No dia 15 de fevereiro de 2021 o programa Roda Viva recebeu o autor de Torto Arado Itamar Vieira Junior para falar do grande sucesso que seu primeiro romance está fazendo no mundo todo. Eu li e adorei, escrevi sobre aqui.
Itamar no Roda Viva: "Gosto de pensar no Brasil profundo porque pensamos em nossas raízes"
Eu assisti, estava toda preparada na logística para acompanhar : pipoca, lenços de papel lápis e bloco de anotações e na hora achei que ele foi certeiro e galante, um príncipe, a gente pega um amor na Bebiana e Belonísia e, do nada, esse livro fica sendo tão importante!
Ainda sobre a entrevista eu fiz dois comentários importante nas redes:
Esse perguntador, o Marwio Câmara do Jornal Rascunho,foi bem desagradável. Quem gosta de literatura jamais se referiria a ela como um "MERO exercício de fabulação", como se toda aquela aurivessaria fosse uma bobagem (foi assim que eu ouvi essa pergunta), daí peguei nojo, nem quis destacar o nome da figura que falou isso. Para mim que estudei Rosa e seu "reino das palavras" só metade da vida, esse tipo de colocação é quase uma ofensa. Eu li Torto Arado e gostei "sobremaneira" (Itamar sempre usa essa palavra em suas falas,acho de uma elegância ímpar, ou como poderia dizer Rosa, acho "galante"), mas acho muito diferente do trabalho que Rosa fez, embora quase sempre entrevistadores o coloquem como referência pro Itamar, mesmo que o próprio tenha cansado de falar (e quem conhece percebeu) que as referências são outras, estão na literatura sobre o campo dos anos 30, as ditas "regionais" e Rosa publicou só depois, com aquele compromissos acentuado com a "prosapoética"(vejo Grande Sertão como um poema épico, tipo Os Lusíadas, por exemplo)... mas tudo é literatura e trabalho com as palavras e isso não pode ser desmerecido. Afora a cronologia é evidentemente que se trata de projetos literários diferentes, muito diferentes (vejo mais influência rosiana na fala e na obra de Hatoum do que em Torto Arado). Mas são impressões minhas e quero dizer que bom que temos esses tesouros.
Eu assistindo a entrevista pra qual me preparei dias , toda uma logística pro evento e tal, PRECISEI PARAR DE VER E VIR AQUI FAZER UMA POSTAGEM INDIGNADA! Quem é esse cara pra falar isso? Peguei ranço (não gosto dessa palavra, mas ele merece). Ainda bem que Itamar, um verdadeiro príncipe, respondeu galantemente... Fosse eu, tinha chutado o pau da barraca : vade retrô kkk
Minha paixão literária dividida com Itamar Vieira Junior.
Terminados os romances maravilhosos
que li na virada de 2020 para 2021, tinha que decidir o que ler antes do trabalho e engolir minhas
leituras de prazer? Tenho sempre as crônicas de Hatoum para emergências, mas eu
queria escolher um romance. Mas sem muita
expectativa. Queria ler algo diferente, e comentei bastante minha escolha aqui . Sim escolhi a lindíssima Chimamanda Ngozi Adichie
porque ela é mulher e africana, e eu estava me devendo a leitura de uma autora assim .
Ai escolhi o Hibisco
Roxo, nessa edição linda, porque julguei ser o que fosse me contar uma
história (nada de palestrinhas) e quando percebi que tinha acertado, até
comentei animada
“Sim, Chimamanda conta uma história nigeriana,
cheia de palavras Igbo e comidinhas tradicionais (achei a receita de várias no
Google, o ruim é encontrar os ingredientes). Ainda nem cheguei na metade e por
enquanto posso afirmar que é uma história tensa, porque ficamos todo tempo em
posição de defesa, como a narradora Kambili, pois nunca se sabe o que Papa vai
fazer!”
