sábado, 13 de setembro de 2025
"Picasso : Um rebelde em Paris"
sexta-feira, 12 de setembro de 2025
Eu li "A mais recôndita memória dos homens", de M.M. Sarr
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| Com o livro, na biblioteca |
Terminei essa leitura que achei que seria incrível, que tinha tudo pra ser o livro da minha vida, que tem tudo a ver comigo ...mas sei lá,termino um pouco decepcionada.
Com ele? Comigo?
Me repensei muito como leitora, tive altas conversas com o CHATGPT sobre o livro e no fim sai aliviada de ter concluído a leitura. Quem sabe ainda venha a assimilar a leitura. Mas por hora: grande livro!
LEITURAS
18 de agosto de 2025
RECÔNDITA- Estou lendo "A mais recôndita memória dos homens", do senegalês Mohamed Mbougar Sarr. Além de ser uma aquisição recente do acervo da Biblioteca do SESC Pompéia, o exemplar está novinho 🤩: primeira edição brasileira, publicada pela Editora Fósforo em 2023, na tradução do francês por Diogo Cardoso. Trata-se de mais um retrato da colonização — tema que me interessa na literatura mundial contemporânea — escrito por um autor senegalês radicado na França. Pelo que soube, Sarr não se apresenta como francês e inclusive recusa a cidadania europeia.
Espero que seja um grande livro (altas expectativas), mas, por enquanto, só posso afirmar que é um livro grande: quase 400 páginas, divididas em três partes de cerca de 100 páginas cada, com letras miúdas e discussões densas.
Pelo que li em sinopses — e pelo pouco que entendi até agora — o narrador, Diégane Latyr Faye, é um jovem escritor senegalês do século XXI que entra em contato (ainda não sei se diretamente ou apenas por ouvir falar) com o livro "O labirinto do inumano", de T.C. Elimane. Esse livro, fictício, seria uma obra prima das “literaturas negras" do entreguerras, mas acabou gradualmente esquecida, assim como seu autor, após uma polêmica acusação de plágio.
A partir desse autor e dessa obra inventados, Mohamed Sarr constrói metáforas potentes para discutir a literatura pós-colonial. Se for isso mesmo (ainda estou muito no começo para confirmar), o enredo é bom, mas a escrita surpreende quem busca apenas uma narrativa envolvente: trata-se de um romance carregado de reflexões teóricas sobre livros, história da literatura, autores e colonização. Provavelmente vou demorar uma vida para concluir — mas não tenho pressa!
Aos poucos, vou compartilhando minhas impressões com vocês por aqui.😝
1 de setembro de 2025
RECÔNDITA: Continuo a leitura, "daquele jeito" tartaruga, e estou na metade. Já me entediei, já me surpreendi, já me emocionei e sobretudo,já me confundi toda com os nomes das personagens africanas! Agora continuo achando que é um livro ótimo, possivelmente a mais bem desenvolvida reflexão sobre os sentidos da literatura expressa na ficção do século XXI até agora (por isso estou lendo e não quero parar), mas até agora, eu preciso dizer, não é lá um livro dos mais envolventes. Como leitora, o comparo ao instigante "se eu viajante numa noite de inverno" do Italo Calvino, que, embora não seja referência pra ninguém que lê esse livro, pra mim é, pois o italiano também se propõe a discutir os sentidos da literatura, mas numa trama de onde você NUNCA MAIS VAI SAIR. Claro que o "recôndita" pode, e vai, me surpreender , desde que eu aguente firme e não abandone a leitura, o que seria uma covardia. Que setembro me traga a conclusão dessa LEITURA!
4 de setembro
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5 de setembro de 2025
LENDO COM A IA: Não é ruim conversar sobre leituras com a IA, não. Com mil questionamentos a partir da leitura de "A mais recôndita memória dos homens", pedi ao CHATGPT um balanço da recepção crítica do romance. Claro que ela mostrou as mais positivas e elogiosas. Aí comentei que minha experiência de leitura está indo pelo caminho contrário: embora ache os temas importantes, o livro não me prende, tenho vontade de abandonar a leitura sempre. Só aí que ela disse que muitos leitores relatam algo parecido e que talvez esse livro conquiste mais pela ideia de tê-lo lido do que pelo prazer de ler" . Tipo: é isso! Kkkk
Aí ela perguntou se vou insistir na leitura ou se quero dicas de livros mais envolventes, inclusive com o mesmo tema. Respondi que agora que passei da metade, vou até o final, na esperança do prazer posterior de ter lido 😜 Freud explica!
