sexta-feira, 26 de maio de 2017
terça-feira, 23 de maio de 2017
ORALIDADE E PEDRO BLOCH
ORALIDADE E PEDRO BLOCH
Em meu relatório final eu não devo defender que o Pedro Bloch foi pesquisar e trabalhar com foniatria exclusivamente porque era judeu. Isso seria reducionista. Eu vejo o seu caso em um contexto maior: o século XX, a era do florescer dos estudos sobre a linguagem e a fala e o surgimento da própria Foniatria , que é uma área médica nascida na Alemanha em 1905 e que mais tarde foi trazida ao Brasil por pesquisadores como o próprio Bloch na segunda metade do século XX, e que apostava em uma abordagem interdisciplinar para compreender e tratar distúrbios da fala. Bloch não era um teórico, ele era um judeu, médico e também um cientista da área médica.
Por outro lado, como sou uma teórica, eu li (e pirei com isso) o Russel Jacoby e a a reflexão sobre a longa tradição judaica que propõe um elogio ao oral, tanto que Jacoby resgata o pensamento de Frtitz Mautner para defender, mais ou menos, que O JUDEU OUVE e ao que ouvir está pensando em história, porque "o ouvido não recebe uma mensagem apenas, ele registra a sequencia do tempo; o som requer duração". E Russel conclui: "o som inclui o tempo e o tempo implica a história" (A Imagem imperfeita, 2007, p. 203).
Eu não sei em que medida esse raciocínio interferiu nas ações de Bloch, mas também não posso afirmar que não esteve presente de nenhuma forma. Devo apontar essas questões, mas de forma leve, colocando mesmo como dúvida: Será que Bloch estudou a linguagem oral porque era judeu, ou porque era judeu foi estudar a oralidade? kkkk
No meio de tudo isso, tem as crianças e elas sempre apresentam outras apreensões para tudo, isso é o mais importante para mim!
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domingo, 21 de maio de 2017
Entrevista de Pedro Bloch para a Revista Veja em out. de 1997
Quando escrevi meu projeto de pós-doutorado em janeiro de 2015 eu usei uma entrevista que o Pedro Bloch deu para a Revista Veja em 08 de outubro de 1997 e que a Óia disponibilizava em seu acervo na internet. Como a entrevista é bem legal, mostra o velho Bloch falando das amadas crianças, eu fui acessar o link de novo e não é que agora ele cai na página do Reinaldo Azevedo? Eca!
A sorte, mesmo é que eu tenho o print da entrevista e publico ele aqui porque, como foi útil para mim, pode ser para outros pesquisadores, né? Aliá, se for o caso, eu tenho ela transcrita em versão txt, é só me pedir que eu repasso!
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sábado, 20 de maio de 2017
Frustrações de uma pesquisa sem fomento
Como sabem meu pós- doutorado não recebeu nunca nenhum fomento. A lista de frustrações por conta disso é imensa. No relatório final eu apresento todas. Veja essa aqui.
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sexta-feira, 19 de maio de 2017
quarta-feira, 17 de maio de 2017
terça-feira, 16 de maio de 2017
NOVAMENTE AS EX-CRIANÇAS DE PEDRO BLOCH
NOVAMENTE AS EX-CRIANÇAS DE PEDRO BLOCH - Acabo de constatar que nesses dois anos de pesquisa de pós doutorado, eu consegui reunir dez depoimentos sobre Bloch através das redes sociais, sendo nove de suas ex- crianças. Acabo de relatar que não consegui um número maior porque não foi possível visitar o Rio de Janeiro para procurá-las, nem mesmo tive financiamento de pesquisa para custear um chamado em jornais na cidade (ainda que tenha feito até um orçamento), afinal quem bancava a pesquisa sou eu mesma, ai tinha que escolher bem onde aplicar os recursos. De toda forma,esses depoimentos são muito interessantes, estou conseguindo desdobrá-los bem e, como eu queria, já dá ter uma noção mais clara não apenas de quem eram seus leitores (da revista, dos livros), e até mesmo como seria seu contato direto com as crianças. Me emociona demais! Eu devo ser uma grande sonhadora, isso sim! Novamente, sou muito grata a todo que ajudam a continuar a ser assim.
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