No sábado, 10 de Agosto de 2024 a Comunidade do Samba do Maria Zélia me deu a conhecer outra roda de samba do Rio de Janeiro, o Samba d'Coroa👑.
Ouvi a playlist a semana toda Pra entrar no ritmo
Estava frio de fato e, infelizmente e tive que sair toda encapuzada. Ia com o elegante conjunto monocromático legging forrada marrom e bota cano longo estrear uma blusinha de cashmere verde folha que ganhei da minha sobrinha e fazer a combinação de cores do outono inverno 2024, mas mesmo quentinha a blusa, era pouco. Primeiro ia usar um colete forrado de pelúcia caramelo que costuma funcionar no friozinho, mas tive medo do frio severo e optei pelo trenchcoat (tive que pesquisar o nome do casaco) creme, com muita roupa embaixo, pashimina, boina e frio eu não passei!
À esquerda um look mais samba que abandonei. À direita o look quentinho que usei de fato
Quando sai de casa
Conhecer uma roda de samba é sempre um prazer diferente, ainda que,no caso, eu até já conhecesse alguns poucos participantes do Terreiro de Crioulo, mas cada uma tem seu tempero, claro e o dessa é, indiscutivelmente, a emoção.
Naquela tarde/noite geladissima do inverno de São Paulo, o Samba d'Coroa aqueceu corpo e coração.
Algumas fotos
Essa é o dono da emoção 💕
A mesa do samba de mesa
Errata: onde está escrito cabra, leia CANTA
Essa é minha fotógrafa
O "coroa" que comanda a mesa
Que lindo
Maravilhoso
Na foto não cabe a emoção
Nem estava tão cheio
O papai ficou de costas pra mim hoje
Cabelos das pretas: inspiração
Uma emoção ver esse cara na roda
Ele ouve, sente, se entrega
Como em outubro vai ter Roda de Samba Cacique de Ramos no Maria Zélia, aí tinha uma banca com produtos oficiais do Cacique e já garanti minha beca oficial sem pagar frete 😍💖💕
Muito chique
Amei
Alguns comentários que postei
E, por fim,um vídeo. Está sem som,mas a música que coloquei era Precipício, da Jovelina Pérola Negra, que você pode ouvir aqui.
Mais uma terça feira cheia,terapia, Sesc e instrumental. Ia ver o show de um dos maiores flautistas que frequenta o Instrumental, estava um dia de sol e calor. E tudo ia dar certo. Fui treinar de manhã e depois me arrumei bem basiquinha, de jeans e camisa branca, que é cor que super me valoriza. Pena que o tecido é muito leve, amassa demais e logo estava muito amarrotado, nem liguei ... É assim mesmo
E um destaque para meu rosto
Na terapia fiquei muito emocionada, por conta de belas memórias de infância, memórias de aconchego, pertencimento e amor . Estava prontinha para abrir a torneira de lágrimas , se o instrumental fosse emocionante. E foi...
Mas antes tomei minha sopinha, como as aulas de música estão em período de férias, não encontrei nenhum músico, aí tomei sozinha, refletindo ... Só encontrei amigas depois, já no Teatro Anchieta e muito bom!
Aí o show foi aquele deslumbre de sempre. Algumas fotos
Se você quiser, pode conferir
Foi tudo muito lindo e no fim,como sempre, escrevi um comentário rápido no ônibus, na volta:
Mais um Quintal dos Prettos e eu, como sempre que possível, estive presente! Era um domingo quente nesse inverno paulistano 2024, o partido alto estava muito bom e eu me diverti muito naquela tarde.
Fui muito verão, toda trabalhada no dourado, como gosto. Mas como de costume, tive que retrabalhar as energias para o primeiro rolê do mês, antes eu refletia
Amanhã tem Quintal dos Prettos e,como sempre, hoje estou cansada, com frio, sem ânimo e roupa pra isso (de dia muito calor, depois esfria). Tomara que amanhã eu invente um look com roupinhas que tenho aqui,porque sei que lá sempre dou uma animada 😍
Mesmo eu em conflito comigo mesma, tentando elevar minha auto estima,tive que ouvir a "opinião" da minha mãe, que é sempre azedada e quer me derrubar, mas eu reagi e postei no Instagram, porque não podia ouvir isso sozinha
O legal é que, apesar de todo o conflito, passo uma vibração positiva pras pessoas nas redes, como vemos nessa reação da querida amiga Fran, no Facebook
Que luta! Fui ai fui ao Quintal e como o roteiro de sempre, comi, bebi, me diverti muito, fiz novos amigos e tals
E postei :
Faz tempo que não escolho um tema pro samba, mas o desse foi Jorge Aragão, meu cruch, claro
Fazia tempo que eu não mergulhava nos meus amados cinemas africanos, ano passado eu não acompanhei nada, esse ano não assisti ao filme mauritano em julho (ainda pretendo, cinema da Mauritânia é um dos que guardo mais vivos na memória memória), mas esse é de Sembène, não podia perder ... Nem deu tempo de assistir completo antes do debate, mas foi tudo muito maravilhoso.
