domingo, 21 de abril de 2024

Encontro das rodas de Samba Partideiros Maria Zélia abril 2024

                                       


Meu rolê favorito, esse foi bom mais que demais! Já faz uma semana, acredita? 

Eu queria ir mais bem arrumada, depois de sair muito fuleira no Quintal ... Investi no vinho e perfume.

Gatinha 

Foi tudo tão intenso e maravilhoso que demorei para fazer esse POST porque tem muitos registros, fiquei com preguiça.
Fiz uma seleção...vamos lá:


Printe do álbum de fotos do rolê no Facebook 

Samba da Barra (funda)

Resenha do Boteco 

Samba da Barra uniformizados 

Resenha de Buteco me lembrou os
Caçadores africanos 

Parecia um sonho de tão lindos 

Outros ângulos 

Não sabia parar de registrar o Resenha

😞

Atrás do cuiqueiro 

Instrumentistas

Detalhes

😍

O Resenha : detesto miséria 

Queria registrar todos 

Que delicia de samba

Esse moço toca pabdeiro no Grupo  Ta no Samba,não consegui chegar a tempo 
Para ouvir,mas ele me reconheceu (eu não uso filtros no Instagram,sou essa mesma da foto) depois e me apresentou a família. Amo pertencer a esse samba !

Detalhes africanos 

Blusas do samba : salve Jorge 

Comprei um vestido africano azul LINDO nessa banca
Mas só dá pra usar nos Partideiros .
Só em junho ...



Percebam: eles são da altura do quiosque
Si grupo Resenha de Buteco 

Artistas e amigos expoditores


Narrativas 

Dia seguinte 

Minha xará sempre com Partideiros 

Fofa: cabelo tipo o meu 

Imagens 



Instrumentos 

Quando os "resenheiros" começaram 
A chegar : enormes

Quartzo rosa 


O quartzo rosa deu o ar da graça nesse samba e , aos 45 minutos do segundo tempo, quando já estava fora do Maria Zélia (Comunidade do samba é local sagrado), fui abordada e rolou um beijo preto, com comentários tipo: "você é parda, mas  tem uma boca de preta ..."
Os elogios vão evoluindo no século XXI! Mas é amor de samba, é amor passarinheiro, porém valeu demais, até por me fazer musa de Cae  de novo:  "nenhum orixá poderá desmanchar o que houve lá"
Até o próximo!


Até o próximo!

quarta-feira, 17 de abril de 2024

Makamo no Instrumental Sesc Brasil: frevo, valsa e feminismo!

 




Como venho fazendo, fui ao Sesc instrumental saindo de casa, porque me faz muito bem! Era do grupo Mukamo, que o site do programa resume assim: 


  Me interessei muito, peguei o ingresso em casa e a tarde me arrumei  e sai para um dos lugares que mais amo em São Paulo 

Apostei no creme e marrom, mas não gostei da saia
Acho que a validade dela venceu...mas estava fofa

No caminho achei uma obra de arte que me representa no metrô :


                            
Como venho da Barra Funda, no horário de pico, nem deu tempo de jantar, mas passei na comedoria para ver se encontrava algum amigo da aula de música, mas cheguei quase  18:30 e não deu tempo de encontrar com eles, nem de tomar sopinha, comi um docinho sesc, maravilhoso, que me rendeu dois stories


Ai desci para o Teatro Anchieta, reencontrei amigos que vejo sempre e  logo vi que vai ter  show do Elomar Figueira Melo e ,sinto muito,  mas dessa vez não poderei ir, nem que tivesse condições, está tudo esgotado 


Quando vi o palco, me encantei com a iluminação cada vez mais linda desse palco, dessa vez toda  azulada, como no fundo do mar : 
                   
Sobre o show,  foi excelente, como de costume, um grupo de pernambucanos formado por quatro mulheres e um homem apresentaram músicas autorais encantadoras, variando entre choro, frevo, baião e até valsas ... música instrumental brasileira na veia, coisa mais linda de viver!   
Elas, muito assertivas, discursaram mesmo sobre a ausência de mulheres no cenário da música instrumental de fato, na narrativa e na memória.

O som era delicioso desde o inicio, aquele trejeito de música nordestina que a a gente ama, meus ouvidos estavam em paz comtanta harmonia e poesia. Mas  eu, insólita ouvinte, fiquei intrigada com um som de base, logo notei que vinha  da percussão do Junior Telles, o rapaz sentado à direita. 
Que sons criativos, muitos instrumentos, de chocalho a pandeiro, era de uma alegria, era um convite a audição atenta do trabalho primoroso que as moças estavam fazendo.
Eu ia até elogiar no final, mas acabei desistindo, no final deste  post explico melhor.