O livro conta a história da família da narradora Kambili, uma
adolescente de quinze anos de família rica e muito católica, formada por seus
pais Eugene e Beatrice e o irmão mais novo Jaja. Vivendo uma vida de luxo, são
muito controlados por Eugene, o Papa, um fundamentalista religioso que rejeita
tudo que não é como ele entende as leis sagradas da Igreja. A sorte de Kambili
e Jaja, que são proibidos de tudo por Papa, é que eles tem a tia Ifeoma, que é uma professora
universitária viúva, critã mas não ortodoxa como o irmão, e uma personagem
iluminada, em cuja casa o “riso sempre ressoava, não importa de que cômodo vinha”
(p.151) e o melhor período do romance é quando Ifeoma leva os sobrinhos para passar uma
temporada em sua casa, muito mais humilde, mas onde pode conviver com os primos
Amaka, Obiora Chima, e a conviver com seus vizinhos e até mesmo com a igreja
que a família frequenta, dirigida pelo curioso padre Amadi, que aos olhos da
narradora, é tão sedutor quando Christopher Plummer em “Pássaros Feridos”. É
claro que ela se apaixona por ele e o primeiro amor é descrito em momentos
lindos como esse:
"Eu sorri. Ele sorriu e indicou que eu
deveria me levantar para receber um abraço. O corpo dele tocando o meu foi tenso
e delicioso. Eu me afastei. (...) Quis estar sozinha com ele. Quis contar a ele
o calor que sentia por ele estar ali, dizer que minha cor preferida era o tom
de argila da pele dele." (p. 233)
Com os primos a
relação é mais complexa, especialmente com Amadi, que tem mais ou menos a mesma
idade que ela e muito mais experiência de vida porque não sofreu censura da família
e pôde sorrir, falar , pensar e ser quem quiser toda a vida;ouve Fela e “outros
músicos culturalmente conscientes”(P. 162).
A história paralela de como Kambili vai tentar fazer Amadi
descobrir que ela não é apenas uma riquinha mimada, mas sim alguém muito
pressionada a se conter, me pareceu um
ser um ponto algo do romance, até porque por causa dele, a trilha sonora da leitura
foi Fela, claro
Outra história paralela que faz a leitura valer a pena diz respeito ao Papa Egene, que é a personagem
mais complexa do romance, ao mesmo tempo em que é capaz de extremas bondades
com a família, a igreja e a comunidade, é também uma figura muito intransigente,
se contrariado, especialmente em se tratando de questões religiosas, não pensa
duas vezes em lançar mão da violência física, seja contra a esposa, seja contra
os filhos, que vivem numa tensão quase insuportável e isso é passado ao leitor,
palmas à excelente escritora Chimamanda Ngozi por conseguir nos colocar nesse
ambiente terrível. O tempo todo a gente deseja que Kambili, Beatrice ou Jaja
reajam, mas na maior parte do livro eles
parecem permanecer no estado de eterna adoração a Papa, não importa o que ele
venha fazer. Se isso muda ou não eu não conto, só aproveito para destacar a
história de Papa e seu próprio pai, o encantador Papa-Nnukwn, que não pode
entrar em sua casa e que, vez ou outra, Kambili e Jaja podem visitar por quinze
minutos, pois o avô segue regras da tradição tribal, o que leva Papa a
considerá-lo um pagão, um ímpio que não deve conviver com seus filhos. Mas na casa
da tia Ifeoma ele pode entrar e conviver
intimamente com os os filhos de Ifeoma, especialmente com Amaka, de quem é mais
próximo, e quando possível, até conviver com os netos que teriam sido afastado
dele por causa do "feitiço" que Eugene teria sofrido dos missionários há muitos
anos. É um trecho maravilhoso da obra, dá pra pensar muito na questão da
manutenção da cultura em contexto colonialista.
Kambili é uma personagem bem simples, não apenas por ser
adolescente, porque Jaja e Amaka também o são, mas possuem mais camadas, ela é bem rasa,mas eu
não fiquei impaciente com ela, não sei se porque tive empatia, ou se porque eu ,leitora, também sofri na pele a tensão da vida que ela leva: a qualquer momento Papa
poderia voltar a agredir alguém e a única coisa que podiam dizer é “Deus seja
louvado” , para tentar evitar algo pior. Muito tenso.