O filme é sobre o Massacre de Thiaroye, ocorrido no Senegal em dezembro de 1941, num campo de trânsito com ex soldados atiradores africanos que teriam lutado pela pátria França e contra as forças nazistas na segunda Guerra Mundial e então estariam concentrados, aguardando o pagamento do soldo e indenizações, para voltarem aos seus lares. Esses atiradores não eram apenas senegaleses, vinham de várias regiões da África e se encontravam sob o domínio militar francês.
No decorrer do filme, vamos percebendo que os militares franceses, seus ex companheiros de farda, parecem estar querendo confinar esse homens, enganando, tratando com racismo , como se fossem merecedores de menos comida ou benefícios do que os outros por serem negros, adiando o pagamento de seus soldos e não os deixando sair do campo.
Para os ex soldados, são muitas as questões que os impedem de ver que talvez estivessem sendo enganados com promessas falsas, pois estão vivendo seu retorno ao solo africano depois de um longo período fora e mesmo que esperassem ser recebidos como heróis de guerra, como qualquer ex combatente francês branco europeu, na verdade são tratados como negros, apesar de seu passado heroico, e mesmo que se revoltem, só recebem em troca mais promessas, não se dão conta realmente de que foram usados e poderiam ser descartados a qualquer momento.
Como esses ex combatentes tiveram contato próximo com a cultura do colonizador, muitas vezes os africanos já não confiavam neles e esse retorno à sua terra natal, é tema recorrente nos cinemas africanos, pois muitos cineastas , inclusive Sembène, só vão se dar conta do peso do colonialismo quando voltam à África, depois de uma experiência Europa. É nesse retorno que vão perceber que são apenas colonos e não importava muito o que fizessem de criativo (Sembène foi um dos que chegaram a estudar cinema na antiga URSS durante a Guerra Fria) ou mesmo de louvor à "pátria amada França", prestando serviço militar, sempre seria um negro inferior. E isso é muito evidente na cinematografia africana e especialmente na de Sembène.
Nesse contexto o filme destaca dois personagens principais.
Serge Diata
Um deles é o senegalês Serge Diata, que era militar de alta patente e vivia em Paris com sua mulher branca e sua filhinha, mas após grandes batalhas, voltava ao solo africano para liderar seus companheiros na revolta contra os desmandos dos colonizadores. Diata é um negro diferenciado, teve acesso a educação europeia, é culto, conhece línguas, ouve música clássica e lê bons romances. Mas durante esse retorno à África percebe que nada disso lhe valeu, pois o povo da sua aldeia não confia mais nele, afinal não se casou com a aldeã que lhe era reservada e pior, casou-se com uma inimiga branca. Eles também o viam como alguém não confiável porque foi escolhido pelos franceses, não sabiam se podiam lhe dar poder total.
Ao contrário dos soldados, Diata podia sair do Campo livremente e foi assim que foi até a cidade de Dakar, tentou entrar em um bordel para tomar uma bebida, e foi duramente excluído por ser negro. Ali não importava que fosse militar, sendo negro, não podia entrar. Nesse mesmo dia, porque falava muito bem não só o francês, mas como também o inglês por conta dos romances que lia, alguns soldados americanos, que nada sabiam da situação dos soldados africanos ou franceses, o prenderam e espancaram. Isso causou uma revolta no campo e os soldados chegaram a sequestrar um soldado americano para trocar pela liberdade de Diata. Deu certo, mas no fim essa rebeldia só causou mais revolta entre os militares franceses e foi estopim para o massacre perpetrado por seus antigos companheiros de farda em Thiaroye.
