sábado, 28 de fevereiro de 2015

MÚSICA MESMO - Ricardo Aleixo

MÚSICA MESMO
música
música mesmo
é milton 
quem faz
só com
o som
que sai
da sua boca
ele toca
o oco
da vida
por dentro
do centro
da terra
até o breu
do céu
sem deus
que pesa
imenso
sobre nós
como se
apenas
"palmilhasse
vagamente"
as estradas
deste mundo
com a voz

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O historiador e seu tempo: Novo trabalho de José Jobson de Andrade Arruda concilia teoria e prática para discutir a historiografia


Bom, é matéria de revista, mas é a primeira em mais de uma década que leio a Revista Pesquisa a abordar, a partir de Jobson, questões de Teoria da História. Lembro tão bem que, na minha semana de caloura em 1999, Jobson falou e distribuiu um texto sobre teoria que, claro, era ininteligível para mim (saída do vestibular...).No livro que ele etá publicando agora, o professor propõe um diálogo entre teoria e prática no cotidiano do historiador (isso Elias está praticando faz tempo, e eu na sequência...); ele também fala da necessidade de diálogo entre a macro e a micro história (algo que Ginzburg já refletia em seus primeiros textos sobre a Micro História ), enfim, nada de muito novo no front, mas a entrevista tem belas citações:"Nem só a retórica teórica se exercendo no vazio; nem somente a pletora de experimentos práticos sem uma costura teórica que os ilumine, pois a interpenetração de teoria e prática conduz ao logos, isto é, à razão compreensiva " J.J.A.A.
Isso não seria outra forma de colocar o grande método do Saliba, que me formou como historiadora e aposta na leitura dos movimentos da história no cruzamento entre "subjetividade epistemológica" e "objetividade metodológica " ... enfim, essa é minha caixinha;. Leia a matéria neste link.

Ilustradora faz releituras de obras de arte para crianças !

Copio do Catraca Livre, nesse link aqui:

"A ilustradora infantil da Bélgica Thaïs Vanderheyden lançou o photo book chamado Big Art For Little Kids, que traz releituras de cerca de 30 quadros famosos para crianças começarem a apreciar arte.
Os quadros ganham animais no lugar de pessoas e se tornam um pouco mais alegres, mas mantém os cenários e estilos de cada pintor."