segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Geraldo Vandré fala do período que ficou na casa de Guimarães Rosa

Começa mais ou menos nos 35 minutos e meio.
Eu achei tudo muito estranho. O que acharam?

Trechos das Cartas de Vicente Van Gogh ao seu irmão Theo

"...As cores se sucedem como que sozinhas e ao tomar uma cor como ponto de partida me vem claramente a cabeça o que deduzir, e como chegar a dar-lhe vida. Não posso entender, por isso, a grosso modo, que um pintor faz bem quando parte das cores de sua palheta em vez de partir das cores da natureza. Interessa-me menos que minha cor seja precisamente idêntica, ao pé da letra, a partir do momento em que minha tela ela fique tão bela quanto na vida. A cor, por si só, exprime alguma coisa, não se pode prescidir disso, é preciso tomar partido. O que produz beleza, beleza verdadeira, também é verdadeiro e isso realmente é pintura e é mais belo que a imitação exata das próprias coisas." Vicent Van Gogh


Sobre cores! É por isso que entendo as palavras de Renè Schèrer quando ele escreveu que a cor é proprimante a linguagem das crianças, pois através da cor (da "encorporação" da cor) que justifica a existência da ficção (um mundo além do nosso mundo, como escreveu Antonio Candido). Se é além do nosso mundo, por que precisamos copiá-lo tal e qual os percebemos através de nossos limitados 5 sentidos ?
A criança sabe disso, mesmo sem saber que sabe! Genial !

domingo, 15 de janeiro de 2012


"Muitas vezes tenho me perguntado por que os teóricos da literatura ainda não perceberam que tudo o que dizem quando falam de fenomenologia, estruturalismo, desconstrução ou qualquer outra abordagem crítica pode ser mais claro e facilmente demonstrado na literatura infantil. O inverso disso é imaginar por que muitos de nós que nos ocupamos da literatura infantil temos sido tão lentos para reunir as duas."
Aidan Chambers

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Historiador cria vida, cria tempos!

Toda narrativa é capaz de criar seu próprio tempo e sua própria vida a partir de documentos achados em arquivos. O historiador Robert Darton nos fala sobre a narrativa da morte de de uma personagem do século XVIII que pesquisou no arquivo:

"Posso repetir a morte de Bertrand de muitas maneiras, interrompê-la em qualquer ponto, retrocedê-la ou avançá-la em direção a ligações com outros dossiês que se relacionam com o dele em combinações infinitas.
O que eu estou fazendo com isso? O que todo historiador faz: brincando de ser Deus.
Como explicou Santo Agostinho, Deus existe fora do tempo. Ele pode reecenar a história como Lhe aprover, para trás, para a frente ou as duas coisas ao mesmo tempo.
O historiador certamente cria vida. Ele insufla vida no barro que escava nos arquivos..."

Muito interessante, especialmente para quem lida com arquivos...Darton é historiador que deve ser mais do que considerado!

sábado, 7 de janeiro de 2012

Congresso Internacional

III CONGRESSO INTERNACIONAL DE LEITURA E LITERATURA INFANTIL E JUVENIL II FÓRUM LATINO-AMERICANO DE PESQUISADORES DE LEITURA - PUCRS - de 09 a 11 de maio de 2012
Mais informações aqui.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O mundo da criança




Mundo da Criança
Toquinho


É sempre colorido, muitas vezes de papel
Com arcos, flechas, índios e soldados
Cheinho de presentes feitos por papai noel
O mundo da criança e iluminado

Baleias gigantescas, violentos tubarões
Mistérios de um espaço submerso
Espaçonaves passam por dez mil constelações
O mundo da criança é um universo
O mundo da criança é um universo

Pipas, peões, bolas, balões, skates e patins
Vovó, vovô, mamãe, papai, família
É fácil imaginar uma aventura
Dentro de uma selva escura
Com perigos e armadilhas
Viagens para encontrar minas de ouro
Piratas e um tesouro enterrado numa ilha

Imagens, games, bate-papos no computador
O tempo é cada vez mais apressado
E mesmo com todo esse imenso interativo amor
O mundo da criança é abençoado
O mundo da criança é abençoado



quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

As aventuras de Pinóquio: História de um boneco - Carlo Collodi

Vocês souberam da edição especial da história original do Pinóquio, escrita por Carlo Collodi que a editora Cosac Naify preparou em dezembro de 2011? Pois é tudo de bom!!!!
Vale muito ver, especialmente aos historiadores, afinal começamos a aprender a importância do tal bonequinho para a história ao lermos o texto "O país dos brinquedos - Reflexão sobre a história e sobre o jogo" que está no livro "Infância e História"de Giorgio Agamben?
Ali ficamos sabendo que até as coisas mais prosaícas e triviais podem ser um tesouro para análise de um bom historiador...
Nesta edição, segundo lemos no site da editora: "as ilustrações exclusivas de Alex Cerveny são uma atração à parte: o artista brasileiro utilizou a técnica cliché verre, do final do século XIX (contemporânea ao livro), na qual se chamusca uma placa de vidro com uma vela e desenha-se rapidamente sobre esta superfície com um objeto pontiagudo. O resultado são imagens oníricas de um Pinóquio nunca antes imaginado." Além disso também temos um prefácio do Italo Calvino, "só isso"... mal posso esperar para comprar e ler tudo!
Se quiserem saber mais sobre o livro clique aqui.
Se quiserem ler uma enterevista com o tradutor Ivo Barroso, clique aqui.