segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Contos do Loop : Humanidade perdida no tempo


Nos dois primeiros dias chuvosos de novembro de 2025, aproveitei a chegada da nova Smart TV em casa e assisti à série Contos do Loop (2020), pela Prime Vídeo, por recomendação do Geraldo. E gostei muito.

Trata-se de uma série de TV norte americana de ficção científica, que  está disponível na Amazon Prime apenas a primeira temporada, com oito episódios. A trama se passa em uma cidade fictícia chamada Mercer, Ohio, onde existe um acelerador de partículas gigante conhecido como “The Loop”. Diretamente ligados a esse experimento científico, os habitantes da cidade vivem fenômenos sobrenaturais e distorções da realidade, chegando até à alteração do tempo e do espaço.

Na verdade, a série é mais um subproduto das obras de arte de Simon Stålenhag, que originaram um jogo de RPG e, mais tarde, foram adaptadas para o audiovisual por Nathaniel Halpern.

Tendo tudo para ser uma série futurista, despótica e tecnológica, ela surpreende e encanta por ser bela, melancólica e profundamente humana, abordando alguns temas fundamentais da nossa vida como amor, morte, família,etc. Com uma estética retro-futurista e contar  histórias interligadas, a série mostra indivíduos tentando preservar sua existência e conviver em meio a uma natureza espetacular e a uma tecnologia que, ao mesmo tempo em que pode tornar tudo possível, também os lança num fluxo temporal desorientador, como se o Loop fosse uma força maior que suga, inexoravelmente, sua humanidade.

Vou tentar resumir os oito episódios:

1. “Loop” – A menina Loretta descobre que sua mãe trabalha num laboratório subterrâneo chamado “The Loop” e investiga o mistério, o que acaba levando-a a uma impressionante viagem no tempo.

O tempo faz tudo mudar 

2. “Transpose” – Dois adolescentes, Jakob e Danny, encontram um objeto na floresta que permite trocar de corpo e viver a vida um do outro. A experiência, que no início parece divertida, acaba levando-os a situações extremas, à beira dos limites da própria humanidade.

3. “Stasis” – A jovem May se apaixona por Ethan e   tenta fazer o tempo parar com a ajuda de um artefato científico. Como metáfora do amor, o casal interrompe o tempo para viver sua paixão, mas, quando Cronos volta a agir, tudo muda novamente e e nada é para sempre.

4. “Echo Sphere” – O garoto Colle, filho de Loretta, e seu avô Russ (o fundador  do Loop) se confrontam com o fim da vida através de uma esfera que revela quanto tempo resta a cada pessoa. Um dos episódios mais bonitos e tristes, sobre a passagem inevitável do tempo, uma força que nem mesmo o Loop pode conter.

5. “Control” – Ed é um pai que trabalha no Loop e faz escolhas extremas para proteger sua família após o filho entrar em coma. Talvez o episódio mais fraco da temporada, mas interessante pela forma como mostra os robôs envelhecidos e abandonados, lembrando que a tecnologia, por mais avançada que seja, logo se torna sucata, e nunca substitui o valor da vida humana.

6. “Parallel” – Gaddis é um segurança do Loop que viaja para um mundo paralelo em busca de amor e sentido. Nessa jornada, ele encontra mais do que o amor: encontra a si mesmo, descobrindo possibilidades de vida que se desenrolam em outros tempos e dimensões.

Você toca a campainha e
quem atende é você mesmo 

Cada gota de chuva um segundo 
Tempo tempo tempo tempo

7. “Enemies” – George, marido de Loretta, quando adolescente visita uma ilha misteriosa e descobre uma presença monstruosa que muda sua vida. A convivência entre robôs e humanos é mostrada de forma mais intensa e perturbadora aqui. Terminei o episódio impressionada, com um gosto amargo na boca.

