terça-feira, 8 de janeiro de 2013
sábado, 5 de janeiro de 2013
Borges e Guimarães (trecho)
Por vários motivos (que conheço e também que desconheço), ainda não tornei leitora de Borges. Talvez por isso, embora conhecesse de tempos a referência, nunca tinha procurado ler o livro "Borges e Guimarães". Também tem que eu não gosto muito da ideia de literarura comparada. Não me toca, sei lá... é que eu gosto de 'encorporar' os textos, dai não olho com bons olhos um terceiro elemento em uma releção tão íntima (imaturidade? ou será porque não sou da letras?) Mas tem momentos que precisamos fazer coisas, mesmo carregando mil apesares. Dei uma olhada no livro e achei bem interessante. Leiamos um aperitivo:
"interessa o processo de elaboração da escrita de Borges e de Rosa, que se faz por meio da ' tatuagem' dos elementos da língua falada no corpo da escritura, seja do ponto de vista do encadeamento sintagmático, seja no de seletividade dos significantes. Não se trata, porém, do puro e simples uso da expressão falada na clausura da escrita; nos dois autores, o caráter assistemático da fala apõe-se ao sistemático da língua, criando-se uma re-codificação que aproveita o aspecto dialético para colocar-se entre duas linhas de força: uma variante popular, falada, da qual se extraem os efeitos estilísticos, criados à revelia das normas da língua, mas que se encaixam no sistema; e outra, variante culta, literária, que implica o uso voluntário, consciente da linguagem.
O estudo comparativo baseia-se no princípio de que se devem opor elementos difereteremetem para que, da proximidade, surjam as semelhanças. As obras de Borges e de Rosa remetem a regiões opostas, geograficamente : os sertões das gerais e as orillas. Consequentemente, os traços regionais devem diferir. A maneira de produção é diversa. Em Borges, organiza-se histórias em camadas 'perolíficas', superpostas, em parco espaço, girando em torno dos mesmos motivos; em Guimarães Rosa, há sede de espaço, a narrativa flui prolífica, poderoso fluxo verbal. "
Vera Mascarenha de Campos. Borges & Guimarães. p. 22.
Mesmo não etendendo nada de Borges, eu concordo com as colocações de Vera; só problematizaria melhor todas as justificativas... de qualquer forma, cá está registrada minha leitura deste texto.
"interessa o processo de elaboração da escrita de Borges e de Rosa, que se faz por meio da ' tatuagem' dos elementos da língua falada no corpo da escritura, seja do ponto de vista do encadeamento sintagmático, seja no de seletividade dos significantes. Não se trata, porém, do puro e simples uso da expressão falada na clausura da escrita; nos dois autores, o caráter assistemático da fala apõe-se ao sistemático da língua, criando-se uma re-codificação que aproveita o aspecto dialético para colocar-se entre duas linhas de força: uma variante popular, falada, da qual se extraem os efeitos estilísticos, criados à revelia das normas da língua, mas que se encaixam no sistema; e outra, variante culta, literária, que implica o uso voluntário, consciente da linguagem.
Mesmo não etendendo nada de Borges, eu concordo com as colocações de Vera; só problematizaria melhor todas as justificativas... de qualquer forma, cá está registrada minha leitura deste texto.
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Donzela Guerreira
Tudo começou quando eu vi uma caixinha vermelha intitulada Donzela Guerreira na loja SESC. Tratava-se de
Resultado de um projeto cultural do grupo Anima, inspirado no livro "Donzela Guerreira: Um estudo de gênero", de Walnice Nogueira Galvão. Só de olhar a caixinha, imediatamente eu entendi porque aquilo serviria a mim - tem Diadorim, que é a própria Donzela Guerreira. N a página 80 do livreto achei logo aquilo que eu procurava:
Olha ai Diadorim, em um dos momentos mais belos do romance Grande Sertão: Veredas (Ainda mais bonito só o trechinho logo em seguida, quando, depois da desoberta, Riobaldo diz algo como "não sabendo como chamar, disse apenas MEU AMOR") e o agradecimento a D. Aracy - outra donzela guerreira- que emociona muito. Mas, para além disso tudo, não fazia ideia de quanta riqueza traria este material:
Lá estava eu no centro do meu repertório cultural: uma sonoridade muito medieval, que me lembrou tanto algumas interpretações de canções deo Elomar, não? Será que, mesmo sem querer, neste doutorado eu não estou, de alguma forma, realizando aquele meu desejo de ser medievalista? (rs) Possibilidades abertas pela longuíssima duração da História Cultural...
Tom Zé = Máquina de criatividade
Começando 2013 com muita criatividade, tem Tom Zé no Sesc Consolação:
"INSTRUMENTAL SESC BRASIL
Na universidade, com a orientação teórica de Koellreuter, Tom Zé incorporou à sua música conceitos modernistas. Uniu elementos de música erudita e de vanguarda ao folclore e às canções de trabalho de sua cidade, do povo de sua região. Em seus arranjos e orquestrações, acrescentou liquidificadores, rádios, máquinas de escrever, enceradeiras, gravadores, teclados e garrafas. Juntou-os a instrumentos convencionais, a par de um complexo sistema de som construído por ele próprio. Inventou, em 78, o sampler brasileiro. As letras de Tom Zé, influenciadas pela poesia concreta, privilegiam o essencial e, algumas, a síntese. Seus arranjos originais e a riqueza rítmica de suas composições o transformaram num dos mais irônicos e irreverentes criadores do Brasil. Ampliando os limites da canção popular, expressa a um só tempo rudimentaridade e alta tecnologia, realidade virtual e sonoridade naif. Une o pop à música experimental. Na década de 90 foi convidado pelo multiartista David Byrne, líder do Talking Heads, para ser o primeiro contratado pela gravadora Luaka Bop, que ele acabara de fundar. Os lançamentos dos CDs do brasileiro foram um sucesso planetário, com resenhas entusiásticas em toda a imprensa mundial. Recentemente lançou o CD “Tropicália Lixo Lógico”, elaboração musical e poética do movimento tropicalista. Para o Instrumental Sesc Brasil Tom Zé apresentará show inédito. Com Tom Zé - Triângulo e Instrumentos especiais; Daniel Maia – Guitarra e Instrumentos especiais; Cristina Carneiro – Teclados e Instrumentos especiais; Jarbas Mariz - Viola 12 Cordas, Bandolim e Instrumentos especiais; Felipe Alves – Baixo; Rogério Bastos – Bateria. Teatro Anchieta. "
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Um trabalho de vovô...
Como seria esse "trabalho de vovô" que Verinha ia arranjar para seu vovô Joãozinho, quando o trouxesse para São Paulo, em 1967? (rs)
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domingo, 30 de dezembro de 2012
40 anos da série Vagalume, quem lembra?
Como a Série Vaga Lume foi importante na minha adolescência, especialmente com a coleção "Os Karas", do Pedro Bandeira! Que saudade!
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Séria Vagalume
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