sábado, 9 de abril de 2016

Os manuscritos literários como fontes de pesquisa histórica - Camila Rodrigues


Acaba de sair o dia e o horário do curso que vou ministrar no V Encontro de Pesquisa em História da UFMG - Ephis 
Será no dia 08 de junho de 2016, das 08:00 as 12:00
Aguardo todos os que estiverem em BH nessa época! 

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Tempo e Quintana


"A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo…
Quando se vê, já é 6ª-feira…
Quando se vê, passaram 60 anos…
Agora, é tarde demais para ser reprovado…
E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio
seguia sempre, sempre em frente…

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.“

Mário Quintana, “Seiscentos e Sessenta e Seis

Heinrich Zille e as crônicas visuais berlinenses

"...Outro grande berlinense, que vocês conhecem e que faleceu há pouco tempo, chama-se Heinrich Zille (1858-1929). Sempre que ele escutava ou presenciava uma bela história, não perdia a oportunidade de transformá-la em desenho que certamente ganharia fama." (Walter BENJAMIN. A Hora das crianças, p.11)
A  vida na Alemanha  por volta de 1970

A  vida na Alemanha  por volta de 1970

A classe trabalhadora na Alemanha por volta de 1870

A  vida na Alemanha  por volta de 1970



quarta-feira, 6 de abril de 2016

Exposição História da Infância MASP

Detalhes fornecidos pelo MASP
A partir de 7 de abril, o MASP apresenta a exposição "Histórias da infância", que apresenta obras com representações da infância de diferentes períodos, territórios e escolas, da arte africana e asiática à brasileira, cusquenha e europeia, incluindo arte sacra, barroca, acadêmica, moderna, contemporânea, e a chamada arte popular, bem como desenhos feitos por crianças, posicionados no mesmo espaço, ao lado das demais obras. 
"Histórias da infância" reúne cerca de 200 trabalhos de acervos do MASP, outras instituições e coleções particulares e ocupa os espaços expositivos do 1º andar e 1º subsolo do museu até o dia 31 de julho de 2016.
A exposição é organizada em núcleos temáticos permeáveis: retratos, representações de família, imagens de educação e de brincadeiras, crianças artistas, crianças anjos, morte, natividade e maternidade. Obras icônicas do MASP -- como O escolar (1888), de Van Gogh, Rosa e azul (1881), de Renoir, Retrato de Auguste Gabriel Gaudefroy (1741), de Chardin, e Criança morta (1944), de Portinari -- aparecem em novos contextos ao lado de trabalhos de épocas diversas.
"Histórias da infância" reconhece e inclui as histórias das próprias crianças: em pé de igualdade com os demais trabalhos, são expostos desenhos feitos por elas nos anos 1970, anos 2000, e mais recentemente em 2016, durante oficinas no museu. É importante lembrar que eles não estarão em uma sala ou seção específica, separados do conjunto, mas integrados aos demais trabalhos, conferindo a eles uma situação de equilíbrio, para um diálogo possível e sem hierarquias pré-estabelecidas pela expografia. O museu entende que há muito o que aprender com esses desenhos, essas trocas e essas histórias.
A altura média em que as obras costumam ser expostas foi rebaixada da medida padrão: de 1.50 m para 1.20 m (na galeria do 1º andar) e para 1.30 m (no 1o. subsolo), buscando tanto um olhar mais direto da criança quanto uma maior aproximação corporal. Além disso, artistas contemporâneos conduzirão oficinas com crianças aos finais de semana, caso de Rivane Neuenschwander, Cinthia Marcelle, Nicolás Robbio, Lays Myrrha, Thiago Martins de Melo e Thiago Honório. O museu entende esta ação como uma outra maneira, inédita e experimental, de se relacionar com as ideias e a produção destes artistas. 
A exposição tem curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico; Fernando Oliva, curador; Lilia Schwarcz, curadora-adjunta de histórias; Luciano Migliaccio, curador-adjunto de arte europeia.
Para mais informações sobre a exposição e atividades de mediação, visite o site do MASP: http://goo.gl/tMZxiu
O evento é gratuito e aberto ao público.O MASP funciona de terça a domingo, das 10h às 18h, e quinta, das 10h às 20h. Os ingressos custam R$25 (inteira), R$12 (meia). Às terças a entrada é gratuita. 
www.masp.org.brfacebook.com/maspmuseutwitter.com/maspmuseu instagram.com/masp_oficial

