quinta-feira, 21 de julho de 2016

Sobre viola e filosofia, com Sidnei de Oliveira


Acompanho o curso "A viola que pensa: música caipira e filosofia matuta", no Centro de Pesquisa e Formação do SESC.
No site do maravilhoso violeiro Sidney de Oliveira aqui, temos acesso ao artigo "A viola capipita como estandarte", no qual ele reflete sobre a viola e algumas coisas que filósofos falaram sobre música. Vale muito a pena.

Mas como ele é um violeiro premiado,  também vale, claro, ouvi-lo tocar sua viola nesta composição inédita chamada Esplendor:

Ou então curtir todo o seu sensacional álbum Prólogo :

domingo, 17 de julho de 2016

Walter Benjamin e a essência do seu método historiográfico

Les Cahiers de L'Herne - Walter Benjamin(2013)

TEORIA DA HISTÓRIA -‘La quintessence de sa méthode réside dans as forme de présentation’ Walter Benjamin

Esses dias mesmo eu escrevi e submeti a um periódico de História um texto sobre os fragmentados manuscritos literários de Guimarães Rosa e alguns questionamentos que aquele material propunha à História. Mas, mesmo que eu tenha abordado, nele, que aqueles documentos são fruto de todo o contexto da crise da crise dos grandes paradigmas no século XX - quando passou-se a duvidar de grandes explicações para tudo -, não me será muito estranho se,  já no século XXI, meu artigo não seja  tão bem aceito de antemão, afinal ainda existem os que se  levam a sério demais.

Tem coisas que demoram para mudar, outras nunca mudam.


Acordei pensando nisso, ai abri meu 'Les Cahiers de l'Herne - Walter Benjamin' para reler o artigo "Les Passages - livre, arquives ou enciclopédie magique?" de Willi Bolle, no qual ele aborda a construção de um método historiográfico de trabalho de Benjamin (para mim eis o cerne daquela teoria da história constelacional que tanto me encanta).

Adoro e acho importante o meu estudo sobre História 'Cultural do Humor', com Pedro Bloch e as crianças, mas no fundo no fundo, sei que essa é uma forma original (e divertida) que encontrei de problematizar aqui no Brasil essas teoricamente complexas ideias historiográficas. 

Não será fácil ser aceita ou compreendida, mas acredito em tudo isso e vou insistir até não poder mais, perdoem-me.
Antes do fim eu espero ter publicado um ou outro artiguinho sobre, ou então ter "contaminado' com esses pontos luminosos artigos sobre outras coisas, como venho fazendo sempre...

EM TEMPO: Sem mais comentários sobre o significado de abordar esse tema teoricamente pesado numa manhã de domingo... eu nunca disse que eu sou uma mulher fácil, né? kkkkkkkkkkkk

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Conversando sobre Literatura infantil...


No comentário de 13 páginas (quase um elogio) que meu artigo sobre os 'Dicionários infantis de Pedro Bloch' recebeu, o/a analista começa com um comentário quase melancólico, que ressente pela falta da citação ao grupo de escritores infantis da revista Recreio e dos anos 1970 (Ana Maria Machado, Joel Rufino, etc), que segundo o aparecer, conversariam sem maior dificuldade com o trabalho de Bloch.

É verdade, sim, mas em relação àqueles 'Dicionários',nesse primeiro momento, preferi não pensar o Bloch como autor de livros infantis, porque isso ele também foi mesmo e muito, mas eu quis destacar (até como fontes de pesquisa) os dicionários e os anedotários bloquianos como um grupo autônomo da produção literária infantil de Bloch, afinal eu percebo que nesse grupo de anedotas e compêndios, vejo que as crianças aparecem não só como destinatárias, mas como co-autoras dos livros e isso é o que me chama atenção. Mas é claro que, se as crianças puderam ser efetivas co-autoras daquelas obras, isso tem relação direta com um oxigênio de ideias que circulava desde aquela década de 1970 e por isso os autores citados serão lembrados em outros trabalhos meus, frutos da pesquisa de pós-doc. Afinal aqueles foram SIM os autores que eu li na infância (especialmente a Ana Maria Machado e a Ruth Rocha - as quais eu leio até hoje). E são deliciosos os livros daquela galera, não?

