sexta-feira, 6 de abril de 2012

As coisas incríveis de dentro de um lápis!


Toda coisa tem seu nome - Cocoricó



Toda Coisa Tem Um Nome - Júlio e Sua Turma

Toda coisa tem um nome
Todo nome uma coisa
Outra coisa outro nome
Outro nome outra coisa

Uma coisa é uma coisa
Outra coisa é outra coisa
Quanta coisa tem no mundo
Que coisa eu me confundo

E para falar coisa com coisa
O homen em cada coisa, pois um nome
'Cê que vê'

O nome dessa coisa é microfone
Mas se derepende ele some
Pra descubrir aonde esta
Eu tenho que saber seu nome

Cadê meu microfone ?
Ta aqui

O nome dessa coisa é panetone
Mas se derepente alguém come
Pra matar a minha fome
Eu tenho que saber seu nome

Quem pegou meu panetone?
Fui eu

Eu e quando agente não sabe o nome
De uma coisa
A gente tem que se virar
Eu chamo de treco
Eu chamo troço
Baguio ,traquitana , geringonça
Eu sei lá

Toda coisa tem um nome
Todo nome uma coisa
Outra coisa outro nome
Outro nome outra coisa

Uma coisa é uma coisa
Outra coisa é outra coisa
Quanta coisa tem no mundo
Que coisa eu me confundo

E para falar coisa com coisa
O homen em cada coisa, pois um nome
'Cê que vê'

O nome dessa coisa é telefone
Mas se derepende ele toca
E pra saber quem é que me ligou
Eu tenho que saber seu nome

Alô quem fala ?
É o Júlio

O nome dessa coisa é violão
O nome dessa coisa é chilofone
Pra fazer essa linda canção
Cada instrumento tem um nome

Olha a gaita do Júlio

Eu e quando agente não sabe o nome
De uma coisa
A gente tem que se virar
Eu chamo de treco
Eu chamo troço
Baguio ,traquitana , geringonça
Eu sei lá

Cadeira , boneca , chiclete , caminhão, mamadeira,
Peteca, cotonete , macarrão, minhoca, alicate,
Penico, Guarda-sol ,Paçoca ,abacate, tico-tico e paiol

Toda coisa tem um nome
Todo nome uma coisa
Outra coisa outro nome
Outro nome outra coisa


ADORO COCORICÓ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O Estranhamento

"Que interesse isso (Estranhamento) pode ter - alguém poderia perguntar- para historiadores, para os estudiosos às voltas com documentos de arquivo, com atos notariais, e assim por diante? Por que deveriam perder tempo com o estranhamento e com conceitos semelhantes elaborados pelos teóricos da literatura? (...) Parece-me que o estranhamento é um antídoto eficaz contra o risco a que todos nós estamos expostos : o de banalzar a realidade (inclusive nós mesmos). As implicações antipositivistas dessa observação são óbvias. Mas salientar as implicações cognitivas do estranhamento, eu gostaria também de me opor com máxima clareza possível às teorias da moda que tendem a esfumar, até torná-los indistintos, os limites entre história e ficção. Essa confusão teria sido repelida pelo próprio Proust. Quando dizia que a guerra pode ser contada como um romance, Proust não pretendia de modo algum exaltar o romance histórico; ao contrário, queria sugerir que tanto historiadores como os romancistas (ou pintores) estão irmanados num fim cognitivo. É um ponto de vista que compartilho plenamente. Para descrever o projeto historiográfico em que pessoalmente me reconheço, utilizaria, com pequena modificação, uma frase de Proust :'mesmo supondo-se que a história seja científica, ainda assim seria preciso pintá-la como Elstir pintava o mar, ao revés."
Carlo Ginzburg. O Estranhamento. In: Olhos de Madeira. p. 39-41

sábado, 31 de março de 2012

Lidar com manuscritos: Questionamentos éticos!

“... na cultura contemporânea que a questão dos limites se faz ainda mais necessária diante do desejo de transparência, do culto da auto-exposição ou da constância da pergunta "como você escreve?". Quando não há qualquer coisa que seja produzida na intimidade que não alcance um valor mercadológico no instante seguinte (premência que sofrem com muita força os manuscritos de trabalho, as cartas, etc.), seria interessante que o crítico genético se perguntasse pelos limites de sua própria pesquisa. Isto é, o trabalho do geneticista, com mais força do que qualquer outro trabalho crítico, é um trabalho que depende do questionamento constante de seus próprios pressupostos."
Roberto ZULAR. CRÍTICA GENÉTICA, HISTÓRIA E SOCIEDADE.
http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252007000100017&script=sci_arttext


Eu não sou crítica literária, nem tampouco geneticista, mas também pesquiso produções manuscritas e sempre, sempre me pergunto "qual a minha legitimidade em consultar estes textos produzidos para permanecerem em âmbito privado (como cartas e Cadernos de Estudo) e que agora, eventualmente, já foram até publicados?
Será que me questionar sobre isso quer dizer dar uma super atenção às questões individuais? Sei não...
Ainda na graduação eu estudei um pouco sobre a lida do pesquisador com cartas e me dei conta de que este gênero é bem mais complexo do que parece: se eu leio as cartas escritas, devo ter noção que quem as escreve nunca é diretamente o seu autor, mas um ser fictício que ele criou para se comunicar com seu destinatário naquele momento. Portanto, tem seu alto grau de ficção e isso deve sempre ser levado em conta, só que historiadores costumam ter grande dificuldade em lidar com ficção...
Claro que, à medida que exponho esses meus questionamentos internos, muitos poderão retrucar de imediato. Não me importo. São as marcas do meu processo de pensamento em ação...

terça-feira, 27 de março de 2012

terça-feira, 13 de março de 2012

Sobre o Tempo


"O tempo não exite em si, afirma Norbert Elias - não é nem um dado objetivo, como sustentava Newton, nem uma estrutura a priori do espírito, como queria Kant. O tempo é antes de tudo um símbolo social, resultado de um longo processo de aprendizagem. Nesta vasta exploração da experiência do tempo ao longo das eras, Norbert Elias nos convida a refletir sobre um aspecto fundamental do processo civilizador." Comentário da segunda capa do livro.
ORA, 'REFLETIR SOBRE A EXPERIÊNCIA DO TEMPO' NÃO É (OU DEVERIA SER) TAREFA PRINCIPAL DO OFÍCIO DO HISTORIADOR? LOGO AQUI ESTAMOS FALANDO DE HISTÓRIA PURA, OU NÃO?