domingo, 17 de maio de 2015
sexta-feira, 1 de maio de 2015
As múltiplas 'verdades' literárias
O professor e atual ministro da Educação Renato Janine Ribeiro publicou no Facebook:
Uma bela reflexão sobre a literatura:"É A LITERATURA que nos revela, como acusa o escritor Hadj Garm Oren, que 'todo indivíduo, mesmo o mais restrito à mais banal das vidas, constitui, em si mesmo - um cosmo. Traz em si suas multiplicidades internas, suas personalidades virtuais, uma infinidade de cidades internas, suas personalidades virtuais, uma infinidade de personagens quiméricos, uma poliexistência no real e no imaginário, o sono e a vigília, a obediência e a transgressão, o ostensivo e o secreto, pululâncias larvares em suas cavernas e grutas insondáveis. Cada um contém em si galáxias de sonhos e fantasias, de ímpetos insatisfeitos de desejos e amores, abismos de infelicidades, vastidões de fria indiferença, ardores de astro em chamas, ímpetos de ódio, débeis anomalias, relâmpago de lucidez, tempestades furiosas...' (MORIN, 2011, 44).MORIN, Edgar. A Cabeça Bem Feita. Trad. Eloá Jacobina. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011.(Indicada por Zenilton Fernandes).
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quarta-feira, 29 de abril de 2015
Valeu Abu!
A morte passou pela terra essa semana mesmo e aproveitou para levar também o dirtor, ator, apresentado e sobretudo PROVOCADOR Antonio Abujamra.
Fica um registro final, com muita saudade daquele que viveu "caminhando no incerto idolatrando a duvida"...
Fica um registro final, com muita saudade daquele que viveu "caminhando no incerto idolatrando a duvida"...
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segunda-feira, 27 de abril de 2015
Gratidão Inês Etiene Romeu
Na manhã de 27 de abril de 2015 faleceu, ao 72 anos, dormindo, a ex guerrilheira Inês Etiene Romeu, em Niterói no RJ. Inês era historiadora e foi a única sobrevivente da Casa da Morte de Petrópolis e, incrivelmente viveu o ofício de historiadora: (sobre)viveu para contar. Trata-se de uma das figuras que eu mais admiro entre todas, já falei dela aqui e não tenho palavras para expressar meu sentimento ao saber da sua morte , pois nunca que desejamos a morte de alguém, ainda uma pessoa assim tão admiravelmente corajosa, porém me lembro de tantas e tantas vezes que Inês quis morrer, quis se ver livre do inferno em que vivia e como nunca foi permitido a ela ter paz, nem em pleno século XXI, democracia no Brasil, ainda era preciso calar a voz de Inês. E ela morreu da forma que merecia: dormindo, como um anjo, como merecia. Agora se efetuam as palavras de sua irmã na Comissão da Verdade em 2014:
"Sua missão é de heroísmo. Você não tem mais o que temer. Você venceu".Celina Romeu
Nunca vou me esquecer da sua história, da sua coragem, da sua dignidade. Como escreveu Gabriel Gacía Márquez, "A vida não é a que se viveu, e sim a que a gente recorda, e como recorda para contá-la." e a história de Inês é exatamente essa!
Gratidão, admiração, amor! Fica em Paz Inês!
Gratidão, admiração, amor! Fica em Paz Inês!
domingo, 26 de abril de 2015
Ver canções
Bem linda a imagem. Sua versão musical é :
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quarta-feira, 22 de abril de 2015
Carta de Manuel Bandeira a Guimarães Rosa
| Manuel Bandeira, Peregrino Jr., Curt Meyer-Clason (tradutor alemão), João Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade, Geraldo França FONTE Templo de Delfos |
Diretamente do Templo de Delfos, uma carta que Manuel Bandeira escreveu a Guimarães Rosa:
AMIGO MEU, J. Guimarães Rosa, mano-velho, muito saudar!
