NOS CORREDORES DAS CALDEIRAS, ONTEM, TINHA UMA PEQUENA EXPOSIÇÃO DE FOTOS DO SAMBA ROCK NA VEIA, MUITO INTERESSANTES. FOTOGRAFEI TODAS, COM AS LEGENDAS ONDE CONSTAM OS FOTÓGRAFOS. CONFIRAM.
segunda-feira, 15 de abril de 2019
Samba rock 2019 : Beleza pura
Estou muito contente porque a cirurgia da minha mãe deu certo e ela já está se recuperando em casa, ai deu para curtir, novamente, o Samba Rock na Casa das Caldeiras, junto com as pessoas de lá, que são minhas amigas lindas
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| Elaine, eu Isabele, amigas das Caldeiras |
e fui poderosa, brincos "Menina mulher da pele preta" da Nó da nega, cabelos volumosos, quase crespos e isso chamou super a atenção.
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| Eu, de samba rock |
Claro que o fato de eu eu ter chamado mais a atenção tem a ver com o fato da minha auto estima estar bem melhor, eu tenho estudado e refletido muito sobre as condições da negritude e meu espaço nesse contexto e, daquela que vivia escondida no samba rock, encantada com toda aquela beleza, estou cada vez mais me sentindo parte. Quem sabe um dia não aprendo a dançar, ai sim :)
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| Entrada do baile |
Ali rolou som de preto para preto, como eu e tanta gente gostamos! Viva essa festa linda, que faz a gente tão feliz nessa cidade
Artilharia do som blach
Ai, aquele esquema, o pessoal dançando muito , tão bonito de ver. Adorei os passinhos de sempre, super emocionante.
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| camisa do Samba rock |
Eu disse: esse eu queria para mim. Ela riu. ele se virou em minha direção, foi saindo do porão e, ao passar por nós, sorriu para mim, gostou do elogio. Pena que nem tentou contato... não se pode ter tudo, né? kkkk
Por outro lado, encontrei um militante contra a palmitagem, super simpatico, engajado, pedi para tirar foto da camiseta que é minha cara:
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| Rogério: 100 contra palmitagem |
Mas como um sorriso negro, sem palmitagem, traz felicidade, imagina dois, ai tiramos essa bela foto juntos
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| Dois sorrisos negros: dobro de felicidade |
A felicidade era tamanha que eu e a minha amiga Eriane Faria tiramos aquela que talvez seja a nossa mais bela foto juntas nas Caldeiras, e olha que são tantas, mas essa achei que estávamos lindas demais
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| Eu e Eri, Samba Rock 2019 |
E, na parte dos musinhos, esses aqui estavam prontos para a gente registrar. Cheguei perto deles e disse nem tradicional tema (que fazia tempo que não usava) "Vocês são lindos, vamos tirar uma foto?" ... Eis que surgiu a foto mais fofa do rolê, eu me sentindo num filme do Spike Lee !
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| Eu belos rapazes negros: elenco de cinema! |
Foi assim meu samba rock, que venham muitos outros!
sábado, 6 de abril de 2019
Sobre "A Mancha" da ditadura, por Luiz Fernando Veríssimo
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| Capa do livro de contos de L.F. Verissimo |
Em 2013 Luis Fernando Veríssimo lançou "Os últimos quartetos de Beethoven e outros contos",um livro diferente dos que estava acostumado a escrever, pois deixou um pouco de lado a crônica humorística do cotidiano e investiu em contos literariamente mais elaborados, mas a forma de escrever leve, se mantém sempre. Alguns contos desse livro ficaram muito marcados na minha memória, especialmente o que deu título ao volume, mas aqui vou falar de outro, um que nos é fundamental nesse momento do Brasil de 2019, trata-se do conto "A Mancha". Vou comentar rapidamente e espero não fazer muito spoiler, vamos ver como eu me saio.
A narrativa conta a história de Rogério, um ex militante que havia sido perseguido e torturado na ditadura, que nos anos 90 ou 2000 vivia atormentado por pesadelos, tinha mas se reerguido financeiramente, pois depois que voltou do exílio "enriqueceu" comprando prédios antigos, que reformava ou demolia e reconstruía para revender por preços exorbitantes, era "o demolidor".
Certa vez, trabalhando, visita um prédio antigo e feio que estava à venda, no qual encontra uma sala com um carpete com uma mancha de sangue que lhe é muito familiar: era a sala onde havia sido torturado e aquele sangue só podia ser dele. Era a marca do passado. O que fazer ? "comprar o passado, renovar, vender e enriquecer mais. Ou comprar o passado, destruir, e pensar no que fazer com o vazio"(p.119)?
Essa dúvida, se estendida para a História do Brasil, é aquela que a gente não resolveu ainda, e agora está cobrando a dívida com a impensável louvação à ditadura militar de 1964.
O passado sempre deixa uma marca, mesmo que tentemos apagá-lo, alguma coisa sempre sobra e vem cobrar nossa dívida.