8. “Home” – Colle, o  garoto,  tenta reencontrar o irmão Jakob, que havia se perdido,  e se reconectar com o passado em uma cidade onde o tempo parece correr diferente. Por ser o último da temporada, o episódio busca amarrar as histórias e acaba emocionando profundamente, afinal, já estamos afetivamente ligados às personagens e suas travessias pelo tempo e pelo sentimento. 

Quando termina, o que mais queremos é ver mais, porque é uma série linda, interessante, delicada e de altíssimo nível.

Você fotógrafa o que quer guardar 

Quando acabou, pensei em mil coisas — sobretudo na ideia de “tempo constelacional” de Walter Benjamin, que, em última instância, não rejeita a possibilidade de vidas simultâneas se desenrolando em outras dimensões. Será?

 

Pedi ajudinhas práticas à IA para escrever esse POST, ela me ofereceu um mapa das conexões entre os episódios. Ela inseriu também interpretações minhas (ela revisou o texto) e ficou bem legal :


🌀 Mapa das Conexões do Loop

1. Loretta (Ep. 1 – “Loop”)

É o ponto de partida e o fio condutor da série.

Aparece jovem, depois adulta e mãe de Cole (Ep. 4) — mostrando a continuidade entre gerações.

Representa a ciência e a curiosidade, mas também o risco de perder o humano ao tentar dominar o tempo.


2. Jakob e Danny (Ep. 2 – “Transpose”)

São vizinhos de Loretta.

A troca de corpos conecta-se ao tema da identidade e da incapacidade de ser “outro” sem se perder de si mesmo.

Jakob reaparece em outros episódios, mas de forma sutil — deslocado no tempo.


3. May e Ethan (Ep. 3 – “Stasis”)

Vivem no mesmo universo e época que Jakob.

Sua tentativa de parar o tempo é uma metáfora do desejo humano de congelar o instante do amor.

O dispositivo que usam é um dos muitos artefatos do Loop, e reaparece abandonado depois, como vestígio de uma história que o tempo engoliu.



4. Cole e Russ (Ep. 4 – “Echo Sphere”)

Cole é o filho de Loretta, e Russ, seu avô, o fundador do Loop.

É o episódio mais pessoal e filosófico: a aceitação da morte e do ciclo da vida.

Liga-se diretamente ao início e ao fim da série — a origem e o encerramento do Loop familiar.


5. Ed (Ep. 5 – “Control”)

Morador da mesma cidade, também trabalha no Loop.

O tema da proteção da família e da impotência humana diante do inevitável ecoa o que vemos em Cole e Loretta.

Mostra o contraste entre o controle e a entrega — uma das tensões centrais do Loop.


6. Gaddis (Ep. 6 – “Parallel”)

O segurança do Loop que descobre outra versão de si mesmo em um universo paralelo.

Espelha o conflito de Jakob (Ep. 2) e aprofunda a ideia de existências simultâneas, que você captou com a leitura de Walter Benjamin.

7. George (Ep. 7 – “Enemies”)

Marido de Loretta e filho de Russ.

O episódio revela seu trauma de infância , o que explica muito da frieza e solidão dele no presente.

Amarra o ciclo familiar, tornando o Loop uma metáfora do destino hereditário.


8. Cole novamente (Ep. 8 – “Home”)

O último episódio fecha o círculo iniciado em “Loop”.

Cole percorre o tempo em busca do irmão  Jakob
e, sem perceber, vive dentro do mesmo Loop que seu avô criou.

É o retorno ao lar — não físico, mas emocional, espiritual e temporal.


💫 Evidente e invisível ao mesmo tempo — a série faz o tempo agir como personagem. As vidas se entrelaçam não apenas por parentesco, mas por temas: identidade, perda, amor, passagem e permanência.
Tudo é sobre ser humano diante do incompreensível.


Uau! Deu pano pra mangas! Super recomendo a série.