9 de setembro de 2025
RECÔNDITA: Voltei a ler ... Não está tão devagar a narrativa,mas confesso que já não me importo nem um pouco com o destino de Elimane, especialmente depois de ler a carta de 1940 atribuída a ele, nem com o "Labirinto inumano"... Estou no último capitulo, está indo por osmose,vai ter que ter uma reviravolta forte pra eu me empolgar nessa leitura. Sigamos...
12 de setembro de 2025
RECÔNDITA (FINAL): Acabei de terminar a leitura. Tenho que admitir que o fim do livro é muito bonito; imaginei tudo como se fosse um filme africano e fiquei feliz. Mas, quando comecei a ler o epílogo, pensei: "Pra que toda essa história tão longa? Por que esse labirinto?" 🤔
O fato é que, do meio para o final, o livro foi perdendo a graça. Fui pegando certo ranço dele, do seu personagem principal, o autor Elimane, e do seu único livro, o proibido "O Labirinto do Inumano". Daí que, no tão aguardado final, não me emocionei nem me surpreendi (não dessa vez). Só estou exausta, como se tivesse corrido uma maratona.
Claro que vou precisar de um tempo para assimilar melhor, mas termino na certeza de que é um livro para escritores. Para mim, não foi empolgante; foi mais cansativo do que proveitoso. No entanto, apesar do cansaço e de certa decepção, acho o livro excelente (notem tantos post-its!). Recomendo a leitura para quem gosta de literatura, para quem é escritor e, sobretudo, para quem não tem medo do labirinto.
RESENHA PRA GRUPOS DE LEITURA E SITE BIBLIOTECA
A MAIS RECÔNDITA MEMÓRIA DOS HOMENS- Terminei a leitura deste livro, sobre o qual tinha muitas expectativas, já que autores que admiro -como Socorro Acioli - o recomendaram vivamente. Trata-se de uma narrativa pós-colonial, escrita por um senegalês radicado em Paris, que acompanha a trajetória de autores africanos, com seu repertório natal, tentando escrever na Europa, lidando com a língua e as referências do colonizador — e, nesse processo, levantando muitos questionamentos.
Nesse campo, conheço e admiro os livros da angolana radicada em Lisboa, Djamila Pereira de Almeida, que cria ficções envolventes sem perder a densidade crítica. Já o texto de Sarr é mais erudito, dialoga de forma direta e transversal com autores teóricos que conheço apenas de passagem — como Jorge Luis Borges e Roberto Bolaño —, o que torna esse romance menos envolvente para mim.
A forma não linear e labiríntica, que recorre a diferentes linguagens (diários, cartas, depoimentos etc.), não é exatamente inédita; parece mais uma marca da literatura contemporânea. Neste caso, porém, soma-se o fato de ser um livro extenso — quase quatrocentas páginas, tornando a leitura cansativa. Apesar disso, admito que o final seja muito bonito: imaginei tudo como um filme africano e senti um certo respiro. Mas, ao começar a ler o “Epílogo”, já na página 393, não resisti a pensar: “Pra que tanta história? Por que esse labirinto todo?” 🤔
O fato é que, da metade para o final, o romance foi perdendo a força. Fui criando certo “ranço” tanto do livro quanto do personagem principal, Elimane, autor do renegado "Labirinto do Inumano". No tão aguardado desfecho, já não me emocionei nem me surpreendi como no início — apenas fiquei exausta, como se tivesse corrido uma maratona. O que talvez seja uma reação esperada a partir de um texto tão mental.
Claro que essa leitura ainda vai se sedimentar em mim com o tempo. Mas termino com a sensação de que é um livro escrito para escritores. Para mim, como simples leitora, foi menos empolgante e mais desgastante do que proveitoso. Ainda assim, apesar do cansaço e da decepção causada pela expectativa prévia, reconheço que é um grande livro (vide a quantidade de post-its na foto). Recomendo a leitura a quem ama literatura, a quem escreve e, sobretudo, a quem não tem medo de se perder no labirinto.
segunda-feira, 8 de setembro de 2025
"Os três obás de Xangô", um filme de Sérgio Marchado
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| "Os três obás de Xangô", Sérgio Machado |
Ontem no fim da tarde de domingo e feriado de setembro de setembro, fui ao CineSesc assistir um documentário delicioso e bem brasileiro.