Enfim, gostei bastante de ler esse livro, porque Chimamanda escreve bem e também porque é uma mulher que escreve bem (fala bem
das coisas femininas). Mas me arrisco a dizer que escreve como uma "mulher
africana", tem sensibilidade, mas muita objetividade nas descrições, em
trechos como esse:
"Quando acordei havia uma mancha vermelha
em minha cama, larga como um caderno aberto. (...) Jajá e Mama já estavam
prontos , esperando na sala de estar do segundo andar, quando saí do quarto. As
cólicas dilaceravam minha barriga. Imaginei uma pessoa dentuça mordendo as
paredes do meu estômago e depois soltando,num movimento ritmado."(P.
109-10)
Claro que o desconforto menstrual de Kambili só pode ser
compreendido por Mama e como ele acabou fazendo com que ela não obedecesse
estritamente as ordens de Papa, ela acabou sendo duramente punida com castigos
físicos. Essas sutilezas, em várias formas, são as maneiras que narrativa de
Chimamanda tratem de questões femininas e feministas em África, de forma
fabular, como eu gosto.
"Tendo experienciado uma vida de constante desprestígio, crítica e preconceito, o escritor enfrentou crises de depressão, entregando-se ao álcool e sendo internado por duas vezes no Hospício Nacional. Faleceu aos quarenta e um anos, vítima de um colapso cardíaco, já caído no esquecimento e na miséria, em 1922. " (site do TAG)
Como vamos falar do que hoje se pode chamar de "colorismo" sem passar DEMORADAMENTE pela trajetória de Lima Barreto? Mesmo com o aumento de sua visibilidade em 2017 (biografia, tema da Flip, etc e todo um entusiasmo editorial), poucos anos depois, quem ainda fala de Lima? Eu falo e continuarei repetindo: É URGENTE CONHECER MAIS LIMA BARRETO, BRASILEIROS.
O E-book gratuito sobre a mostra de cinemas africanos 2020. A live de lançamento foi sábado (com as organizadores comentando cada texto), mas só consegui assistir agora e é incrível como eu "garrei amor" em cada um desses filmes, como ter assistido tantos, tantos (de forma inimaginável para mim, nunca tinha acontecido antes) e esse mergulho foi mesmo uma entrada na África mais concreta (embora a partir de filmes), depois dessa experiência comecei a ver tudo africano de outra forma, sejam pessoas, sejam livros, sejam filmes, foi uma experiência antropológica radical e esse livro é a cereja do bolo. Na medida em que as organizadoras foram comentando cada texto e eu fui reconhecendo mais ou menos do que elas estavam falando, eu fui ficando de coração quente: Quero ler todos os textos! Super recomento! Obrigada Mostra de Cinemas Africanos, obrigada CineSesc!
Como prometido, agora eu vou tratar desse livro DESLUMBRANTE! Para resumir do que se trata, peço permissão para citar sua sinopse na Amazon:
"Omo-Oba: Histórias de Princesas é um livro que privilegia o recontar de mitos africanos, muito divulgados nas comunidades de tradição ketu, pouco conhecidos pelo público em geral e que reforçam os diferentes modos de ser femininos. Os seis mitos apresentados têm o objetivo de fortalecer a personalidade de meninas de todos os tempos."
Como tinha falado antes, as histórias de reinos e principados são muito importantes para crianças, isso tem relação com a construção da identidade e quer coisa mais linda do que "se ver" representado (a) nas ricas ilustrações de Josias Marinho? Visualmente o livro enche os olhos, é grande e colorido, com algumas das mais belas representações de crianças negras e de cabelos crespos que eu já vi, trançados ou não, que vontade que dá de fazer um cafuné nas princesinhas!
