quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Jongo é Cultura do Brasil

"Jongo", Pedro Correia de Araújo, sem data.
Quem postou esse quadro sem data (mas que suponho ser século XX)  no Facebook foi minha amiga Rosane Pavan. Coisa mais linda! Ai quando vou ao samba na Casa das Caldeiras e me emociono ao ver o pessoal super jovem cantando e dançando Caxambu, um jongo moderno do Almir Guineto
Deve ser  porque eu sou velha e ou porque sou historiadora, mas tem muito significado para mim!
Jongo é cultura do Brasil!

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

O Africano, de Le Clézio

No sábado eu voltei a Biblioteca Mário Schenberg na lapa para emprestar o romance O Africano, de J M G Le Clezio e me deliciar. Foi muita emoção voltar àquele lugar onde praticamente morei para escrever minha tese em 2013 e 2014. Continua sendo um lugar mágico.
Entrada da biblioteca 

Muro ao lado da entrada da  biblioteca
O livro é uma daquelas publicações lindas da Cosac Nayf que transformam o livro em uma pequena jóia, Sei também que a cada edição a aparência se transformava,então ele tem várias capas, mas a que estava disponível na biblioteca era essa:


Em relação a narrativa, ela é muito curta, pouco mais de 100 páginas, então vai dar para eu me deliciar palavra por palavra, como eu gosto e começa com essa introdução :


Sim, estava  defronte a um livro de memórias da infância, muito bem escrito. Como eu já tenho um repertório sobre esse tema, ainda nas primeiras páginas acessei as memórias de tudo que li sobre o tema, antes de mergulhar propriamente no delicioso texto de Clézio... mas de início ainda migrei nas comparações com as histórias de infância de dois personagens  meninos que eu amo: a do menino Momik, de Ver: Amor, de David Grossman e a do Menino do conto Nenhum, Nenhuma, de Guimarães Rosa.


Clézio começa falando do corpo, sua percepção nebulosa na primeira infância na Europa e a vivência mais bruta, quente e fundamental  na África, onde não era errad mostrar e tocar os corpos. 



Em um dos momentos mais poéticos ele fala do processo de esquecimento do seu corpo na Europa para que viesse a ser o corpo infantil na África. A quem interessa a temática infância, esse tipo de temática é fundamental. Tão bem escrito então, é brilhante. 



Devo voltar a comentar essa breve narrativa, como costumo fazer sempre, mas por hora acho que é só isso.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Exposição História da Leitura infantil

Organizada pelas pesquisadoras de História da Leitura Patricia Rafaini e Gabriela Pelegrino. Super recomendo aos interessados pelo tema.

domingo, 24 de setembro de 2017

show "A Tábua de Esmeralda"

...consegui estudar um pouquinho daquelas harmonias renascentistas pra botar...

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Crianças, Partimpim e Vinicius de Moraes

Partimpim (1, 2 e 3) foi o grande tema musical musical do meu trabalho com História Cultura de crianças de  2004 até 2014! No DVD do primeiro disco é apresentada uma versão musicada por Toquinho do poema O Poeta aprendiz, de Vinícius de Moraes, com essa animação ao fundo, mas que Calcanotto apresenta da seguinte forma :
Boa tarde! Tem crianças na plateia? É um prazer muito grande estar cantando aqui mais uma vez, e vocês devem achar que eu digo isso em todos os lugares, em todas as tardes, e eu digo mesmo, mas aqui é verdade! A gente vai fazer uma canção que conta a história de um menino que sonhava em se tornar poeta e ele não só sonhou em se tornar um poeta, como de fato se tornou um grande, um imenso poeta, e ele não só se tornou um imenso poeta, como modificou a maneira de se escrever poesia e de se escrever canções no Brasil, entre muitas outras coisas que ele modificou no Brasil. Só é possível que este espetáculo exista porque ele existiu. O nome dele era Vinícius, e a história dele é assim. (PARTIMPIM, 2004, 11’ 25’’ até 16’ 40’’, grifo nosso)




Viva o Vinicius de Moraes!