Um plus: minha amiga Rosane Pavam reparou que no primeiro episódio, enquanto a menina Loreta caminha pela cidade,há um letreiro do filme Monika e o desejo, de Bergman 



domingo, 2 de novembro de 2025

Trilogia do RATO


 RATO, contraponto do narrador-

O Rato é um personagem recorrente em alguns dos primeiros livros de Haruki Murakami — Ouça a Canção do Vento, Pinball, 1973 e Caçando Carneiros —, a chamada “Trilogia do Rato”. Ele aparece como o amigo do narrador-protagonista sem nome.

Como recurso de composição de personagem para o autor, acho interessante; mas, como leitura, confesso que é um pouco cansativo (já li muiyos textos mais bem-acabados de Murakami...).

Rato é um jovem melancólico, inteligente e inconformado, que sente repulsa pela rotina e pela superficialidade da vida moderna. Vive em busca de sentido, embora nem ele saiba exatamente o que procura . Algo muito juvenil pro meu gosto.

Como apontou a IA, dentro do universo dessas obras, o Rato acaba se tornando uma figura simbólica: representa o lado idealista e rebelde do narrador (e do próprio Murakami), aquele que não aceita o mundo como ele é e, por isso, se isola ou desaparece.

Rato é o alter ego solitário e inquieto de Murakami, símbolo da juventude perdida e do desejo de escapar da mediocridade.

Não deixa de ser interessante ,  mas ainda prefiro outras pegadas murakâmicas, menos teen... mais densas e enigmáticas.

sábado, 1 de novembro de 2025

Sobre o filme MALÊS

               

 
Durante uma visita a Niterói, em meados de outubro de 2025, fui convidada pelo meu anfitrião e tive a oportunidade de assistir ao filme Malês (Antônio Pitanga )no cinema em  17 de outubro 2025.
Assistimos Malês 

Esse filme era muito aguardado, por tudo o que representa: uma página especial do cinema negro, trazendo à tela uma das mais importantes revoltas negras da história do Brasil.

Entre 1831 e 1840, a instabilidade política após a abdicação de Dom Pedro I provocou diversas revoltas populares de grupos insatisfeitos com o governo central, como a Cabanagem (no Grão-Pará), a Farroupilha (no Rio Grande do Sul) e a Sabinada (na Bahia). A Revolta dos Malês (também na Bahia) foi uma delas.

Seu grande diferencial é que foi a única planejada e executada por africanos muçulmanos, que sabiam ler, escreviam em árabe e mantinham costumes distintos de outros grupos africanos, como os oriundos do Congo ou da Nigéria. Esse traço ajuda a explicar outra particularidade: o objetivo da revolta não era apenas a libertação dos negros, mas também a implantação de uma sociedade islâmica na Bahia.

Outro aspecto que a distingue de outros levantes regenciais é que depois de reprimida, as lideranças que não foram mortos, foram deportados para a África.
#Levantemalêsnoscinemas


Toda essa riqueza de detalhes aparece no filme — é verdade. A língua, os costumes, a estética e os valores dos Malês, apresentados lado a lado com outras tradições africanas (como o culto aos orixás), são algo digno de se apreciar. É um trabalho visualmente interessante e culturalmente potente.

Mas o difícil no filme é que, apesar do elenco talentoso, do tema relevante e dos detalhes inéditos, afinal, a Revolta dos Malês raramente é abordada com a importância que merece, nem mesmo nas escolas, eu achei  o roteiro  muito fraco, tornando o filme pouco envolvente.

Escrito por Manuela Dias, conhecida por suas novelas, o enredo transforma a revolta em um romance um tanto incoerente, ambientado em meio a escravidão e uma guerra. Um tema tão rico, uma pesquisa tão detalhada, atores excelentes :  tudo isso poderia ter resultado em algo ainda melhor. Detesto dizer isso, mas... hoje, com o nível que o cinema brasileiro alcançou, esperávamos mais.