terça-feira, 5 de abril de 2016

Livro para crianças como fontes e objetos do historiador - FCRB

Divulgando o evento com minha amiga e também historiadora da Cultura da criança Patricia Tavares Raffaini ... que estiver no Rio e se interessar pelo tema  não deve perder .

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Toc Bloc, Toc, Bloc



Depois do espetáculo do Crianceiras eu ouvi um pai brincar com seu pequenino : toc ploc toc ploc e ambos riram muito, compartilhando diversão! Coisa mais linda do mundo! 

Me lembro do texto "Diversão partilhada: humor e ironia" publicado no livro "Explorando o discurso da criança",  no qual vários pesquisadores analisam  o surgimento do humor. Em um exemplo, um menino de 2 anos na época, interage muito com o pai para produzir humor e o texto afirma que isso acontecia facilmente muito porque o pai é  uma pessoa de extremo bom humor, estava sempre soltando uma piada, dai eles se unirem muito na diversão compartilhada ). Amo demais!

Em tempo, o poema de Manoel de Barros :

Prefiro as linhas tortas como Deus - Manoel de Barros

Prefiro as linhas tortas como Deus. Em menino eu sonhava de ter uma perna mais curta (Só pra poder andar torto). Eu via o velho farmacêutico de tarde, a subir a ladeira do beco, torto e deserto... toc ploc toc ploc. Ele era um destaque.
Se eu tivesse uma perna mais curta, todo mundo haveria de olhar para mim: lá vai o menino torto subindo a ladeira do beco toc ploc toc ploc.
Eu seria um destaque. A própria sagração do Eu.
Não é por me gavar
mas eu não tenho esplendor.
Sou referente pra ferrugem
mais do que referente pra fulgor.
Trabalho arduamente para fazer o que é desnecessário.
O que presta não tem confirmação,
o que não presta, tem.
Não serei mais um pobre-diabo que sofre de nobrezas.
Só as coisas rasteiras me celestam.
Eu tenho cacoete pra vadio.
As violetas me imensam.

Espetáculo Crianceiras e Manoel de Barros




No sábado, dia 02 de abril, assisti ao sensacional espetáculo da trupe Crianceiras, a partir da poesia de Manoel de Barros. Foi muito mais que lindo, o trabalho é muito bom, eles tocam, cantam, atuam... alimentam a imaginação da melhor forma. Imagina uma criança!

A maioria das crianças era pequena e tiveram que colocar uma almofada na poltrona para elas sentarem e poderem enxergar! Me encantou que todas tivessem ficado bem comportadas, como se já estivessem habituadas a esse tipo coisa.


No espetáculo o condutor Marcio de Camilo toca, conversa, dança... o cenário é composto pelo que ele chamou de iluminuras, com as quais a trupe toda interage o tempo todo, tornando os desenhos ainda mais mágicos para os olhos infantis.

Eles tocaram todas as músicas do disco sobre Manoel de Barros, e também outras músicas lindas. Os momentos que as crianças mais interagem são aqueles que os desenhos saem para o palco, viram garça, viram jacaré  - como a da garça que sai do desenho e vira uma moça vestida de branco, quando Sabastião aposta corrida com os peixes e com jacarés, esse que aparece no final, para interagir com as crianças ... muito belo, muito divertido.

O espetáculo vai ficar em cartaz por todas as manhãs de sábado no Sesc Consolação.