sábado, 17 de fevereiro de 2024
Upile Chisala na diáspora
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024
Várias camadas de amizade
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| A foto e o verso |
CAMADAS DE AMIZADE: Achei essa fotografia de crianças dentro do livro "Felicidade Clandestina" da Clarice Lispector , que foi um cartão/ presente de aniversário atrasado que ganhei do meu velho amigo Fernando Costa em dezembro de 2018, quando eu tinha acabado de terminar o pós-doc sobre Humor Infantil e ainda só falava de crianças. Meu amigo gostava de me ouvir falar de crianças e como isso me fazia bem, então lembrou de mim ao ver essa chapa na feira de antiguidades em Pinheiros, marcando não só que aquelas pessoas desconhecidas existiram em algum lugar e tempo indefinido, como também que, na hora do registro, eram crianças e a gente pode vê-las não como uma massa amorfa, mas nas suas particularidades, ainda que ,com aquele gesto de amizade, elas passaram a representar para mim todas as crianças de todos os tempos, a própria infância , que meu amigo me dava de presente.Achei tão bonito relembrar: várias camadas de histórias contidas numa foto de crianças desconhecidas na feirinha da Praça Benedito Calixto. Obrigada por toda essa amizade e por mais essa lembrança, amigo!
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024
Matita Perê: obra prima de Tom Jobim
Lançado em 1973, Matita Perê é considerado por alguns o álbum mais sofisticado de Tom Jobim, o auge da sua versão "ecologista", o disco dedicado a Guimarães Rosa (que parece na ambientação de faixas como "Águas de março" e é citado nominalmente em "Matita Pere", um 'chamado João') , ouvi muito, muito,muito durante minha pesquisa de cerca de uma década sobre as estórias rosianas. Gosto muito. 😍
Quando eu falo de ambientação ao modo Guimarães Rosa quero dizer uma observação mais apurada do que se ouve e do que se vê, em Rosa de "ouve" os sons dos pássaros, Tom Jobim se "vê" flashs da natureza tipo "é um resto de mato, é um pouco sozinho...) Amo muito 💕
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024
Meu encontro com a "Menina sentada"(1943), de Portinari
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| Eu criança e adulta com Menina sentada |
| Encerrando janeiro de 2024 eu acabei tendo,ocasionalmente, um encontro muito emocionante com "Menina sentada", de Cândido Portinari na estação Higienópolis Mackenzie do Metrô. |
Eu já amava esse quandro, já vi representada nele a menina de amarelinho que eu fui, como mostro nessa postagem de 2020
Mas eu nunca tinha visto uma reprodução maior dele, nunca reparado nos detalhes, no lacinho de fita, nas perninhas cheias de dobrinhas!
Narrei nas redes:
"Cheguei em Higienópolis, sai do metrô e subi a escada rolante em direção a rua da Consolação quando dei de cara com ela, a “Menina sentada”. Tinha outras obras antes dela, pois era uma exposição, mas ela estava no centro e eu só via ela. Sabia que estava vivendo um encontro mágico.Quis tirar uma foto junto, mas como foi um momento mágico e só meu, não tinha ninguém ao redor para ajudar, e a foto não ficou tão boa, mas não importa, afinal nunca tinha visto uma reprodução dela: cada detalhe! Não é que é mesmo a minha cara?"
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| Arte, vida e representação |
Foi tão emocionante que fiz até um reel
Presentes de 2024!
sábado, 27 de janeiro de 2024
"A dançarina de Izu", de Kawabata: terceiro livro de janeiro 2024
segunda-feira, 22 de janeiro de 2024
Samba do sol pré carnaval 2024
Minha expectativa ainda é baixa para essas "edições especiais" do Samba do Sol na Casa das Caldeiras , porque acabam significando pouco samba, apesar do de outubro, que foi quase como antigamente. Foi um domingo chuvoso, chuvoso demais, mas o Samba do Sol sempre promete aquecer e aquece, pois esse foi até legal, mesmo que eu nem tenha ficado pra hora do samba novamente.
