terça-feira, 29 de setembro de 2026

INSTRUMENTAL: Irmãos e brothers

 


Sesc Instrumental hoje: irmãos e brothers





Fui de Murakami embaixo do braço 

Eu estava até animada; afinal, era um show de samba-jazz com influências africanas e tal.


No começo foi uma delícia: um jazz bem legal. A plateis não era das melhores, não esperava a música acabar pra aplaudir, parecia família em festa de escola. O pianista contou uma historinha de como foi agraciado por uma ajuda divina... Achei desnecessário! E, com o passar do tempo, o show foi ficando um pouco monótono, com músicas enormes (jazz...). O rapaz ao meu lado até cochilou.


Até que o som ficou um pouco ruim, ou talvez meus ouvidos estivessem meio fechados, e, quando bateu 20h, terminou uma música e eu fui embora.


Não foi o retorno ao Instrumental que eu sonhei, depois de um longo e tenebroso inverno, mas foi bom rever amigas!



"IQ84" de Murakami: primeiras impressões de leitura

 



PRIMEIRAS IMPRESSÕES DE LEITURA DE ​IQ84 volume I 

Lançado no Japão em 2009, o primeiro livro da trilogia só saiu no Brasil em 2012, e nesse volume temos duas histórias contadas em vinte e quatro capítulos alternados: uma é da jovem Aomame; a outra é do professor e escritor Tengo. Passadas entre abril e junho do referencial ano de 1984 (além do título, o livro clássico de George Orwell é citado logo no início desta obra. Lembro que é em 1984 que também acontecem outras histórias de Murakami, como a da obra-prima "Crônica do pássaro de corda").

​Estou na metade e adorando sentir o gostinho do ambiente do autor, mas sei que tem muito a acontecer neste e nos próximos volumes, mas por enquanto as histórias de Tengo e Aomame se tocam muito transversalmente e a única coisa que os une é certo estranhamento em relação à percepção da realidade que ambos sentem, especialmente Aomame, que chega a formular não estar mais em 1984, mas em 1Q84, onde o "q" seria uma dúvida. Será que ainda nesse volume as histórias de Tengo e Aomame se aproximam? A saber.

​Não sei classificar esse romance, afinal ele acontece no passado, entao não sei se posso chamar de distopia, também não é uma ficção científica... talvez uma fantasia beem realista (temos nele uma abertura no tempo cronológico) vamos ver por qual caminho ele vai se desenvolver.

Estou adorando habitar novamente o AMBIENTE  MURAKAMI.