Eu não tenho muita paciência com romantismo, não sempre, mas quando eu ouço coisas como a Orquestra Românticos de Cuba penso como pode alguém não gostar de romantismo?
domingo, 10 de janeiro de 2010
Orquestra Românticos de Cuba
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sábado, 9 de janeiro de 2010
A GRAMÁTICA E OS PROBLEMAS DE LINGUAGEM
Eu não sou uma pessoa ignorante ou preguiçosa, sou uma leitora assumida desde a infância, e uma estudante quase profissional e qual não é minha surpresa ao perceber que eu - e não sou a única nessa situação na pós graduação - tenho sérios problemas em me expressar na forma escrita.
Não me faia muito mal levantar este questionamento aqui neste blog: Qual o motivo disso?
Quero entender, de verdade... seria um problema de má formação? Até pensei nisso e,humildemente, comecei a refaze "cursos" de gramática e redação e qual não foi minha surpresa ao observar que o problema não é "não saber as regras", mas que elas - por algum motivo inexplicável- não foram completamente automatizada na minha comunicação! (sim, acho que sou uma rebelde gramatical)
Mas e se eu não quiser mais isso? Não adianta, não tenho a menor possibilidade de escolha.
Também tem a relação com o tempo da escrita... esse tempo imediato do mundo "internético" me afoga de informações e eu penso que a cabeça dos cientistas humanos são como árvores que precisam de duração para produzir bons frutos.
Mas esse problema - em uma pessoa como eu- é no mínimo um paradoxo: Amo a linguagem escrita!
No interessantíssimo livro de Lewis Carrol Alice no país do Espelho, viajando em um trem onde deveria pagar o bilhete ao maquinista e era muito caro, ela pensa "Ora, nem vale a pena falar" e as vozes não reponderam em voz alta, porque ela só havia pensado, então todos responderam 'em coro' de pensamento "Melhor não dizer coisa alguma. A linguagem vale mil libras por palavra!"
E as minhas? Por enquanto não estão valendo nada.
Mas então faço a pergunta mais vezes formulada pela humanidade: Para que estou viva se não posso formular minha narrativa? Eu posso fazer isso aqui... apenas.
Não me faia muito mal levantar este questionamento aqui neste blog: Qual o motivo disso?
Quero entender, de verdade... seria um problema de má formação? Até pensei nisso e,humildemente, comecei a refaze "cursos" de gramática e redação e qual não foi minha surpresa ao observar que o problema não é "não saber as regras", mas que elas - por algum motivo inexplicável- não foram completamente automatizada na minha comunicação! (sim, acho que sou uma rebelde gramatical)
Mas e se eu não quiser mais isso? Não adianta, não tenho a menor possibilidade de escolha.
Também tem a relação com o tempo da escrita... esse tempo imediato do mundo "internético" me afoga de informações e eu penso que a cabeça dos cientistas humanos são como árvores que precisam de duração para produzir bons frutos.
Mas esse problema - em uma pessoa como eu- é no mínimo um paradoxo: Amo a linguagem escrita!
No interessantíssimo livro de Lewis Carrol Alice no país do Espelho, viajando em um trem onde deveria pagar o bilhete ao maquinista e era muito caro, ela pensa "Ora, nem vale a pena falar" e as vozes não reponderam em voz alta, porque ela só havia pensado, então todos responderam 'em coro' de pensamento "Melhor não dizer coisa alguma. A linguagem vale mil libras por palavra!"
E as minhas? Por enquanto não estão valendo nada.
Mas então faço a pergunta mais vezes formulada pela humanidade: Para que estou viva se não posso formular minha narrativa? Eu posso fazer isso aqui... apenas.
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Guimarães Rosa e o simbolismo?