Para quem quiser conferir, o show na íntegra:
 


Tirei fotos dos músicos e seus instrumentos, especialmente do percussionista :


Agradecimento final

As gêmeas Moema (bandolim) e Maíra (cavaquinho)

Moema (bandolim)  Maíra (cavaquinho) Gabi Carvalho (violão)


Gabi Carvalho (violão)


Maíra (cavaquinho)


Carol Maciel (acordeon)

Moema (bandolim) 

Todos juntos no show

Dessa vez a Patrícia Palumbo não veio, foi substituída por um moço muito preocupado com o horário ( coisa que ela jamais foi), então a discussão final foi muito rápida, mas rendeu uma historinha :

Fotos de Junior Telles 







Junior Telles e os instrumentos
os sons vinham de todos os lados que ele se movimentava

Um último clic


















terça-feira, 16 de abril de 2024

Cangurussu na Casa de Cultura do Butantã


Grupo Cangurussu

No sábado, 13 de abril,  eu me preparei para dar um rolê de fim de semana e fui passear lá no Butantã, perto da USP e de onde eu trabalhei, perto da Av. Eliseu de Almeida. Fazia muito tempo que eu não andava por aquelas paragens, até conheci um boy que se dispôs a me conduzir ao local (homens!), mas ele confundiu o local com o instituto Butantã e eu acabei atrasando um pouco, mas como estava muito adiantada e é pertinho, cheguei cedo mesmo assim!

A casa é maravilhosa, colorida, exala cultura por todos os lados, tirei muitas fotos de detalhes que postei nas redes sociais e mostro no fim desde post um pouquinho. Não todas, mas a maioria das imagens remetiam ao culto e a manifestações para os oriás, a entrada veio para Iemanjá, Yabá com quem mantenho forte relação e com ela "conversei" mentalmente o da todo.

Lugar lindo esse cada de Cultura Butantã 

Eu fui bem arrumadinha, de verde militar, que é uma das cores do outono/inverno 2024, que eu acho muito chique e gosto muito, mas não acho que me valorizou tanto... tem pouca luz, mas fiquei uma milica simpática 

Tinha visto vitrines na semana, só verde militar,creme e preto para outono/inverno... Tentei me adequar, mas para mim a cor 2024 é vermelho, em seus tons

Mas meu rolê tinha um objetivo: prestigiar meu amigo Adriano Bezerra tocando  trombone no Cangurussu, grupo de samba reggae. Eu tentei registrar o quanto pude, gravei, fiz transmissão ao vivo, mas as imagens não ficaram muito boas, porque garoou o tempo todo e isso atrapalhou a tela do celular, uma pena! 





Claro que como todo um grupo centrado em manifestações de origem africana que sustentam a cultura brasileira, como o samba reggae. O Cangurussu apresenta rapidamente  a história do samba reggae, nascido na Bahia na década de 1980, a partir do Olodum . Mas não só isso, o grupo também faz misturas e apresenta resultado de uma vasta pesquisa sobre ritmos afro, que se ouviria na Bahia. Emocionante foi reconhecer, reconhecer e cantar junto algumas  antigas memórias de  sonoridades ouvidas há décadas em visitas a terreiro de candomblé, que agora já fazem parte do meu inconsciente ! 

Sobre o som, destaco de início que tinha uma cantora de voz potente, convocando a memória das ancestrais, de arrepiar... depois a celebração com os instrumentos, como adoro ouvir. E os metais, que foi  a voz de instrumento que  fui lá para ouvir: além do trombone, se não me engano (sou leiga e  erro no nome dos instrumentos), tínhamos trompete e sax ... Essa mistura me agrada tanto, porque é manifestação, é história, uma fineza  só! 

Todos e todas  muito bem vestidos, alegres, carinhosos, me senti abraçada por eles e quero voltar a prestigiá-los com certeza! 

Mas além disso  o samba reggae é uma música para dançar e o grupo trouxe  os bailarinos, coisa muito linda e empolgante de verdade, uma pena foi que tivemos uma convidada indesejada, a virada no tempo, esfriou e garoou, isso espantou o público, uma pena porque o som estava uma delícia para curtir e dançar. De qualquer forma fiz alguns vídeos, além da transmissão ao vivo, para ficar com gostinho de quero mais...

Já disse ao Adriano que tenho muito orgulho em ser amiga de alguém como ele, um músico de conservatório, um pesquisador sensível e, como eu, interessado pela cultura negra, especialmente o samba e suas variações. Quando ele me convida para ouvi-lo me sinto honrada e vou, porque eu sou uma boa ouvinte e isso me nutre tanto, talvez ele nem imagine o quanto. Quanta alegria essa troca  me traz!  

No fim do dia eu , que estava com fome porque cheguei cedo demais no rolê, parei para  lanchar no Subway do shopping lapa na volta, como não fazia há anos...novos ciclos, retomando velhos lugares que ressignifico. 




Algumas imagens da Casa de Cultura Butantã