Ainda assim, pela importância e originalidade do tema, o filme certamente será lembrado como o único dedicado a essa revolta . A menos que surja outro, o que sabemos que não é fácil, já esse foi como tirar leite de pedra .

Mas sim, fizemos questão de prestigiar o filme, logo nas primeiras semanas, comparecer, torcer para gostar — e até gostamos —, mas ficou aquele gostinho de quero mais.


sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Assisti " Babygirl" : um filme nota 7


                                   


Assisti "Babygirl" (Direção Halina Reijn)  sozinha, numa manhã tranquila, e gostei. Tive aquela sensação agradável de ter visto um filme realmente bom , coisa que nem sempre acontece. Como alguém disse na internet, digamos que é um “filme nota 7”.

A história gira em torno de Romy (Nicole Kidman, deslumbrante), uma CEO poderosa e inacessível que vive um casamento “perfeito” com Jacob (Antonio Banderas, no papel do marido romântico). No entanto, ela mantém um caso com o jovem Samuel, seu estagiário,com quem se permite descobrir e experimentar seus desejos sexuais mais profundos que o marido nunca acompanhou e  por isso estavam reprimidos: o de ser dominada, obedecer, servir.

Romy, até então a imagem da mulher que comanda e dá as ordens, revela sua camada submissa na intimidade. Só isso já seria um bom tema, mas o filme não é assim tão raso: essa entrega a um garoto só é possível  e prazerosa para ambos , porque é consensual. Eis a chave do tesouro na história de Romy e Samuel.

Trata-se de uma história de adultério, não é  uma história romântica no sentido tradicional, mesmo assim eu diria que é uma história de amor. Uma “anedota”, no sentido de narrativa curta, que vem para balançar estruturas, redimensionar a vida de Romy e proporcionar experiências transformadoras.

Como é um thriller sexual, é claro que muita gente (para não dizer a maioria) não vai gostar. Há uma grande rejeição aos filmes “sérios” com temática sexual, como se o ser humano não fizesse sexo. Em geral, não tenho esse estranhamento, mas lembro que não consegui terminar de assistir  "Anora", porque a forma como o sexo é mostrado ali me pareceu ofensiva e cansativa. Em certo momento, perguntei: “Esse filme não tem roteiro?” — e larguei a sessão.

Este não é ,de forma alguma, o caso de Babygirl. Ali  o sexo é o fio condutor de um roteiro sólido e atual, aparecendo em cenas de bom gosto inegável, muito  provavelmente com a intenção de revelar camadas das personagens. O caso entre uma mulher mais velha, bem-sucedida e casada, e seu jovem estagiário traz à tona temas envolvendo sexo e poder em suas múltiplas manifestações.

Gostei bastante, embora ache que o uso constante de gemidos bem audíveis ao fundo  tenha sido um pouco desnecessário. A sexualidade já estava expressa de muitas formas mais interessantes, e o som pode acabar  reduzindo Romy à imagem de “uma mulher no cio” — o que definitivamente não corresponde à profundidade da personagem.

Para encerrar, destaco a trilha sonora — não apenas a incidental como acabei de comentar, que  traz  canções marcantes que embalam o filme: "Never Tear Us Apart", do INXS, e "Father Figure" , de George Michael:  É puro suco da melhor música dos anos 1980, década em que eu era criança, mas já via a ascensão de atores como Banderas e Kidman, que atuam no filme com brilhantismo.


No Spotify, esse lugar que uso para repercutir os filmes  e livros por meio das trilhas sonoras, eu  encontrei uma playlist sobre Babygirl e sexualidade feminina que é puro sucesso. Como não gostar de um filme que desperta tudo isso?

sábado, 25 de outubro de 2025

Aniversário com o Cacique de Ramos


 

Em 25 de outubro 2025, meu aniversário, o Cacique de Ramos chegou no Maria Zélia e não pude deixar de comemorar lá com eles. Melhor presente não há!Muito bom !

