). Quer dizer que a violência política e institucional da ditadura brasileira foi em nível “comparativamente baixo’? Que palhaçada é essa? Quanto de violência é admissível? No grande “Julgamento em Nuremberg” (1961), o personagem de Spencer Tracy diz ao juiz nazista que alegava que não sabia que o horror havia atingido o nível que atingira: “Isso aconteceu quando você condenou à morte o primeiro homem que você sabia que era inocente”. A Folha deveria ter vergonha em relativizar a violência. Será que não é por isso que ela se manifesta de forma cada vez maior nos estádios, nas universidades e nas ruas?”
MAURICIO CIDADE BROGGIATO (Rio Grande, RS)

“Inacreditável. A Redação da Folha inventou um ditadômetro, que mede o grau de violência de um período de exceção. Funciona assim: se o redator foi ou teve vítimas envolvidas, será ditadura; se o contrário, será ditabranda. Nos dois casos, todos nós seremos burros.”
LUIZ SERENINI PRADO (Goiânia, GO)

“Com certeza o leitor Sérgio Pinheiro Lopes não entendeu o neologismo “ditabranda”, pois se referia ao regime militar que não colocou ninguém no “paredón” nem sacrificou com pena de morte intelectuais, artistas e políticos, como fazem as verdadeiras ditaduras. Quando muito, foram exilados e prosperaram no estrangeiro, socorridos por companheiros de esquerda ou por seus próprios méritos. Tivemos uma ditadura à brasileira, com troca de presidentes, que não vergaram uniforme e colocaram terno e gravata, alçando o país a ser a oitava economia do mundo, onde a violência não existia na rua, ameaçando a todos, indistintamente, como hoje. Só sofreu quem cometeu crimes contra o regime e contra a pessoa humana, por provocação, roubo, sequestro e justiçamentos. O senhor Pinheiro deveria agradecer aos militares e civis que salvaram a nação da outra ditadura, que não seria a “ditabranda”.”
PAULO MARCOS G. LUSTOZA , capitão-de-mar-e-guerra reformado (Rio de Janeiro, RJ)

“Mas o que é isso? Que infâmia é essa de chamar os anos terríveis da repressão de “ditabranda’? Quando se trata de violação de direitos humanos, a medida é uma só: a dignidade de cada um e de todos, sem comparar “importâncias” e estatísticas. Pelo mesmo critério do editorial da Folha, poderíamos dizer que a escravidão no Brasil foi “doce” se comparada com a de outros países, porque aqui a casa-grande estabelecia laços íntimos com a senzala -que horror!”
MARIA VICTORIA DE MESQUITA BENEVIDES , professora da Faculdade de Educação da USP (São Paulo, SP)

“O leitor Sérgio Pinheiro Lopes tem carradas de razão. O autor do vergonhoso editorial de 17 de fevereiro, bem como o diretor que o aprovou, deveriam ser condenados a ficar de joelhos em praça pública e pedir perdão ao povo brasileiro, cuja dignidade foi descaradamente enxovalhada. Podemos brincar com tudo, menos com o respeito devido à pessoa humana.”
FÁBIO KONDER COMPARATO , professor universitário aposentado e advogado (São Paulo, SP)

Nota da Redação - A Folha respeita a opinião de leitores que discordam da qualificação aplicada em editorial ao regime militar brasileiro e publica algumas dessas manifestações acima. Quanto aos professores Comparato e Benevides, figuras públicas que até hoje não expressaram repúdio a ditaduras de esquerda, como aquela ainda vigente em Cuba, sua “indignação” é obviamente cínica e mentirosa.
http://www1.
folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2002200910.htm


Em virtude desta vergonhosa defesa da ditadura, haverá um ato contra a Folha de S.Paulo em 7 de março, sábado, às 10 horas. A manifestação vai ocorrer em frente à sede do jornal, na rua Barão de Limeira.

