terça-feira, 31 de agosto de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
MOVIMENTO VIOLÃO, DE PAULO MARTELLI - EXPERIÊNCIAS DO SUBLIME

Na última sexta feira eu voltei a ouvir o violão clássico de Paulo Martelli, aquele todo ritualítico que comento AQUI. Sempre quis ouvir Martelli de novo, mas achava que se eu tivesse essa oportunidade novamente seria sozinha , como foi da primeira vez, porque as pessoas não estão em sintonia com o mágico, o transcendente atualmente...Mas eu estava enganada, pois foi um rapaz quem me convidou para ouvir Martelli tocar Bach!
Eu sabendo o que significa alguém te convidar para ouvir Martelli tocar Bach, e sabendo que o menino em questão sabia muito bem o que estava fazendo ao fazer o convite
Entendi que estávamos no processo do Poema e Martelli, com a ajuda de Bach, só viria ratificar isso.
Paulo Martelli continuava a elegância em pessoa!
Mas desta vez ele estava incrivelmente mais acessível, querendo conversar com as pessoas sobre violão clássico, responder perguntas, contou coisas lindas sobre o cuidado em experimentar novas maneiras de melhor tocar um compositor barroco,que envolviam a forma do violão; o aumento do número de cordas de 6 para 11 e a substituição das cordas tradicionais por uma certa linha de pesca japonesa, que adensavam o som e, acreditem, no interesse em aprender as danças barrocas para as quais as suítes eram feitas, o que o colocava em contato direito com o ritmo possível, ele está experimentando esse violão:
E o mais bonito : ele disse ser filho de mãe analfabeta, ouvinte de música caipira, tendo irmãos que enveredaram para o rock, etc... ele amava o clássico e achava importante existirem, aqui no Brasil, pessoas que tocavam Bach bem, porque essa idéia de acreditarmos que isso não era para nós não era verdadeira! EU CONCORDO!Me identifiquei imensamente quando ele falou algo assim:que quando tocava Bach sempre pensava "Nossa, que lindo isso e eu posso entrar em contato com essa manifestação musical das maiores da humanidade e isso não tinha preço". Sinto mais ou menos isso com o Rosa, não que eu tenha lido todos os autores, nem que eu ache que Rosa seja algo mundial como Bach, mas no contexto do Brasil, não conheço nada próximo, estou em contato com a ARTE PURA, coisas para poucos... que lindo Martelli!Bom, o concerto eu já sabia que seria maravilhoso, mas não imaginava o prazer de ouvi-lo como se eu estivesse sendo introduzida como um elemento constitutivo do universo divino de Bach.Um sonho meu, que guardava escondido aqui dentro de mim, desde que eu ouvi Martelli tocar a primeira vez, foi realizado! Quanta gente não vive a vida toda sem realizar nunca um desejo? Estou super feliz!
Entendi que estávamos no processo do Poema e Martelli, com a ajuda de Bach, só viria ratificar isso.
Paulo Martelli continuava a elegância em pessoa!Mas desta vez ele estava incrivelmente mais acessível, querendo conversar com as pessoas sobre violão clássico, responder perguntas, contou coisas lindas sobre o cuidado em experimentar novas maneiras de melhor tocar um compositor barroco,que envolviam a forma do violão; o aumento do número de cordas de 6 para 11 e a substituição das cordas tradicionais por uma certa linha de pesca japonesa, que adensavam o som e, acreditem, no interesse em aprender as danças barrocas para as quais as suítes eram feitas, o que o colocava em contato direito com o ritmo possível, ele está experimentando esse violão:
E o mais bonito : ele disse ser filho de mãe analfabeta, ouvinte de música caipira, tendo irmãos que enveredaram para o rock, etc... ele amava o clássico e achava importante existirem, aqui no Brasil, pessoas que tocavam Bach bem, porque essa idéia de acreditarmos que isso não era para nós não era verdadeira! EU CONCORDO!Me identifiquei imensamente quando ele falou algo assim:que quando tocava Bach sempre pensava "Nossa, que lindo isso e eu posso entrar em contato com essa manifestação musical das maiores da humanidade e isso não tinha preço". Sinto mais ou menos isso com o Rosa, não que eu tenha lido todos os autores, nem que eu ache que Rosa seja algo mundial como Bach, mas no contexto do Brasil, não conheço nada próximo, estou em contato com a ARTE PURA, coisas para poucos... que lindo Martelli!Bom, o concerto eu já sabia que seria maravilhoso, mas não imaginava o prazer de ouvi-lo como se eu estivesse sendo introduzida como um elemento constitutivo do universo divino de Bach.Um sonho meu, que guardava escondido aqui dentro de mim, desde que eu ouvi Martelli tocar a primeira vez, foi realizado! Quanta gente não vive a vida toda sem realizar nunca um desejo? Estou super feliz!
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010
No ritual do Poema
Tenho vivido momentos de contato próximo com o ritual poema, me lambuzando dele (para além das palavras). me transformando nele...
Esta semana a Praça do Relógio virou mesmo a FLORESTA NEGRA (a dos contos de fadas) sob uma escandalosa lua cheia, falamos das experiências da temporalidade no poema e - como sempre acontece quando entramos no ritual POEMA - tudo ao redor mudou, gente viu coisas maravilhosas acontecendo no mundo, como se vissemos tudo como se fosse a primeira vez e a vida falava mais alto que a linguagem, assim como acontecia nos primeiros anos de nossas vidas-então abriram-se os portais do "devir criança".
A última vez que experimentei isso foi quando fui aluna do Claudio Willer em 2006 e recebia serenatas de violino na Paulista, ou vivia toda uma história de amor no tempo imediato do metrô...era a experiência do poema atuando na minha vida e fazendo tudo estar em movimento!