Eu estava toda de sambista, vestido vermelho e chapéu e me diverti muito 


Alguns stories do dia 








O samba é meu melhor abraço 

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Viagem : Filmes e Murakamis

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  • Entre 13 e 19 de outubro viajei para Niterói e foi uma experiência única, cheia de filmes incríveis e Murakamis .
  • Cheguei trazendo  o "Caçando carneiros" (estou lendo); lá já estava "Após o anoitecer" (já lemos) e chegou "Homens sem mulheres" ...livros de Murakami chegam até mim, amo !💞❤️😍
  • Aí fomos assistir filmes. Começamos na pegada Murakami, vimos o  espetacular "Drive my car", que faz jus ao conto de Murakami e ficamos extasiados; depois assistimos a outro filme muito bom e extremamente atual, Ela (Her) sobre o romance entre um homem e um sistema operacional. Depois fomos ao cinema assistir "Malês", que é bom, importante por tratar de uma revolta regencial quase esquecida. Mas achei muito didático . É aquele filme pra passear na aula de História do sexta ano . Depois vimos Run, um filminho de terror psicológico muito interessante, sobre psicopatas inteligentes. E por fim vimos " Entre facas e segredos" que é legalzinho.
  • Essas viagens são demais!

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

"Drive my car" , o filme

 



















Entre 15 e 16 de outubro de 2025 enfrentei o medo de me decepcionar com adaptações cinematográficas de textos que amo ou de passar três horas assistindo e encarei o filme.
Melhor coisa que fiz. Queria e quero ver de novo e de novo ... Que filme lindo! 






Na verdade ele é quase uma adaptação do livro "Homens sem mulheres",pois mesmo centrado no conto "Drive my car", cita outros contos Kino e Sherazade: sublime 💞
Quando acabei escrevi o depoimento: 

DRIVE MY CAR — ACABEI DE ASSISTIR! 😵😱😵‍💫😪🤐😓😨

Uma história sobre incomunicabilidade e sobre as possibilidades  diversas de comunicação,  um tema profundamente japonês.

Não vou falar do conto de Murakami, que já explorei à exaustão, mas quero destacar algumas camadas deste filme lindo:
Concordo com Isabela Boscov: a cena final da peça "Tio Vânia" de Tchecov, filmada não em palavras, mas em gestos, é uma das coisas mais belas que já vi no cinema! Me emocionei tanto!

A conversa reveladora entre Kafuku, o dono do carro, e Takatsuki,  o ator jovem que foi amante de sua esposa, é tão carregada de emoção que parece quase transbordar da tela.

E a jovem Misaki Watari, a motorista: Que personagem! Ela, que  é desde o início a lembrança da filha perdida de Kafuku,que também teria vinte e três anos e atua como ponto central da narrativa. Sou suspeita pra falar, pois já expus mil vezes minha leitura dessa história, mas no filme ela se confirma: a motorista assume o papel de uma jovem analista. 
Ela ouve  Kafuku;  as pessoas falando com Kafuku; a peça de Tchekhov,  gravada na fita K7 do carro,  e sabe que é a partir daquele texto que Kafuku  tenta simbolizar sua própria história .
No fim, ela pergunta : 
"Kafuku San, sobre a esposa morta Oto San,  seria difícil pra você aceitar ela, tudo sobre ela,como sendo verdadeiro? Talvez não houvesse nada de misterioso nela. É difícil pra você pensar que ela só era assim? Ela te amava do fundo do coração e ia atrás de outros homens o tempo todo. Pra mim não parece ter nada de falso ou contraditório nisso. Isso é estranho? Me desculpa..." Que forma amistosa e delicada de lidar com sentimentos alheios, culminando num abraço de acolhimento ,quase o gesto final de uma sessão de terapia: Estamos juntos!
Ainda preciso deixar o filme amadurecer em mim, mas por ora posso dizer, sem dúvida: QUE FILMAÇO! 🎬💔

Algumas imagens sobre o filme