No caminho, vem vendo bolsonari*tas de verde amarelo no metrô, deviam estar indo ou vindo de manifestação na Paulista (lugar que, por essas e por outras, evito aos domingos!) , uma tristeza ...
Ainda no caminho comecei a ver belezas: parece que já é primavera em São Paulo e os tapetes de ipê amarelo tomam a cidade, inclusive a rua Augusta
Fui ficando mais doce, depois do azedume
bolsonari*ta metrô, entrei no Cinesesc borifada de amarelo 💛
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| Um dos meus lugares favoritos de São Paulo |
Entrando lá, fui logo tirar selfie com o filme que fui assistir, que vi o cartaz no cinema em Niterói e agora tinha a chance de assistir em São Paulo por 10 reais!
O filme é uma ode a amizade entre Jorge Amado,Dorival Caymmi e Carybé , que receberam o cargo de Obá de Xangô (defensores do Candomblé e intermediadores entre terreiro e sociedade) e assim foram troçando um desenho do que seria a baianidade.
Com fotos e vídeos de época riquíssimos, leitura de alguns trechos de cartas entre os três,o documentário enchendo olhos de beleza na telona, faz a gente sonhar como deve ter sido bom ter vivido e convivido com essa tríade à época da formação daquilo que até hoje reconhecemos como um ser baiano.
Assistir a um filme no cinema, ainda mais um tão especial como o Cinesesc,tem todo um significado especial, que é sentir a reação do público. No caso foi muito calorosa a recepção, o filme foi aplaudindo e alguém até gritou no final VIVA O POVO DE TERREIRO ❤️😍
VIVAS!
Mais uns vez o Cinesesc fazendo a diferença 😍
Comentário posterior
AMIZADES : Disse Sérgio Machado que seu filme"3 OBÁS DE XANGÔ" emociona não porque é triste, mas talvez porque nos relembra uma época em que os relacionamentos eram mais sólidos e era possível e até inevitável que figuras como Jorge Amado, Carybé e Dorival Caymmi firmassem amizade tão frutífera !
🤔
quarta-feira, 3 de setembro de 2025
Choro vive na flauta de Leandro Tigrão
Podia ser mais uma terça-feira gorda, de terapia e instrumental,mas foi o primeiro show de setembro, muito especial.
A terapia foi boa , falamos um pouco sobre psicologia, sobre expectativas e, claro, sobre o filme "Como água para chocolate"(1912) , que assisti no fim de semana e ainda vai ganhar um post aqui no Pequenidades.
No Sesc reencontrei amigos e amigas e assistimos a belezinha do show do flautistas Leandro Tigrão e duas composições de choro. Uma beleza que você pode conferir aqui
Algumas fotos do show
Um pouco desatenta, ou preocupada com questões da vida prática, acabou que nem escrevi o comentário da volta, mas só hoje postei :
CHORO DE LEANDRO TIGRÃO No instrumental de ontem encheu minha vida de doçura e beleza. Show quase todo de composições próprias, mostra que o choro ainda nasce nessa terra. Acabou que não consegui escrever um comentário na volta, mas agora posso dizer como a música brasileira é linda de se ouvir. Como disse uma amiga ao meu lado "Que lindo, que bom que a gente veio!" ❤️
Valeu mais essa, instrumental!
segunda-feira, 25 de agosto de 2025
e a IA e Estampas africanas
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Já tinha pedido ajuda ao Google Imagens para interpretar e a resposta foi bem básica , que remeteria à África, possivelmente Egito Antigo (padrões). Agora pedi ajuda ao site GPT, considerando destacar a que culturas se referiam, de qual lugar do mundo e em qual tempo.