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| Eu seca, molhada, fantasiada |
Começou que eu saí sem acessórios de Carnaval, levei tudo numa sacolinha amarrada na pochete que, obviamente, acabei esquecendo no ônibus. Aí tive que improvisar esse colar havaiano que amarrei no relógio. Foi a sorte.
Quando cheguei estava tocando o Bloco Filhos de Gil,muito cheio e o porão ainda fechado.
Depois teve DJ e o Ge de Lima tocando carnaval da Bahia, fiquei bastante lá até descer pro porão, onde vc estava rolando a Festa Catuaba ,com muito funk.
Aí fui conversar com amigos no quintal, onde tinha uma DJ maravilhosa, até Pepeu ela tocou 😍
Quando subi no principal estava o Grupo Reduto,mas eu tinha que ir embora. Assim foi mais um samba do sol.
Escrevi um bom resumo do que achei:
SAMBA DO SOL NAS CALDEIRAS: Foi legal por ter encontrado tanta gente querida pela primeira vez no ano. Mas não foi como em outubro e não consegui ficar no Samba. Triste.Daqui duas semanas tem Quintal dos Prettos e não vai ter essa de pouco samba , porque Maria Zélia é minha casa 😍
Alguns registros:
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| Ge de Lima |
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| Ge de Lima |
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| coreógrafo |
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| baile |
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| Bloco Filhos de Gil |
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| Bloco Filhos de Gil |
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| Quando cheguei |
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| Quando cheguei |
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| Aninha, grande amiga |
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| Amigas: Aninha, eu, Roseli |
EXPLICANDO : Eu é minha amiga Roseli acabamos de tirar uma foto com um copo de Catuaba Selvagem , mas foi cenográfico, porque todo mundo sabe não bebo mais kkkkk
Ontem a noite,no quintal da Casa das Caldeiras, uma menina estava cantando com toda emoção a música da Ivete Sangalo, todo mundo parou para olhar... Ela abriu os olhos e disse para mim "desculpa,me empolguei aqui"Eu falei : que é isso, relaxa. Eu sempre me empolgo também,a diferença é que eu filmo,posto nos stories e ainda ponho a legenda CAMILA SENDO CAMILA
sábado, 20 de janeiro de 2024
Estado de líbido ou poesia de prazer e cura, de Carmem Faustino : segundo livro de janeiro 2024
Quando devolvi o pesado "Becos da memória "da Conceição Evaristo na biblioteca do Sesc Pompéia, em busca de mais lirismo, emprestei um curtinho do japonês Kawabata para ser o segundo livro de janeiro. Ainda devo terminar de ler esse mês.
Mas como não posso deixar de lado a literatura preto brasileira,também trouxe um livro de poesia escrito por uma mulher preta, a linda escritora,ativista e educadora do Campo Limpo, São Paulo, Carmem Faustino
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| Carmem Faustino |
Em seu "Estado de líbido ou poesia de prazer e cura", Faustino mostra exatamente o que é: poeta, ativista e, sobretudo,uma mulher negra em efervescência, descobrindo a líbido e o amor próprio como arma da luta descolobizadora. Um exemplo, da página 35:
Ler esse livro, como mulher preta, me relembra porque queremos homens pretos. Eles podem nos proporcionar experiências como nesse trecho
Li o livro todo em uma tarde. Depois fui revisitando trechos que gostei mais. Devo reler mais trechos até devolver.
Como grande admiradora da poesia de Hilda Hilst, o grande nome feminino a escrever poemas eróticos no Brasil, eu tenho um filtro muito fino para julgar, mesmo assim gostei da obra.
Editado pela editora Oralituras, com belas capa e ilustrações de Isabela Alves (Afrobela), encontramos lindas aquarelas em marrom, complementando os poemas, como pequenas joias. Um mosaico de algumas belas ilustrações:
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| Detalhes de ilustrações de Flávia Rosa (Afrobela) |
Muito bom ter encontrado e lido esse livro!






