A autora, Kiusam de Oliveira é uma educadora paulista negra, engajada na valorização da sua afrodescendência para encontrar caminhos plenos, ainda que diferentes.
Como eu tinha postado aqui outro dia, a dedicatória do livro começa emocionando
Mas o livro chamou a atenção do país porque me lembro desse episódio envolvendo a obra : em 19 de março de 2018 (período de censura, de apelação pela "Escola Sem Partido", época do mergulho no pensamento fascista, algumas obras destinadas ao público infantil chegaram a ser censuradas, incluvise esta:
"FIRJAN informava que a obra “Omo-Oba: histórias de princesas” de Kiusam de Oliveira, publicado pela Mazza Edições, seria substituída por outra obra, atendendo às reclamações de alguns pais de alunos que frequenta a Escola SESI unidade Volta Redonda. "
A sorte foi que Kiusam denunciou nas redes sociais e devido a tanta pressão, a obra pôde circular.
Suponho que o incômodo dos pais tenha sido pelo texto de apresentação, onde Kiusam afirma que o livro tem o objetivo de "empoderar as meninas".Piiiii: "ideologia de gênero": vamos censurar! Ainda bem que não deu certo, porque o livro é lindo, contando seis mitos iorubanos sobre meninas que eram forças da natureza, depois princesas, e depois se tornaram dividades. Se eu, criança, tivesse lido esse livro, não posso nem imaginar o tamanho do meu encantamento. Vou colocar uma representação de cada princesa como aperitivo (no livro tem mais e muito lindas)e se tiverem como, leiam essa obra deslumbrante:
Estou imersa nas culturas africanas há algum tempo, bem antes
da confirmação de que meu DNA misturado é 36% vindo de vários lugares de África. Conhecer
gente preta, conviver com elas, frequentar seus lugares, ouvir suas músicas,
assistir seus cinemas e ler suas literaturas vem me mostrando a riqueza
construída pelos meus ancestrais que vem ficando cada vez mais intenso!
Pois bem, como pesquisadora de História da Infância e
juventude minhas pesquisas sempre se voltaram para as meninas, seu universo e
representações. Para falar de meninas africanas, não pude deixar de pensar que
elas, no imaginário de grande parte da cultura tribal africana, eram primeiro elementos
da natureza, depois nobres rainhas e princesas! Se a história de reinados é
atraente para as crianças, lembrar que além dos “contos de fadas”, a África
também tem muitas histórias de princesas. Conhecer essas peculiaridades é fundamental até para a História do
Brasil, pois se agora sabemos, graçasà
pesquisas recentes,que quando africanos
vieram para serem escravizados aqui, também vieram nobres. Está na canção de
Zumbi de Jorge Ben:
Aqui onde estão os
homens
Há um grande leilão
Dizem que nele há uma princesa à venda
Que veio junto com seus súditos
Acorrentados em carros de bois
O destaque para as princesas negras é, penso eu, muito importante
para as crianças afro-brasileiras, reforçando sua identidade e abrindo o
leque de percepções para a diversidade.
Por isso eu comprei o lindo livro infantil “Omo-oba história
de princesas”, escrita pela educadora paulista e afrodescendente Kiussam Regina
de Oliveira. Depois vou escrever um post só para ele, mas por hora devo
explicar que comprei pela Estante Virtual e, quando chegou, fui abrir e não era
o livro que comprei! Era essa belezinha aqui. O vendedor se confundiu com o
lance das princesas e acabou me enviando o livro errado, depois trocou, mas me deu a oportunidade de ler essa bela
historinha.
Marcos Cajé segurando seu lindo livro
Falando apartir de
tradições da etnia Igbo da Nigéria, o livro conta a história de um rei que
queria muito ter filhos mas sua rainha não conseguia engravidar. Embora em seu reinado ele
mantivesse um “ministro místico”, o rei não era uma pessoa de fé, mas sua
rainha o aconselha a consultar o IFÁ (oráculo africano) para saber o que poderiam
fazer e, com a ajuda dele acaba tendo duas lindas filhas, princesas africanas
que ele protege muito. O nome delas ninguém sabe, pois o “ministro mítico” já
tinha avisado que as palavras pronunciadas eram poderosas e esse poder poderia
se voltar contra as princesas.