Sobre esse grupo, achei na internet um texto delicioso aqui.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Balanço do 1o. ano do pós-doc "Anedotas infantis de Pedro Bloch: Narrativas de história cultural do humor e da criança (1952 - 2002)"


Esse grupo de livros (anedotários) escritos por Pedro Bloch e publicados entre 1963 e 1998 são a primeira parte das fontes de pesquisa que estou usando no  pós-doutorado “Anedotas infantis de Pedro Bloch: Narrativas de história cultural do humor e da criança (1952 - 2002)"em História Cultural, por Camila Rodrigues e em desenvolvimento pela  USP.

Nesse primeiro ano da investigação (julho de 2015- julho 2016) eu garimpei essas publicações e descobri que existe muito mais livros do Bloch (sobre foniatria, livros infantis, peças dramatúrgicas, etc), mas os que atendem aos critérios do meu filtro (dedicam-se aos ditos infantis) acho que são esses mesmo.

Sobre Criança diz cada uma!,  título que julgo sintetizar a ideia de Pedro Bloch em reunir historinhas de crianças, reescrevê-las e  publicar na  imprensa e em livros. Também com esse nome sei que  existem muitos volumes, alguns até em edições de bolso, contendo diversas historinhas de crianças, mas como preciso filtrar, escolhi o volume de 1963,  que seria o primeiro anedotário infantil bloquiano ao qual tive acesso.

Pensei muito sobre esse material, e a respeito de outras publicações de Bloch sobre falas de criança, mas em forma de compêndios, escrevi o artigo "Dicionários infantis de Pedro Bloch: compêndios sobre a graciosa sabedoria da criança" que foi considerado (em seus alcances e limitações) pelos avaliadores e que agora está no prelo da Revista Tempo (UFF). 

Agora é me dedicar ao segundo grupo de fontes sugeridas no pós-doc, que é um recorte da coluna Criança diz cada uma! publicadas na Revista Manchete (escolhi a  década de 1970 para recortar essas colunas).   

Parece que está tudo dando certo.  Sigamos.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Leandro Karnal no Roda Viva

Com Leandro Karnal no centro a Roda Morta renasceu momentaneamente ...

sexta-feira, 1 de julho de 2016

"As siglas em cores no Trabalho das passagens, de W. Benjamin" de Willi Bolle e a História da minha vida!

As siglas em cores nos manuscritos de Passagens, de W. Benjamin, interpretados por Willi Bolle

Depois de algum tempo a  gente vai descascando a cebola e achando alguns motivos das coisas. 
Li "As siglas em cores no 'Trabalho das passagens', de W. Benjamin", de Willi Bole,  em 2003 ou 2004, quando eu já estava formada, queria estudar Guimarães Rosa e ministrava uma oficina sobre ele com as CRIANÇAS.
Ai conheci o trabalho do Willi Bolle e, por consequência ,Walter Benjamin. 
Não que minha ficha tivesse caído imediatamente, eu achei tudo tão nebuloso, mas Benjamin e seu universo me pareceram sensacionais, foi amor a primeira vista.

Neste texto,  Bolle fala de uma consulta aos MANUSCRITOS BENJAMINIANOS, e das misteriosas CORES  encontradas nele, que segundo a leitura de Bolle, poderiam ser uma representação da  HISTÓRIA.

Lembro que aquela pesquisa que eu chamo de PESQUISA DA VIDA,que ainda vou fazer, é uma consulta aos manuscritos de Benjamin, para estudar as referências a infância neles. Não dá para dizer que a leitura desse texto não me influenciou, né?

Mas qualquer semelhança com as ideias que desenvolvi depois, especialmente na  tese "Escrevendo a lápis de cor : Infância e História na escritura de Guimarães Rosa", não são mera coincidências (mas também não são diretas, juro que só me dei conta agora!).