Recomendo a quem puder, leia esse conto, é bem perturbador, eu cito numa aula que eu curto muito ministrar sobre o tema "história e memória".
Sou uma profissional da História e me orgulho muito disso, às favas o governo federal e seu discurso "burrocrata".
segunda-feira, 1 de abril de 2019
Um baile Hip Hop mesmo
De vez em quando, na Casa das Caldeiras, a gente encontra alguns bailarinos de Hip Hop,mas no dia 31 de março eu estava numa festa toda de Hip Hop, a For Fun Party e a experiência foi outra.
Eu fu vestida de preto, em luto pelos mortos durante a ditadura militar, mas com detalhes azuis ...essa foto tirei no banheiro das Caldeiras e , como marquei, foram para a galeria de fotos deles no Facebook
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| Eu |
O som era dos melhores, som de preto, som do século passado, de Pet Shot Boys a Vanilla Ice... que experiência estar numa festa de arte de rua, com skate e grafite
Tinhamos muitos pretos e pretas, mas não posso dizer que eram a maioria, claro que eu os achava mais bonitos, mas o que eu BABAI ver dançar foi mesmo esse garoto loirinho, todo de chocolate branco (cheguei perto dele para elogiar e vi quanto ele é branco e quanto é novinho) que elegância, que gingado,lembrou tanto o Michael Jackson!
Aliás, falando nisso, ele também tinha que "aparecer" ali, como acontece nos melhores rolês, vejam essa camiseta, onde Michael BRILHA:
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| De um lado |
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| De outro lado |
Isso para não falar do grande Black Power:
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| Isso ´Black Power, o resto é tentativa |
Mas tivemos rapazs que me chamaram a atenção: esses dois, na batalha dos bailarinos, se destacaram, o branco com camisa do Run DMC dança melhor , na minha opinião, tanto que tantas vezes ele foi aplaudido no final; mas o pretinho, bem, eu traria aqui para casa, terminaria de criar essa coisa linda:
Mas o MUSO mesmo da noite foi esse aqui, que desceu a escada já dançando e é totalmente o "meu número", parece muito com os carinhas com quem eu fico, eu tipo "reconheci" ele, mas ele só queria dançar e dançava, viu
Foi uma baita experiência,vou querer mais vezes!
sábado, 30 de março de 2019
Pastelaria da família
Se tem uma tradição na minha família , passada de geração a geração, é comer na Pastelaria Aurora, na rua Martim Tenório. Desde eu menina ia lá com minha mãe, ouvia minha madrinha falar de lá, etc. Essa semana fomos de novo e, ao reparar nesse adesivo lindo, denunciando a idade da pastelaria, a minha mãe contou que é dessa época mesmo, que conhece a pastelaria desde quando era solteira e trabalhava na Lapa! E como sempre, sempre, está cheia, imagina quantas histórias esse lugar tem pra contar!
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sexta-feira, 29 de março de 2019
IDENTIDADE PRETA E AUTO ESTIMA


O Youtube sempre me recomenda e às vezes (nem sempre) eu assisto aos vídeos do Canal Papo de Preta, com as belas Maristela Rosa e Nathalia Romualdo, que como diz o título, tratam de assuntos de interesses de mulheres pretas e tal.
Mas do que eu gosto mesmo é de ver a beleza delas, especialmente a da Maristela Rosa (mais parecida comigo,rosto redondinho, e tal). Eu acho LINDO o modo como ela usa cores fortes, muitas cores, na make, nos looks, nos acessórios, nos batons, como eu sempre quis usar e uso (sempre usei, não me importando que nunca tinha visto ninguém usar cores assim, não sou de seguir modinhas), porque acho mesmo que meu tom de pele me permite tudo.
Maristela usa mais coisas do que eu usei na vida até agora (tranças, dreads, cabelos raspados quase a zero, por exemplo), mas essas fotos são de alguns vídeos nos quais me inspirei mesmo, pois ela usa um cabelão de cachos como eu. E acho que ficamos lindas mesmo.
Escrevi até um e-mail para o canal, agradecendo por elas me permitirem o sentimento de IDENTIFICAÇÃO, que acontece quando eu entro em contato com pretos e pretas. Não todos, alguns raros e preciosos.
Pelas sombras azul turquesa, porque somos pretas e podemos usar TUDO! 
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quarta-feira, 27 de março de 2019
Africanos ouvem o álbum "ÁfricaBrasil" de Jorge Ben
O que acontece quando africanos ouvem o disco Àfrica Brasil"!
O melhor do Brasil é Jorge Ben!
Janara Lopes explica: "O Leonardo Salomão conta sobre o projeto no seu instragram:
“Eu e a @danisschuarts fizemos esse teste na Vila de Mugurameno na Zâmbia, com crianças que nunca tinham escutado música brasileira. O vídeo foi produzido em 2015 pra ajudar a arrecadar doações para terminar de construir a escolinha deles. “"
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