Sequelado, Pays segura a cerca assustado seu amigo lhe acalma
Outro é o soldado Pays, que teria sido confinado nos campos de concentração alemão e por isso ficado sequelado. É tido como maluco. No entanto é Pays, com toda sensibilidade, que desconfia de que as promessas dos militares franceses, de pagar os soldos e libertar os soldados, é uma grande mentira, e que esses ex companheiros de batalha, na sua alucinação, são tão perigosos quanto os alemães. Desta maneira original (e quase genial ) o filme apresenta uma de suas grandes provocações, pois é na visão ingênua e anormal de Pays que Sembène aponta o tão negado colaboracionismo francês em relação aos ideais nazi fascistas durante a Segunda Guerra. Mas os ex atiradores, ao invés de ouvirem Pays, acreditam nas promessas francesas e festejam, sem saber que sua hora estava marcada
O fato é que em dezembro de 1941, na regiao de Thiaroye, os militares franceses assassinaram pouco mais de 30 africanos que haviam servido às forças armadas francesas.
O filme, como boa obra de Sembène, começa com a imagem do navio trazendo os ex competentes de volta a África de forma muito pomposa, mas essa pompa vai se apagando aos outros poucos até culminar com a chacina. No fim, incrivelmente, o filme se encerra com outro navio, com outros heróis ex combatentes voltando à África, como se aquele acontecimento trágico não tivesse acontecido ou nem fosse importante.
Dureza.
Quando terminei de assistir ao filme, fiz um comentário geral:
Terminei de assistir Campo de Thiaroye (1988), o filme de Guerra e mais masculino de Sembene. Nós na garganta de sempre com esse diretor e com filmes africanos ... e assistir nesse momento em que o mundo todo reverencia a França olímpica (eu não, nunca reverenciei) é mais indigesto ainda lembrar do colonialismo, do cinema como instrumento do controle colonial, da negação da França sobre o controle em campos e o massacre de Thiaroye (afinal é ela que narra a História Oficial, na qual isso nunca aconteceria), mas Sembene coloca o dedo na ferida e propõe a versão senegalesa dessa história trágica.
Ainda que tenha sido perseguido e censurado, esse é um filme que nosso querido Sembené se orgulhava de ter feito. Não é para menos, grande filme!
No debate,muitas coisas foram ditas, mas destaco uma referência que ainda pretendo conhecer
Ia ler meu primeiro Dostoiévski. Talvez muito tarde, pois já estou na fase em que muito dificilmente encaro um romance tijolão clássico... Então escolhi o menor volume dele para experimentar, Noites brancas- Romance sentimental das recordações de um sonhador.
O subtítulo indicava o que eu iria encontrar...
A foto de qd emprestei: Altas expectativas
Tinha trazido um Murakami também, mas escolhi começar pelo mais curto e estava até gostando (como de costume),nunca foi má vontade:
NOITES BRANCAS: Nunca tinha lido nada desse autor clássico, pois imaginava que ele era tipo um grande escritor do século XIX com dois pés na realidade, tipo Machado de Assis e isso não me interessava. Mas era bobagem, pois como ele poderia ter passado em vão pelo realismo fantástico russo do XIX q eu tanto amo? Comecei a ler essa novela e amei ver que, pelo menos nesse livro, o ambiente fantasmagórico determina tudo. O livro fala de quatro noites claras de verão de São Petersburgo (onde o sol não se põe ) e uma manhã, vividas pelo protagonista SONHADOR. Só li a primeira, que conta a vida desse solitário,amigo das casas,que encontra uma morena e esse encontro é marcante:
"perdoe-me se digo outra vez ...Mas veja, não posso deixar de vir aqui amanhã. Sou um sonhador; tenho tão pouca vida real que momentos assim, como este, né são tão raros que não posso deixar de reproduzi-los em meus devaneios. Vou sonhar com a senhorita a noite inteira, a semana inteira, o ano todo. Virei aqui amanhã sem falta, exatamente aqui, a estética mesmo lugar, a esta mesma hora , e ficarei feliz ao recordar o dia de hoje Este lugar já é belo para mim..." (P.23)
Logo em seguida o caldo começou a desandar :
Terminei a segunda noite e, mesmo sabendo que não devo julgar com olhos atuais, só penso : que boy mala esse Sonhador,pobre Nastienka que tem que aturar aquela história sem fim kkkkkk
Eu não ando nada romântica
Claro que os protagonistas, o Sonhador e a Nastienka são muito emocionados e idealizados, como bons personagens românticos, mas o Sonhador é um leitor solitário, antissocial, melodramático, verborrágico, chatíssimo. Há quem diga que ele é cheio de camadas, e complexo, pode até ser, mas eu o achei tão chato, que nem consegui perceber. Já ela, sua amada, é uns dez anos mais jovem que ele, ouve todo seu discurso sem entender nada e só ri, mesmo sabendo que é escrava da avó idosa (algo que compreendo tão bem) como boa mulher do século XIX, tem poucas oportunidades de decidir sobre sua vida que não sejam ligadas a algum homem;. Naquele tempo, ela não teria como ter a noção da roubada que o Sonhador era, como tempos hoje.