A resposta foi bem mais ampla, a resposta principal foi África tribal, mas também pode ter elementos indianos , o que é mais do que possível,pois essas culturas de intercambiavam desde há tanto,adorei!💕
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| Camisa afro masculina que Comprei num brechó |
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| À esquerda uma camisa "afro", a direita Tecidos tradicionais africanos da exposição |
domingo, 24 de agosto de 2025
Clarice Lispector comenta "Grande sertão: veredas"
Em carta escrita ao amigo Fernando Sabino,Clarice Lispector comenta sobre o impacto da leitura de Guimarães Rosa . Imagens disponíveis no Instagram
sexta-feira, 22 de agosto de 2025
Duo "Conversa Brasileira" no Instrumental
No dia 19 de agosto de 2025, mais uma terça feira gorda, com terapia e instrumental. Estava precisando muito da terapia e embora o dia estivesse agradável, a noite sempre vem com possibilidade de frio. Aliás foi o frio que me levou a faltar ao show semana passada!
Me arrumei bem "básica", não vejo a hora de me despedir do inverno
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| Toda de dourado |
Na terapia não tivemos uma sessão muito leve. Dias depois até escrevi:
" TERAPIA E LITERATURA: Agosto 2025 está passando rápido, mas parece estar me revelando algumas coisas não tão fáceis de aceitar. Talvez pelo grande impacto emocional do romance de Murakami sobre Tsukuru Tazaki, talvez pelo meu cansaço sem fim, ontem tive uma sessão bem densa de terapia. Falei do cansaço, da eterna sensação de estar perdida, da falta de reação. Não falei da história de Tsukuru (seria importante, mas não tive tempo). Fiquei com a provocação para refletir na quinzena: "tudo é tão pesado, cansativo, seria tão bom se pudesse contar com um apoio real, não?"
Poxa, imediatamente isso me lembrou o inesquecível livro "Ver : amor" de David Grossman. Nele, Momik menino na Jerusalém da década de 1950 (pós segunda guerra) queria e precisava do afeto de avós. Tinha a vovó Henri, que não descia da cama,mas estava lá. Especialmente "ganhou" Vassaman, um sequelado de campo de concentração que apareceu na sua casa e ele adotou como avô. Esse era mais próximo, sentava para almoçar com Momik todos os dias e isso o preenchia afetivamente demais,COMO SE ELE FOSSE UM AVÔ DE VERDADE, QUE CONVERSASSE e não ficasse só repetindo aquelas palavras incompreensíveis.
Momik "inventava o cais", inventava o amor perfeito dos avós a partir do amor, talvez incompleto, que ele tinha. Mas tinha. Inventava como as crianças fazem sempre (para elas,tudo o que não inventam é falso, diz o verso de Manoel de Barros na minha camisa em 2019) e a gente pode fazer,na melhor das hipóteses.
Resistiremos ..."
Bom, super tocada, fui rumo ao SESC Consolação, encontrei amigos de sempre, conversa agradável. O show foi tipicamente instrumental, o Duo "Conversa Brasileira", que voce pode conferir aqui:
O som bem intimista me levou às lágrimas algumas vezes (ainda pela terapia). No comentário posterior :
DUO CONVERSA BRASILEIRA NO INSTRUMENTAL: O duo formado por Vaisy Alencar (clarineta/clarone) e e Marcos de Sá (piano e acordeon) apresentou um show lindo, rico e emocionante. Preocupados com pesquisas sobre como mesclar som erudito e popular, sobre música de câmara brasileira e apostando em muitos sons, eu chorei mais de uma vez de beleza e de emoção, curando as feridas da terapia. Hoje valeu a pena 👏🏾🎇
Muito bom show, algumas fotos reunidas
Dias depois eu ainda postei sobre o show no Instagram, falando da composição Passa ponte, uma homenagem ao Manuel Bandeira.
"No último instrumental, o duo CONVERSA BRASILEIRA tocou uma composição autoral chamada PASSA PONTE. Explicaram que é referência ao poema Trem de ferro, no qual o trem passa por muita gente e muita coisa, inclusive a ponte, e também uma homenagem ao Manuel Bandeira, "que a gente ama". Eu pensei : até eu 😍"
A música é essa
Som muito romântico,muito brasileiro, amei
Ainda bem que temos o Instrmental!







