Este ato está sendo organizado pela organização não-governamental Movimento dos Sem-Mídia (MSM), fundada em 2007 e presidida por Eduardo Guimarães, e já conta com a adesão do Fórum Permanente de Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo, o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo, além de professores da USP e da Unicamp, e amplamente divulgado na rede (http://blogln.ning.com/forum/topics/proposicao-de-ato-publico-1, http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/02/441766.shtml, http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/benevides-vai-ao-ato-de-repudio-a-folha/
http://www.vermelho
.org.br/base.asp?texto=0&tipoTexto=2&desTexto=0&sintese=ok&cat=354&ex=hist)

Segue link de texto da Profa. Maria Victoria de Mesquita Benevides, publicado na Carta Capital desta semana: http://www.cartacap
ital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=8&i=3462

Link do Blog Cidadania, do Eduardo Guimarães: http://edu.guim.
blog.uol.com.br/arch2009-02-22_2009-02-28.html"

O Caderno de Saramago


Quando eu pesquisava José Saramago eu adorava os livros que ele escrevia, mas ele, como pessoa, me cansava um pouco porque ele sempre tinha alguma opinião polêmica a ser emitida, eu costumava brincar dizendo que se eu o encontrasse e perguntasse sua opinião sobre um briga de comadres da minha rua, ele a expressaria na hora! (rs)
Isso me cansava muito, até porque ele sempre foi muio claro, até um pouco previsível, em suas perspectivas... eu queria o mistério, o inacessível, aí chutei o balde e fui estudar Guimarães Rosa!
Eis que fiquei sabendo agora que o Saramago, depois da
Viagem do Elefante, agora também tem um blog, que chamou O Caderno de Saramago.
Achei que fez todo o sentido, afinal este senhor sempre quis expressar suas opiniões e para que servem os blogs, se não para isso? Linkei ele aqui no
Pequenidades e vou acompanhar suas postagens, mas se eu bem me conheço, vai ser ruim de eu ficar acessando todo momento... o trauma foi grande!
Até o momento ele, pelo que dei uma observada, no auge dos seus 87 anos e recentemente saído de um sério problema de saúde que deu origem ao seu último e excente livro, parece estar em forma, posicionando-se e até soltando informaçãoes fragmentárias sobre um novo livro que está escrevendo (que já tem título e este é composto por apenas uma palavra, que ele não revela ainda, claro ...). Como diria um amigo meu : "Ele tá animado"...

segunda-feira, 2 de março de 2009

É HORA DE RECOMEÇAR A TRAVESSIA?

Ando em um estado de constante angústia,deseperador! Não sabia se alguma coisa ia me salvar dessa sensação de afogamento... pensei que seria o projeto de doutorado (nem a pau!), pensei que fosse o romance de Saramago (até foi, mas acabou ... e agora?), pensei que fossem os livros deliciosos sobre crianças (aventuras de Alice, Pinóquio...muito leves para combater tanta angústia).
Aí, se deu... Precisei entrar em contato novamente com a fundamental entrevista de Willi Bolle, feita em 2005, que foi ponto chave que eu construísse minha leitur da obra de Guimarães Rosa. Ele falava novamente das forças morizes do "Grande Sertão: Veredas": medo coragem + amor = travessia!
Aquele texto me deu forças para ultrapassaro o pior momento de minha vida, porque não reler o Grande Sertão: Veredas agora?Por que não recomeçar a travessia?
Mas e o ânimo?

domingo, 1 de março de 2009

Mil e uma noites: Refinamento da sexualidade!


Na semana passada eu assisti a defesa do mestrado de uma amiga em Letras Orientais. Ela estudou o discurso da sexualidade nas Mil e uma noites e outros textos da época, seu objetivo era enxergar como esses textos formaram uma idéia de sexualidade na cultura árabe... ela percebeu que para seu olhar ocidental, era evidente a diferença de perspectiva, pois naquela cultura não havia tantos pudores, desde os mitos de fundamento da cultura árabe...
Um lance bacana pacas...
Um tema me chamou a atenção especialmente, a busca por um refinamento da idéia de corpo que procurava o prazer -claro - mas o objetivo final era sempre tocar uma espera além do corpo, quando não se desejava um corpo, mas se desejava AQUELE CORPO... eis a paixão!
Bonito, clichê, óbvio, mas poucos buscaram pelo nascimento da expressão desse sentimento como elemento fundador de toda uma cultura!
Só o que eu tenho a dizer sobre isso é : MAS COMO DÓI!