E por fim uma conclusão um pouco indigesta:
O livro é irritantemente romântico, em todos os sentidos, algo que jamais imaginei encontrar nesse autor! Gostei do belo tom fantasmagórico, a cidade e até das noites brancas, muito claras, em contraste com a história sombria de solidão, impotência e despreparo. Nesse contexto, achei a coisa mais bonita de se ler aquela figuração de São Petersburgo, que ao longo da novela vai se esvaziando,pois todos vão para o campo, fugindo do calor.
Claro que ia escrever sobre os pontos interessantes e tal, mas minha primeira impressão foi a mesma desse booktuber:
Hahahaha , honestamente é isso aí.
O boy é um mala, se a mocinha tinha poucas saídas a não ser dar corda, como era comum na época, no século XXI, hoje já não precisamos mais dar papo pra esses TIPOS.
Reflexão posterior :
Foi uma experiência Dostoievskisna, que venham outras melhores 😍
Depois de uma sessão densa de terapia, na qual chorei e ri muito, fui ao Sesc. Dessa vez não consegui reservar o ingresso e fui direto pra fila... Peguei o último ingresso,mas peguei.
A banda era de Samba Rock instrumental, aquelas maravilhosas pesquisas sobre música afro-brasileira que tanto amo, foi demais! Se quiser, confira aqui, vale muito a pena!
No site do Instrumetal eles recomendam:
Depois algumas reflexões:
E minha primeira impressão:
Foi mais um instrumental,que venham outros maravilhosos 😍
Não era bem o livro que eu queria ler, mas emprestei da biblioteca porque era o disponível de literatura japonesa e eu escolhi porque é de uma autora e queria ter essa experiência de leitura.
Quando emprestei, sorria dando um crédito pro livro
Durante a leitura eu escrevi:
Depois :
TSUGUMI: Com muita dificuldade passei da metade do romance! 🎇🎆
Agora é certeza que termino a leitura, fico contente porque era uma questão de honra ler uma autora japonesa, mesmo que o livro não apresente nada que me atraia, já abandonei um romance de uma japonesa e dessa vez quis dar essa chance à Banana Yoshimoto. Acho que se eu fosse bem mais jovem, gostasse mais de histórias de jovens vivendo aventuras de férias numa praia paradisíaca, estaria gostando mais, mas para mim, que já me deliciei com os "MilTsurus", já tive minha vida mudada com "Voragem", penso que dessa vez a literatura japonês está me fazendo perder tempo!😔 Vamos ver se o final vai me surpreender para o bem! Tomara!No fim, feliz por não ter abandonado o romance, minha conclusão foi bem realista :
No fim:
QUE BOBAGEM: Foi o que eu disse quando acabei de ler Tsugumi. Foi uma expressão um pouco exagerada, já que o romance não é de todo ruim, mas foi sincera, pois não aguentava mais perder tempo com essa história.
Realmente é um livro leve, até a escrita é leve e sem elaborações poéticas como um Kawabata, de que eu tanto gosto. O enredo também é bem banal, como se fosse um romance de férias juvenil, mas no meio do ano passado eu lia um romance realmente escrito para o público juvenil do angolano Ondjaki, "AvóDezanove e o Segredo do Soviético" que adorei, achei muito bem elaborados e divertido, como boa literatura, mas esse não foi o caso de Banana, cujo romance não tem nada demais. Embora ele aborde temas comuns a literatura japonesa , como contemplação, amizade, memória, não é escrito de forma marcante, como um Kawabata, por exemplo, que aborda os mesmos temas em enredos melhor construídos. Se eu fosse mais jovem, fosse interessada em aventura de férias em praias, em cachorros, teria gostado mais, para mim foi bem perda de tempo mesmo. A controversa Tsugumi foi a personagem que gostei, único aspecto mais positivo que achei no livro, embora até mesmo ela poderia ter sido mais bem construída e aparecer melhor na trama. Em geral, para mim, não agradou muito, foi o romance japonês menos interessante que li até hoje.