Desta vez nós VIMOS ATÉ UMA LAGARTA no meio do caminho e eu pude até perguntar, como no poema de Bandeira:
"-Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listrada?"
E alguma esfera de comunicação partiu dele, como se me informasse: "A gente começa a experiência poema"
Eu acho que mereço, merecemos pois sempre foi esta nossa busca!
Esta semana a Praça do Relógio virou mesmo a FLORESTA NEGRA (a dos contos de fadas) sob uma escandalosa lua cheia, falamos das experiências da temporalidade no poema e - como sempre acontece quando entramos no ritual POEMA - tudo ao redor mudou, gente viu coisas maravilhosas acontecendo no mundo, como se vissemos tudo como se fosse a primeira vez e a vida falava mais alto que a linguagem, assim como acontecia nos primeiros anos de nossas vidas-então abriram-se os portais do "devir criança".
A última vez que experimentei isso foi quando fui aluna do Claudio Willer em 2006 e recebia serenatas de violino na Paulista, ou vivia toda uma história de amor no tempo imediato do metrô...era a experiência do poema atuando na minha vida e fazendo tudo estar em movimento!
Desta vez nós VIMOS ATÉ UMA LAGARTA no meio do caminho e eu pude até perguntar, como no poema de Bandeira:
"-Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listrada?"
E alguma esfera de comunicação partiu dele, como se me informasse: "A gente começa a experiência poema"
Eu acho que mereço, merecemos pois sempre foi esta nossa busca!
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010
24 DE AGOSTO : DIA DA INFÂNCIA
No site da FTD somos lembrados não só da alegria infantil, como também da situação das crianças no Brasil:
"De acordo com a Unicef – Fundo das Nações Unidas para a Infância, 62 milhões de brasileiros têm menos de 18 anos. As crianças são especialmente vulneráveis às violações dos direitos, à pobreza e à iniqüidade no País.
O índice de pobreza infantil é de 44% no Brasil, passando a 78% entre as crianças negras. Mais de 70% das crianças pobres nunca foram à escola durante a primeira infância. Há 800 mil crianças de 7 a 14 anos fora da escola.
De cada 100 alunos que entram no ensino fundamental, apenas 59 terminam a 8ª série e, destes, somente 40 concluem o ensino médio. A evasão escolar e a falta às aulas ocorrem por diferentes razões, incluindo violência e gravidez na adolescência. "
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terça-feira, 24 de agosto de 2010
O Trabalho do POEMA
"O trabalho do POEMA desempenha um papel emblemático ao entrar em uma subjetividade extrema para atingir o sujeito em todo sujeito, passar do formalismo do signo a uma poática da sciedade. (...) O poema não sabe mais. Não ensina um saber. Não ensina. Evidentemente. Mas ele mostra. Trabalha o insabido. Nem à margem, nem fora dela." Henri Meschonnic
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domingo, 22 de agosto de 2010
SEM TERRINHA EM MOVIMENTO
Assisti um vídeo produzido pelo Coletivo Educação,cultura e Comunicação do MST.Ali soubemos da situação das crianças envolvidas no Movimento Sem Terra.Começamos com uma animação que reproduzida uma conversa entre duas alunas de uma escola, uma delas morava num assentamento, e a outra lhe perguntou se lá onde ela morava tinha muita violência e gente amarmada, e ao saber qua agora não, só quando trabalhavam para o fazendeiro, então a menina que não era sem terra diz que não era isso que passava na televisão. Mas falou-se, também, da educação que eles recebiam. Naquilo que eles chamam de "Ciranda infantil", a educação é produzida em uma "pedagogia baseada na cultura popular, nas brincadeiras, na cooperação, na coletividade e no direito de ser criança". Isso é lindo, não? Um objetivo final desta educação é a crença na idéia de que a melhor forma de educar de forma libertária é a ensinar política. Eu acredito que isso é importante, claro, mas talvez a idéia de política da escola do MST talvez seja um pouco afastada da de ser libertária. É claro que , ao potencializar a coletividade e a cooperação, está-se investindo na idéia de política pois pensa-se na idéia das formas de governar os povos... para pensar em política de forma libertária é preciso investir na discussão de idéias - o que deveia ser uma das bases de toda organização política - eles parecem fazer isso, claro, mas o discurso das crianças passam a impressão de que elas passaram, também, por uma doutrinação , a forma de expressá-lo, as palavras usadas, etc. A musiquinha que elas cantam não nos levam a pensar em outra coisa: "Nós somos sem terrinha do MST, brilha ano céu a estrela do Chê" (?!?!) Mas em um país como Brasil onde, em 2009, mais de 860 viviam em condições prejudiciais de existência, um país onde a terra não é nada bem dividida e as pessoas, até hoje, precisam se locomover para sobreviver, a idéia da "Escola itinerante", que é a que vai junto com o acampamento e vai com ele para onde ele for, permitindo que a educação persista em cada ocupação e, em sete estados do país, hoje já são reconhecidas pelos conselhos de educação como escolas estaduais, quando eles cantam "Escola itinerante, um marco na história, poder estudar nela para nós é uma vitória", eu acho lindo e verdadeiro!
Sobre o Guimarães Rosa - que é obviamente meu maior interesse nesse tema- com a fala de um menino sem terrinha no começo do vídeo "sonho muita coisa boa, mas que acontece é o contrário do que eu sonho", me lembrei do texto do Alfredo Bosi, claro... Céu/inferno, onde ele defente que em Guimarães Rosa é possível transcender a miserabilidade do real, mas em Graciliano Ramos os sonhos são sempre sonhos e a realidade é sempre pior... são momentos do sertão, são momentos...
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