AVISO: Só depois que assusti so filme e escrevi esse comentário que eu soube sobre a origem do Backroom, em jogos online e etc. Como sobre isso não posso opinar, comento apenas minha impressão sobre o que vi no filme.
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| Observando agonia de Maria no cartaz🤣 |
BACKROOMS: UM NÃO-LGAR (2026), de Kane Parsons
Assistimos ontem à noite a esse terror absolutamente psicológico. O filme conta a história de Clark (Chiwetel Ejiofor), dono de uma loja de móveis que descobre, no porão do estabelecimento, uma passagem para uma espécie de outra dimensão: bege, abandonada, infinita e labiríntica, repleta de restos e ruínas, onde parecem habitar nossos próprios monstros. Como ninguém acredita em seu relato, ele decide levar algumas pessoas até lá para provar que está dizendo a verdade e registrar na tecnologia dos anos 1990 (VSH , Disquetes) o local. Entre essas pessoas está sua traumatizada terapeuta, Mary, vivida por Renate Reinsve (Valor Sentimental). Logo todos descobrem que entrar é muito mais fácil do que sair.
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| "Ganhei" um beijinho de Clark |
Geraldo comentou essa ideia de blackroom para a arquitetura, a ideia de local de passagem, mas sobre o filme , é claro que percebemos que as backrooms representam a própria mente inconsciente: seus vazios, seus excessos, seus medos e tudo aquilo que insistimos em esconder de nós mesmos. Apesar da premissa simples e de não ser um filme particularmente original, a direção cria uma atmosfera inquietante e claustrofóbica.
Para mim as cenas de terror puro foram as da escada sobre um despenhadeiro (meus traumas!). É um terror psicológico bem legal. No final, já fora da sala de cinema, alguém abriu uma porta do nada e eu, imersa na atmosfera do filme, levei um susto tão grande que simplesmente joguei longe a sacolinha que eu segurava. Nunca é fácil mexer com os nossos monstros, kkkkk!
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| Conhecemos Cali Buritis, Viramos fregueses |
Um último registro. Estamos na metade da sexta e última temporada de Better Call Saul e, no mês que vem, chegaremos ao fim da nossa viagem pelo universo de Breaking Bad, que tem povoado nosso imaginário e os simbolismos da nossa relação. Já estamos com saudades.
Antes do cinema, passamos em uma lanchonete de burritos para fazer um lanche, sempre lembrando do México, de Albuquerque e do Cartel dos Salamanca. Como havíamos acabado de assistir à cena em que Nacho Varga se suicida, comemos deliciosos nachos em "in memoriam"...



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