Na medida em que elas vão crescendo, o rei começa a pensar
em quem vai confiar para permitir que se case com suas princesas, chegando a
formular um desafio: só se casa com uma das princesas aquele que tiver
sabedoria o suficiente para descobrir o nome delas.
Não vou explicar como (deixo para sua leitura futura uma das
partes mais legais da história), mas o jovem Adjo consegue resolver esse
mistério, se casa com uma delas e aceita a outra como irmã.
Uma história linda, ricamente ilustrada, para encher os
olhos vivos das crianças afro-brasileiras que podem, sim, se sentirem
representadas pelas princesinhas nigerianas, tanto quanto (ou até mais) nos
sentimos pela Cinderela, Branca de Neve e (no meu caso ) Bela Adormecida.
Mais um presente que a quarentena me deu! Quando que eu ia ouvir os meus novos autores queridos falando ao mesmo tempo e poder até conversar com eles por pergunta e resposta no site. Momentos únicos!
Registro do evento
Para ambos os atores, os mais comentados da leitura contemporânea, foi lindo saber o quanto Érico Veríssimo (cujo acervo está aos cuidados do IMS) foi forte referência, para Itamar pela questão da lavoura e para Scott, por serem dois autores gaúchos.
*
ITAMAR : Obra de Érico traz questões que não se esgotam, fala de Cruz Alta, de Porto Alegre, mas para tratar de questões humanas: Sul era personagem, não apenas cenário.
O tempo e o vento é obra mosaico, começa tratando da fundação nos 1700, história do desbravamento e pois debate político: o importante é o conjunto da imensa saga.
*
SCOTT: Quando era adolescente sentiu que a vida não fazia mais sentido, e que talvez isso se resolvesse se ele fosse um escritor, mas ele sabia que não tinha talento para tando, então uma amiga recomendou que ele imaginasse estar tendo um diálogo com um autor importante para o RS e ele pensou logo numa conversa com Érico, uma grande referência.
*
Scott trouxe a questão de como alguns autores muito lidos, como o Érico ou o Jorge Amado, são praticamente ignorados pelos críticos acadêmicos, e como até mesmo os estudantes de letras são levados a abandonar a leitura de autores muito populares e, com isso, perdem muito.
Eu lembrei, e cheguei a comentar no chat, que ao contrário do curso de letras, dentre os historiadores já se tentava fazer leituras históricas da oba de Érico, até coloquei a referência de um livro que eu vou querer ler, assim que eu reler o Tempo e o Vento :
ÉRICO VERÍSSIMO: O ROMANCE DA HISTÓRIA. De: Sandra Jatahy Pesavento, Jacques Leenhardt, Lígia Chiappini, Flávio Aguiar. Editora: Nova Alexandria.
ÉRICO VERÍSSIMO: O ROMANCE DA HISTÓRIA. De: Sandra Jatahy Pesavento, Jacques Leenhardt, Lígia Chiappini, Flávio Aguiar. Editora: Nova Alexandria.
Ficou a dica! Amo!
*
Mas o melhor momento mesmo foi esse :
Não é uma resposta linda? Melhor do que eu esperava.
Disse também que personagens de O tempo e o vento fazem parte do seu imaginário de escritor e quando quis escrever um personagem neutro, chamou de "A. Terra", referência a Ana Terra. Ele também disse que em sua casa na chapada, no fim da tarde, parece que ouve os sons dos ventos, da roca dos Terra Cambará.
Agora estou escrevendo aqui, fico tão feliz com esses diálogos, vocês nem sabem. Eu achei linda a resposta e fiquei tão feliz de dialogar com os autores, mesmo na enlouquecedora quarentena, obrigada vida!
*
Ao final Paulo Scott, com aquele delicioso sotaque gaúcho, nos deu uma dica para a vida: