sexta-feira, 5 de agosto de 2016

O ato de ler o mundo ...


Gostei de ler uma colocação assim no Facebook, onde sempre a cultura escrita é elevada em detrimento de outros saberes. A meu ver o problema esta no "em detrimento". É uma questão de luta de poderes...
Na página 224 da minha tese eu usei esta citação de Paulo Freire:

"ao ir escrevendo este texto [sobre a importância do ato de ler], ia ‘tomando distância’ dos momentos em que o ato de ler se veio dando na minha experiência existencial. Primeiro, a ‘leitura’ do mundo, do pequeno mundo em que me movia; depois, a leitura da palavra que nem sempre,ao longo de minha escolarização, foi a leitura da ‘palavra mundo’”. 
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler, 1988, p. 12-3.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

E o que o Wittgenstein tem a ver com minha pesquisa de pós - doutorado?

Então, eu perdi meus exemplares do 'Investigações Filosóficas' de Ludwig Wittgenstein, mas como o tio Google é legal, me ajudou a achar o arquivo, com a página 65 dele, onde está escrita a máxima que eu procurava :

"A filosofia é uma luta contra o enfeitiçamento do nosso entendimento pelos meios da nossa linguagem."Ludwig Wittgenstein

Ouvir as falas de crianças, em sua linguagem incipiente, que nos desestabilizam, podem nos fazer rir ou chorar e nos colocam , inevitavelmente, diante desta luta contra a comunicação cristalizada...
Eis uma das reflexões propostas na minha pesquisa de pós-doutorado sobre as anedotas infantis de Pedro Bloch.

Professor Ivan Vilela fala sobre história da canção popular brasileira

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Vislumbres da história instrucional nas anedotas infantis de Pedro Bloch

Pedro Bloch. 'Criança diz cada uma!'.Rio de Janeiro: Biblos, 1963,p. 101.

Essa historinha é toda interessante para o historiador cultural do humor : no âmbito da história privada, ela retrata uma criança sessentista, muito mais envolvida com as normas ritualísticas católicas do que elas foram ficando depois. E no âmbito da história pública, retrata um "vislumbre" sobre o momento político da época (1963), quando o antigo momento da ditadura ainda era o Estado Novo de Getúlio.
Lendo-a hoje percebemos que mal sabiam as personagens desta anedota, que momentos piores de autoritarismo ainda viriam em breve...
Penso que é muito mais vezes assim, sutilmente, que facetas da História institucional aparecem nas fontes de pesquisa em História Cultural. Mas aparecem sempre, mesmo que não se trate de um objeto de militância...

sábado, 30 de julho de 2016

PORQUE NÃO QUERO ESTUDAR LITERATURA INFANTIL

CIRANDA DE MENINAS -Ilustração de Augusto Rodrigues 1963
PORQUE NÃO QUERO ESTUDAR LITERATURA INFANTIL - Nada contra, claro,e não é só porque já tem muita gente muito boa estudando isso e não há necessidade da minha contribuição.

É que quando leio histórias de crianças nascidas em uma cultura livreira como a alemã, na qual é comum que as crianças recebam de herança um livro que foi lido por várias gerações anteriores, e pensa na diferença em relação realidade brasileira ... cada vez mais acredito que o interessante, aqui, é estudar o poder das brincadeiras e cantigas populares como uma cultura da criança brasileira ...

Um depoimento sobre Pedro Bloch


Ocasionalmente encontrei essa resenha sobre Pedro Bloch autor de livros infantis na internet. Legal, né?

"Fogui 05/12/2010
Os Valores da Humanidade...
Sou suspeita, adoro os livros de Pedro Bloch, sua forma de narração, sua originalidade, seu estilo e sua linguagem sempre atual. E, sobretudo, profundo sentido humano que contem suas histórias.
Em, O Menino Que Inventou A Verdade, ele narra, com muita sensibilidade, o drama do menino órfão, Teco, dando destaque, importantíssimo, aos valores de solidariedade e compreensão entre as pessoas. Na realidade o amor.
Recomendo este livro, principalmente, para aqueles que não conhecem a obra de Pedro Bloch.
ADORO!!!!!!!!!!!!! "