Sim, sim, sim, sei que essa relação pode parecer inaceitável a qualquer concepção conteudística de literatura (eca)...isso porque Guimarães Rosa, se for imprencidível enquadrá-lo em alguma escola literária, foi um modernista muito crítico, mas um modernista: É inegável que respirou o mesmo "oxigênio mental" de um James Joyce -o que para mim é claro, especialmente quando considero a relação com o universo infantil...Mas se os modernistas da primeira geração- precisando destruir as escolas anteriores, sobre as quais queriam vigorar, supervalorizaram aspectos formais e ridicularizaram os simbolistas pelo seu afã de valorizar aspectos supra-racionais do Homem através da busca pela subjetividade ou a imaginação que revelariam aspectos inconscientes - na segunda geração modernista, o caráter iconoclasta cedeu lugar a perspectiva de observação da realidade social e política, para que na terceira geração modernista pudessem surgir pensamentos que resgataram e recompuseram as idéias como as dos simbolistas:Falo de Clarice Lispector e também de Guimarães Rosa.
Mas por quê?
O Movimento literário conhecido como Simbolismo trazia para a literatura os questionamentos epistemológicos de sua época - fins do século XIX e começo do XX até a Primeira Guerra, quando se começava a duvidar dos benefícios da racionalidade.
Para Clarice Lispector, por exemplo, o reaproveitamento de técnicas simbolistas pode ser observado no constante questionamento do subjetivo e muitas outras coisas sobre as quais não tenho condições de comentar muito bem.
E para Guimarães Rosa?
Como sempre, em se tratando de Rosa, as coisas não são nada simples, isso porque em sua escrita, sempre, vigora o paradoxo!Por que isso?
Sabemos que a escrita de Rosa foi sempre preocupada com a oralidade do sertanejo - são famosas as cadernetas de viagem pelo sertão, onde ele teria anotado as composições lingüísticas que ouviu- e daí resulta em uma performance escrita muito diferenciada,que se permitia adotar a imprecisão de certas palavras, valorizando seu aspecto sonoro, para nos reportar ao indizível, em outras palavras, a performance escrita era bastante MUSICAL, em uma nova espécie de nefelibatismo (que para os simbolistas era "andar com toda a cabeça nas nuvens"). A diferença estava no fato de que os modernos da terceira geração já não queriam mais somente observar a realidade não somente a partir da destruição formal (como na 1a. geração) ou somente da reconstituição crítica direta ( como na 2a.geração), mas era preciso escolher uma perspectiva de observação onde fosse possível integrar ambas as técnicas em uma imensa consciência estética expressa pelas palavras, onde o universo lingüístico ultrapassou as informações dos dicionários, pois usou a construção de um grupo semântico que contruiu seus próprios referentes, subjetivando a escrita literária. Assim que Guimarães Rosa instalou-se sobre o sertão, mas criou personagens sertanejas que ultrapassavam a terra do sertão : iam ao seu EU profundo, ao sonho, ao simbólico, como Alfredo Bosi lembrou em seu texto referencial:partiam "do inferno para o céu".
Olha, não sei mesmo se alguma dessas coisas que eu escrevi aqui fazem algum sentido -só sei que eu não consegui pregar o olho até agora pensando nelas-o tempo dirá se desse a mato sai algum coelho...
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Resumo do projeto de doutorado " Infância é coisa, coisa?- Crianças inventam sentidos para a História na obra de Guimarães Rosa" (PROVISÓRIO)
"A proposta desta pesquisa de doutorado é a de tentar encontrar um lugar legítimo para a História na obra de João Guimarães Rosa, considerando as possibilidades e conflitos do seu tempo. Sugerimos que um dos diferenciais mais fortes da escrita rosiana está em sua aproximação do ponto de vista infantil, que aparece em representações lingüísticas e imagéticas em sua escrita literária e também em documentos paralelos como correspondências. Nosso enfoque supõe que esta preocupação com a percepção infantil,para dar conta de novos olhares sobre a História em um período no qual sua legitimidade sofreu forte questionamento, também foi algo percebido por outros nomes importantes do século XX, como James Joyce e Walter Benjamin, entretanto ainda não foi tema de nenhuma pesquisa de grande fôlego a partir
da obra rosiana, como estamos projetando."
da obra rosiana, como estamos projetando."
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SEMPRE ESQUEÇO O ANEXO!