Me desculpe, mas só agora pude campear tempo para ler o romance de Riobaldo.omo que pudesse antes? Compromisso daqui, obrigação dacolá... Você sabe: a vida é um Itamarati - viver é muito dificultoso.Ao despois de depois, andaram dizendo que você tinha inventado uma língua nova e eu não gosto de língua inventada. Sempre arreneguei de esperantos e volapuques.Vai-se ver, não é língua nova nenhuma a do Riobaldo. Difícil é, às vezes. Quanta palavra do sertão! A princípio, muito aplicadamente, ia procurar a significação no dicionário. Não encontrava. Pena o título: Grande Sertão: Veredas. Nenhum dicionário dá a palavra "vereda" com o significado que você mesmo define à página 74: "Rio é só o São Francisco, o Rio do Chico. O resto pequeno é vereda." Tinha vezes que pelo contexto eu inteligia: "ciriri dos grilos", "gugo da juriti" etc. Mas até agora não sei, me ensine, o que é "arga", "suscenso", "lugugem" e um desadôro de outras vozes dos gerais. Tinha vezes que eu nem podia atinar se a palavra era nome de bicho vivente, plantinha ou coisa sem corpo nem côr nem coragem, abstrato que se diz, não é? Ou é? Ou será?Ainda por cima disso, você fez Riobaldo poeta, como Shakespeare fez Macbeth poeta. Natural: por que um jagunço dos gerais demais do Urucuia não poderá ser poeta? Pode sim. Riobaldo é você se você fosse jagunço A sua invenção é essa: pôr o jagunço poeta inventando dentro da linguagem habitual dele. O vocabulário dele já é riquíssimo, dá a impressão que não ficou de fora nenhuma dicção de seus pagos e arredores; aumentado com os neologismos, sempre de boa formação lingüística, ficou um potosi, nossa! A gente acaba tendo que entregar os pontos, nem que seja um Gilberto Amado. O diabo é que depois de ler você a gente começa a se sentir e cantar eu sou pobre, pobre, pobre, rema, rema, rema, ré.Só que acho que não precisava contar de um rojão só, como o Joyce do último capítulo de Ulysses, as 594 páginas da história de Riobaldo. Quantas horas levaria? Eu levei dias para ler. Ainda bem que você virgulou tudo, minudente. E o caso de Diadorim, seria mesmo possível? Você é dos gerais, você é que sabe. Mas eu tive a minha decepção quando se descobriu que Diadorim era mulher. Honni soit qui mal y pense, eu preferia Diadorim homem até o fim. Como você disfarçou bem! nunca que maldei nada.Amigo meu J. Guimarães Rosa, mano-velho, o menino Guirigó e o cego Borromeu são duas criações geniais. Aliás todo esse mundo de gente vive com uma intensidade assombrosa. E o sertão?
O sertão é uma espera enorme.
E o silêncio?O vento é verde. Aí, no intervalo, o senhor pega o silêncio, põe no colo.Tão deleitável tudo, nem que estar nos braços da linda moça Rosa'uarda, ou de Nhorinhá, de Ana Dazuza filha, ou daquela prostitutriz que proseava gentil sobre as sérias imoralidades.
Ah Rosa, mano-velho, invejo é o que você sabe:
O diabo não há! Existe é o homem humano.Soscrevo.
13/03/1957
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Turbante que empodera!
Ontem, novamente, provei um turbante na Paulista. E era um turbante amarelo, lindo, me senti muito rainha com ele! Pena ele ser tão caro, ai não trouxe um para mim.
Mas não me esqueci dele, da minha imagem usando ele e da sensação que tive ao vesti-lo.
Procurei no google e vi que ele não remete apenas a herança africana, mas também a oriental (nada mais Camila, que é uma preta confundida com indiana), vejam:
"Para quem não sabe, o turbante é um dos símbolos da identidade negra africana e brasileira, mas que também remete a cultura oriental. O que diferencia uma das outras é a forma em que elas foram criadas/adaptadas pelo uso de cada povo.Para nós brasileiras, herdeiras da cultura afro, o turbante significa o símbolo da nossa história (anterior a 1888), das nossas crenças e principalmente da valorização da nossa beleza e cultura, tão negada e muitas vezes invisibilizadas para não atribuir veracidade ao que a história e a atual conjuntura mostram sobre elas." (texto de Fernnandah Oliverira, para o site Criloura)
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