É VERDADE, EU SEMPRE ESQUEÇO O ANEXO DOS E-MAILS! (rs)
O pior é que mesmo sabendo disso, eu nunca lembro de conferir... que interpretação psicológica eu posso ter disso? rsrsrs
O pior é que mesmo sabendo disso, eu nunca lembro de conferir... que interpretação psicológica eu posso ter disso? rsrsrs
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Quiromancia, livre arbítrio e gêmeos coloridos
Uma mulher "leu" minha mão no Natal e me disse que nela não está escrito que eu terei filhos, mas só que eu irei para fora do Brasil!
Que puxa! Peguntei se eu não podia "trocar" a viagem por filhos...? (rs)
Ela disse que tenho o livre arbítrio e as linhas podem mudar... achei ótimo, porque essa minha pesquisa sobre infância me faz pensar tanto em filhos!
Que puxa! Peguntei se eu não podia "trocar" a viagem por filhos...? (rs)
Ela disse que tenho o livre arbítrio e as linhas podem mudar... achei ótimo, porque essa minha pesquisa sobre infância me faz pensar tanto em filhos!
Claro que não à qualquer preço, não sem pai, sem condições financeira e emocional para dar suporte a eles, mas eu ando me preparando tão bem e é a imagem de bebês que , já cerca de dois anos depois de produzida, sempre me arranca um sorriso é a dos gêmeos alemães, cada um de uma cor, como se dissessem: SOMOS TODOS IGUAIS, VEJA QUE NÓS VIEMOS DO MESMO VENTRE:
Para que brigar? Por quê, ao invés disso, não brincamos? (rs)
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ALICE E OS TEMPOS
Quando tentei usar a História de Alice no País das Maravilhas para diminuir o estranhamento de crianças de onze anos que, na quinta série, precisam entender um tempo passado muito mais longo do que sua vida e da sua família, como a Idade Média... não adiantava falar "Mas tudo isso que te conto foi há mil anos atrás e as soluções que encontramos hoje em dia, valem para hoje, mas podem não valer para mil anos atrás", só que conforme nos explicou Piaget, pra quem tem onze, essas coisas são incognicíveis!
Qual era minha idéia? Era relacionar esse longo passado ao País das Maravilhas: Lá, também, Alice não conseguia resolver seus problemas como fazia na sua Europa vitoriana real onde vivia, esse tipo de solução só lhe causava mais problemas!
Mas eu percebi que a Alice não era tão conhecida das crianças brasileiras (pelo menos por agora, antes que Tim Burton a transforme em um ícone tipo Hello Kitty)
Mas as idéias da história são muito ricas, muito mesmo!
Essa história de mudar de tamanho o tempo todo é tão verdadeira, não é?
Todos temos dias que crescemos dois metros e meio, mas logo podemos diminuir e medirmos vinte centímetros (e corremos o risco de afogar no rio de lágrimas que choramos quando estávamos com dois metros e meio)
Isso vale para agora, e para pessoas de todas as idades!
Mas Alice começa o livro com um comentário bem típico de crianças, muito sincero:
"E de que serve um livro sem desenhos ou diálogos?" (rs)
Ora,embora Alice achasse isso na Inglaterra vitoriana, no Brasil -como esclareceu Mariana Cortez - "o início do desenvolvimento da ilustração começou em meados dos anos 70 do século XX" e a análise dos livros infantis destinados a crianças entre 07 e 11 anos leva a concluir que crianças "lêem com absoluta precisão os elementos imagéticos e é a palavra [escita] que se torna um possível fator de dificuldade" (CORTEZ, Mariana. Palavra e Imagem Pp.12/3)
Mas isso é muito verdadeiro- digo a partir da minha experiência com as crianças e Guimarães Rosa entre 2003 e 2004: Elas queriam REPRESENTAR EM IMAGENS tudo...e como estavam em fase de alfabetização, toda palavra escrita lhes era desafiadora: a de Guimarães Rosa era tanto quanto a de Ruth Rocha!
Incrível, né?
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